*TSE vai à Câmara falar do voto eletrônico*


*Brasília, 02/12/2008* - A Subcomissão de Segurança do Voto Eletrônico,
da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, realiza audiência
pública nesta quinta-feira, 04, às 11 horas, para 'debater o uso das
urnas eletrônicas, em razão de denúncias da existência de falhas e
irregularidades nas eleições de outubro de 2008'. Em vários municípios
brasileiros foram levantados indícios de violação nas urnas eletrônicas
que influenciaram o resultado da eleição. Estão convidados o professor
do Instituto de Computação da Unicamp Jorge Stolfi e o Secretário de
Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Dutra Janino.

No plenário da Câmara, a *deputada Janete Capiberibe (PSB/AP)*, autora
do projeto 970/2007, que institui a materialização do voto eletrônico,
apresentou a sua preocupação com a incerteza do processo de votação. 'Um
fato vem preocupando acadêmicos, políticos e a sociedade civil
brasileira há bom tempo: a falta de transparência e a impossibilidade de
fiscalização, auditoria e recontagem no sistema de votação eletrônica.
Por isso, sua vulnerabilidade à fraudes, como qualquer sistema
informatizado. Pela lei atual, o eleitor pode suspeitar se o voto que
digitou na urna eletrônica foi contado para o seu candidato'.

*Evolução* - O PL 970/2007 é tratado como proposta prioritária para
aperfeiçoar o sistema eletrônico brasileiro de votação no relatório da
Subcomissão divulgado em 29 de novembro do ano passado.

Nesta terça, a socialista reuniu-se com o deputado Júlio Semeghini
(PSDB/SP), relator do projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia,
Comunicação e Informática, e com o presidente da Subcomissão, deputado
Gerson Peres (PP/PA), para insistir na aprovação do projeto de sua
autoria .

Pelo projeto 970/2007, da deputada Janete, o voto digitado na urna
eletrônica é impresso e exibido ao eleitor num visor transparente. Se
coincidir com o voto digitado, é confirmado pelo eleitor e depositado
numa urna convencional sem nenhum contato manual. 'Não é a volta do voto
escrito, como podem pensar. Mas aumenta a segurança do processo
eleitoral por que permite a recontagem ou a auditoria, se for
necessário. Nenhuma democracia consolidada usa apenas o registro
eletrônico do voto. Queremos dar esse passo para garantir que a decisão
do eleitor seja soberana. Nossa intenção é a mesma do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral): que a eleição seja cada vez mais segura e livre
de fraudes', defende a autora.



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eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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