Boletim Informativo do Fraude Urnas Eletrônicas

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      Reforma eleitoral: limites ao TSE e impressão do voto 

      Posted: 23 Jun 2009 07:00 AM PDT

       Para valer nas Eleições Gerais de 2010, o Congresso deve aprovar o 
projeto de Reforma Eleitoral até setembro. Considerando que o grupo de trabalho 
encarregado de apresentar o projeto já fechou acordo em quase 80% dos pontos da 
proposta elaborada inicialmente pelo deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), estima-se 
que teremos novidades para as próximas eleições. Dentre as alterações, dois 
pontos merecem destaque.  

      O primeiro é a possibilidade de limitação à atuação da Justiça Eleitoral 
durante o período das eleições. A mudança irá corrigir um problema surgido com 
a omissão do Congresso em suprir algumas lacunas e vazios, que provocaram o 
grande aumento da edição de resoluções por parte da Justiça eleitoral. De 
acordo com Flávio Dino:

        "Diante desse agigantamento de competência, o presidente Michel Temer, 
com razão, tem insistido na necessidade de uma legislação eleitoral que vá aos 
detalhes, para que a Justiça Eleitoral cuide apenas do que é de sua 
responsabilidade, que é a organização das eleições e o julgamento dos conflitos 
a ela apresentados". 

      A redação do projeto conserva a prerrogativa do Tribunal Superior 
Eleitoral (TSE) para expedir todas as instruções das eleições e ainda a data 
limite de 5 de março do ano em que ocorrerem os pleitos para edição das 
resoluções. Entretanto, algumas ressalvas foram incluídas:

        a) As resoluções do TSE não poderão “ultrapassar o caráter 
regulamentar”;

        b) Tampouco poderão “restringir direitos ou estabelecer sanções 
distintas das previstas” na lei. 

      Pela proposta, o TSE não poderá editar resoluções, por exemplo, sobre 
verticalização, fidelidade partidária e cassação de governadores e prefeitos.

      Pode até parecer óbvio que uma resolução do TSE não possa ultrapassar as 
fronteiras da lei. Entretanto, na visão dos congressistas, este “óbvio” vem 
sendo corriqueiramente afrontado pelo TSE. 

      A tese de que o TSE vem “usurpando” prerrogativas do Parlamento, 
“legislando” por meio de sentenças e resoluções não é recente. Desde as 
Eleições Municipais 2004, quando o Tribunal reduziu o número de vereadores nas 
Câmaras Municipais, que os congressistas não estão nada satisfeitos com a 
chamada “judicialização da política”. 

      O segundo ponto é a (re)criação da versão impressa do voto, a partir de 
2014. A proposta foi apresentada pelo líder do PDT na Câmara, deputado Brizola 
Neto. O principal argumento utilizado por ele é a impossibilidade de recontagem 
de votos em caso de suspeita de fraudes. 

        "O sistema brasileiro de votação é muito frágil, não é seguro e não foi 
aceito nem incorporado por nenhum país do mundo. O Paraguai, que chegou a 
aceitar as nossas urnas para experiência, acabou de devolvê-las por não 
considerar o sistema seguro."

      Dino incorporou a proposta ao relatório por acreditar que existe tempo 
hábil para implementar a mudança.



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      O primeiro ponto do projeto de Reforma Eleitoral tenta resgatar para o 
Congresso a responsabilidade principal sobre matéria legislativa. Não 
excluindo, por enquanto, a competência adversa atribuída ao Judiciário, mas 
aparando os excessos praticados.

      Não é de hoje que juristas criticam o acúmulo de poderes da Justiça 
Eleitoral. No artigo Primeiro é preciso não fugir ao debate!, publicado em 29 
de dezembro de 2008, comentamos sobre os três papéis atualmente exercidos pelo 
TSE:

        a) legislador: detém a prerrogativa de editor das resoluções eleitorais;

        b) executor: é o responsável por administrar todo o processo eleitoral,

        c) judiciário: incumbido de julgar as ações judiciais em matéria 
eleitoral. 

      Por outro lado, a impressão do voto  é um mistério. A população quer e os 
parlamentares insistem na tese, entretanto, até hoje, o que tem valido é a 
opinião do TSE: somos contra a materialização do voto e pronto. Um desrespeito 
que pode estar com os dias contados. 




      Saiba mais sobre o assunto:
        a.. Blindagem da Urna Eletrônica – TSE contra ataca 
        b.. Identificação Biométrica: recadastramento em Búzios (RJ) começa em 
junho 
        c.. Os eleitores rejeitam o voto eletrônico 
        d.. Votação pela internet não é tão fácil quanto se pensa 
        e.. Fraude nas Eleições do Irã e a possibilidade de recontagem dos 
votos 
      Technorati Marcas: impressão do voto,reforma eleitoral,TSE




          
     
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