vamos fazer campanha para zerar o voto politico nao trabalha engana e rouba 0000000000000000000000
Date: Tue, 15 Sep 2009 19:31:10 -0300
Subject: {VotoEletronico} Re: Lucia Hipolito - Quem tem medo do voto impresso?
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To: [email protected]
CC: [email protected]
Eu sou testemunha ocular de que a primeira urna eletrõnica tinha impressora.
Pelos idos de 1996 ou 1998 eu ví na sala de uma seção eleitoral onde foi usada
em carater experimental a urna eletrõnica com uma impressora ao lado. Era
visível que era uma impressora, pois os votos impressos dela que estava aberta
sainham em impressão contínua semidestacados (picotados) uns dosdos outros.
Havia votos impressos na mesa e no chão. Hoje com a informação que tenho
lembro-me daquela cena como uma cena dantesca. Que descaso foi aquele dos
técnicos do TRE e da mesa coletora com os votos impressos? Eles já timham o
propósito firme de eliminar a impressora? Estavam testando os fiscais e o
público para ver se havia perigo de tirar a impressora?
Então quando o primeiro projetista da urna pensou em fazer a urna tinha em
mente que era necessário o voto impresso. Mas no meio do caminho surgiram
outros interesses.
Francisco Santana
2009/9/15 Amilcar Brunazo Filho <[email protected]>
A jornalista Lucia Hipólito acaba de escrever artigo com o título
Quem tem medo do voto impresso?está em:
https://seguro2.oglobo.com.br/cadastro/default.asp?pagfim=http%3A//oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/09/12/quem-tem-medo-do-voto-impresso-222107.asp
Compareçam para comentar...
Amilcar
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Quem tem medo do voto impresso?
Neste projeto de reforma eleitoral que está quase pronto, com votação final
marcada para os próximos dias, alguns temas consensuais foram aprovados,
gostemos ou não, sejam polêmicos ou não.
Mas um tema parece estigmatizado por todos os políticos, de quase todos os
partidos.
Falo da obrigatoriedade da emissão do voto impresso nas urnas eletrônicas.
A adoção do voto eletrônico, embora tenha acabado com a praga das fraudes,
suscitou grande polêmica, principalmente em 2000, primeira eleição inteiramente
informatizada.
Técnicos e especialistas em informática – e em eleições –, com o apoio de
políticos, bateram-se pela adoção da prova impressa do voto, que seria guardada
em segurança pela Justiça Eleitoral.
Diante de denúncias bem fundamentadas sobre ocorrência de fraudes, haveria o
recurso ao voto impresso para uma eventual recontagem.
Em 2001, a necessidade da prova impressa foi reforçada pelo vexame das eleições
presidenciais americanas de 2000, com a eleição reconhecidamente fraudada de
George W. Bush.
Projeto apresentado pelo senador Roberto Requião, tornando obrigatória a
impressão do voto, foi aprovado a toque de caixa pelo Congresso.
A experiência inicial seria feita com 2% do eleitorado, privilegiando-se
municípios e estados com forte histórico de fraudes. Aos poucos, todo o
eleitorado iria sendo alcançado pelo novo recurso.
Na regulamentação das eleições, o presidente do TSE, ministro Nelson Jobim,
negociou com o Congresso a adoção parcial da lei, sob a alegação de que o
orçamento da Justiça Eleitoral não previa esta despesa adicional, e a própria
indústria não teria condições de fornecer tantas impressoras em tão curto prazo.
Bobagem. Foi apenas corpo mole da Justiça Eleitoral e falta de humildade do
ministro Jobim.
Entretanto, em 2003 o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) apresentou projeto que
fazia letra morta de tudo o que estava previsto. Aprovado no Senado e na
Câmara, matou a possibilidade de o eleitor ter uma garantia a mais da lisura do
pleito.
De vez em quando, o tema volta à discussão, pelas mãos de técnicos e políticos
que não se conformam em não fornecer ao eleitor brasileiro uma garantia de
recontagem dos votos, caso alguma fraude escandalosa se apresente.
Em todo o mundo, a urna eletrônica brasileira tem sido contestada em todos os
fóruns sérios, que reúnem acadêmicos e especialistas. Recusada por
universidades sérias, que mantêm institutos e estudiosos preocupados com a
ética na política.
Não porque não seja rápida, fácil de utilizar e relativamente segura. Mas
porque não é totalmente segura e não fornece alternativas para uma eventual
recontagem.
E no Brasil, para não ferir o orgulho do ministro Nelson Jobim e do então
ministro Sepúlveda Pertence, não se pode sequer discutir o assunto.
Na mais recente tentativa, deputados do PDT incluíram a obrigatoriedade do voto
impresso na proposta de reforma eleitoral.
Foi o suficiente para mobilizar o senador Eduardo Azeredo e o ministro Nelson
Jobim, dedicados a bombardear qualquer tentativa de discutir o assunto.
Ambos se deslocaram para uma reunião de líderes esta semana na casa do
presidente da Câmara, deputado Michel Temer.
Tudo para impedir os deputados de voltar a discutir uma possível adoção de
urnas com emissão de voto impresso.
Quem tem medo de uma eventual recontagem de votos? Mistério...
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