Abaixo, nota da assessoria de imprensa do TSE.
Interessante notar que os membros do TSE acabam de criar a mais
exdrúxula das explicações sobre segurança das urnas brasileiras:
a materialização virtual do voto...
O que será que os nossos administradores das eleições querem dizer com
"já existe a materialização do voto (nas urnas eletrônicas), porém, de
forma também virtual" ???!!!
Talvez "materialização virtual" seja algo como "subir prá baixo" ou
"andar parado" ou seria uma espécie de "inspeção às cegas"?
Acho que nem o ícone espírita Chico Xavier (já falecido) saberia
explicar uma materialização virtual do voto.
Será que eles tem noção dos risos que este tipo de "explicação" provoca
nos meios acadêmicos no exterior?
São casos como este que reforçam a tese atribuida ao De Gaule, sobre a
seriedade do nosso país.
[ ]s
Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
www.votoseguro.org
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SEI EM QUEM VOTEI,
ELES TAMBÉM,
MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU MEU VOTO
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Nota do TSE
Presidente do TSE e Geraldo Magela conversam sobre processo eleitoral
03 de abril de 2009 - 18h55
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos
Ayres Britto, recebeu na tarde desta sexta-feira (3) o deputado
federal Geraldo Magela (PT-DF) para falar sobre projetos de lei que
correm na Câmara dos Deputados relativos ao processo eleitoral e
também sobre a segurança das urnas eletrônicas.
Ele pediu ao presidente que o TSE se manifeste seu apoio em alguns
projetos para agilizar a aprovação naquela Casa. Uma de suas propostas
é que se estipule o tempo de oito meses para que a Justiça Eleitoral
julgue processos relativos a condenação por crime eleitoral. O
objetivo, segundo ele, é garantir a eficácia das decisões evitando que
quem venha a assumir o cargo o faça poucos meses de acabar o mandato.
Segurança das urnas
A segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas também foi tema
do encontro. O deputado defende que haja a materialização dos votos,
ou seja, depois de votar na urna eletrônica haveria a impressão do
comprovante de votação para uma possível recontagem.
No entanto, o ministro Ayres Britto mostrou ao parlamentar que já
existe a materialização do voto, porém, de forma também virtual. Isso
porque, de acordo com a área técnica do Tribunal, não se justifica
auditar o voto eletrônico por meio de recontagem manual.
A impressão do voto já foi testada pelo TSE em 1996 e 2002, mas essas
experiências mostraram que o registro do voto em papel gerou maior
índice de falhas que qualquer operação eletrônica. Por isso ficou
confirmada a inviabilidade da utilização dessa forma de conferência
dos resultados eleitorais.
O diretor geral do TSE, Miguel Fonseca acrescentou que o voto
eletrônico, apesar de não ser impresso na hora, pode se imprimir em
caso de necessidade.
Cerimônia de lacração
O deputado disse que existe também uma proposta de usar um percentual
do fundo partidário para treinar fiscais para acompanharem o processo
eleitoral e com isso deixar os partidos mais seguros.
Quanto a isso, o ministro informou que a cerimônia de lacração da urna
– que começa 120 dias antes das eleições - foi instituído com a
finalidade de abrir espaço aos partidos políticos para que conheçam e
acompanhem o quanto é seguro o procedimento. Nessa cerimônia, ocorre a
assinatura digital de todos os softwares que serão utilizados nas
eleições. O presidente do Tribunal, o diretor geral, representantes
dos partidos políticos, da OAB e do Ministério Público assinam
digitalmente os programas que de forma codificada serão encaminhadas
para cada seção eleitoral. Esse procedimento inviabiliza qualquer tipo
de fraude, garantem os técnicos, que afirmaram ainda estarem tão
certos da lisura do processo que estão prontos para mostrar a qualquer
momento as informações.
Ao final, o presidente do TSE afirmou estar sempre aberto e disse: “o
que propõe a lisura, o aperfeiçoamento e a segurança só pode contar
com nosso apoio”.
Eles também falaram sobre a instalação da urna biométrica, que já foi
testada em algumas cidades e identifica o eleitor por meio da
impressão digital. De acordo com o ministro, é uma evolução que vai
garantir ainda mais a segurança do voto, pois elimina a possibilidade
de um eleitor se passar por outro no momento da votação.
CM/SF
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O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
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O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
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