Enviado para você por Regis através do Google Reader: eleições na web:
no brasil, em 2010?… via dia a dia, bit a bit... por Silvio Meira de
srlm em 18/04/09
quase 75% dos usuários americanos da internet, porcentagem que
representa 55% dos eleitores, usou a web para –não só- se informar
sobre a eleição e suas opções. além do noticiário, os eleitores
blogaram, debateram, se organizaram e participaram de coleta de fundos
eleitorais online. o resultado a gente conhece: o candidado da
revolução industrial, um herói de guerra, foi derrotado pela galera da
sociedade da informação, representada por um cidadão que, em passado
bem recente, não poderia nem concorrer ao cargo. o vencedor, não por
acaso, parece até agora muito mais razoável do que o perdedor.

segundo a pesquisa da pew internet, 18% dos americanos escreveu [nem
que fosse um comentário, num blog] sobre a eleição; 45% viu, online, um
vídeo relacionado à eleição; um terço dos eleitores encaminhou, a
outros, conteúdo online que achava importante para decidir a eleição;
dos 83% dos americanos entre 18 e 24 anos que têm um perfil numa rede
social, 66% usaram sua presença online para fazer alguma ação
relacionada à eleição. números impressionantes. não é à toa que se diz
que esta foi a primeira eleição americana da era da rede.

em pindorama, que tem 52 milhões de pessoas online e um dos mais altos
índices, per capita, de horas de participação semanal em redes sociais,
o TSE proibiu [na prática e na íntegra] a campanha na rede nas últimas
eleições para prefeito. e na próxima eleição, em 2010? será que teremos
a internet, de novo, censurada pelo supremo poder eleitoral?…

este debate deveria estar na ordem do dia agora, antes que as
candidaturas se estabeleçam e, como é quase sempre o caso no brasil, as
regras pra qualquer jogo sejam [pouco] discutidas, decididas e
promulgadas na carreira, minutos antes da partida começar.

este blog é a favor do utilização ampla, geral e irrestrita da internet
na propaganda e no processo eleitoral. se nós, mesmo levando em conta
as diferenças entre quem tem muita, pouca ou nenhuma internet, já temos
mais de um quarto do país na rede, as eleições podem muito bem vir a
ser um motivo pra trazer boa parte de quem ainda está fora do mundo pra
cá. afinal, há alguma coisa de interesse público, importante e/ou
relevante, no mundo, que não esteja na rede ou, por outro lado,
relatada e discutida, intensamente, na rede? não.

e não há muita coisa mais importante, numa sociedade, do que eleições
verdadeiramente democráticas. é hora, pois, de trazê-las pra rede. como
se viu na última eleição americana, a rede pode muito bem influenciar o
processo e o resultado. será que alguém teria uma boa justificativa
para manter as eleições nacionais fora da rede?… será?… quem?… por que?…

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eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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