Continuam os desdobramentos no caso do teste de captura de ondas eletromagtéticas dos teclados das urnas eletrônicas.
Revelando que alguma pressão tem chegado aos membros da administração eleitoral, o TSE divulgou em seu portal, 2 arquivos sobre o assunto, que estão em: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/arquivos/Teste_Sergio_Freitas.pdf http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/arquivos/Comentario_TSE_INPE.pdf O primeiro contém a planilha do teste que descreve os passos do teste e inclui alguns comentários do observador do TSE. O segundo contem um pequeno comunicado escrito pelo secretário de informática do TSE e por um assessor seu, cedido, sob convênio, pelo INPE. Neste texto, os servidores da administração eleitoral tentam negar a possibilidade de que o vazamento de radiação do teclado das urnas poderá ser usado para a identificação do voto durante votações oficiais. Seus argumentos são meramente opinativos. Provas técnicas não são apresentadas e as hipóteses sobre os ambiente reais foram construídas para se ajustar a conclusão que eles tinham que apresentar para enfrentar o questionamento que está vindo de fora. Admitem que há vazamento de radiação dos dois teclados das urnas (do eleitor e do mesário) mas afirmam (sem apresentar dados de testes realizados) que não seria possivel captar esta radiação em ambiente reais de votação. Seus argumentos são facilmente refutados, como a seguir: 1) Os servidores do TSE afirmam que o sinal emitido é muito fraco e "tende a zero a alguns metros", não sendo possivel capturá-lo em ambiente não-isolados e atrás de obstáculos como paredes ou pessoas. Mas o video em: http://vimeo.com/2008343 sobre o experimento "Compromising Electreomagnetic Emanations of Keyboards Experiment" dos pesquisadores suiços Martin Vuagnoux e Sylvain Pasini mostra o contrário. O sinal de um teclado comum é capturado num ambiente comum (não isolado) atrás de uma parede de alvenaria, por uma antena a quase 20 m do teclado. 2) A existência de dois teclados nas urnas confundiria o sinal. Em regime normal, os dois teclados das urnas (do mesário e do eleitor) não são utilizados simuntaneamente. O fato de se poder capturar as emissões dos dois teclados só facilita a identificação do voto pelo espião, pois primeiro o mesário digita o número do eleitor e depois o eleitor digita o seu voto. 3) Existem várias urnas eletrônicas num mesmo local de votação, o que confundiria a captura de sinais. Nos grandes centros urbanos, de fato, os locais de votação contém várias urnas. Mas não nestes locais que a coação de eleitores (ou voto-de-cabresto) ocorre com mais frequência. Há muito lugar de votação remoto, com apenas uma urna ou com poucas urnas distantes o suficiente para atenuar a interferẽncia mútua e é nesses lugares que o voto-de-cabresto mais ocorre. 4) Os servidores da adminstração eleitoral não levam em conta que a instalação de antenas para a captura de sinais pode ser feita, eventualmente, por funcionários da própria adminstração, corrompidos, configurando um ataque interno e não apenas externo. 5) O voto-de-cabresto é uma fraude de natureza psicológica onde o coator explora a ignorância e o medo do coagido. Por isso, não é necessário que o coator consiga identificar de fato cada voto, basta que consiga convencer o coagido de que poderia identificar. Para tanto, fazer a identificação do eleitor na própria máquina de votar (como é o caso único brasileiro) e o vazamento de radiação do teclado, ajudarão muito ao coator construir seu argumento. Isso vai gerar um jogo de informações e contra-informações na cabeça dos eleitores. O jogo já começou. Com certeza os coatores irão explorar a notícia de que foi possível detectar a radiação dos teclados das urnas para influenciar os eleitores. E o administrador eleitoral vai divulgar que isso não é possivel (exatamente como fez ao emitir este seu novo comunicado). Não se sabe como este conflito vai se resolver na cabeça dos eleitores: acreditarão na versão oficial ou, por medo, optarão por se submeter à coação? Obs.: Uma das sugestões do autor do teste para contormar o vazamento de radiação do teclado foi a de adotar teclado touch-screen. Mas esta sugestão, que tornaria as urnas-e mais amigáveis, foi apresentada por mim, em nome do PDT, na audiência pública do dia 04 de agosto de 2009 no TSE e foi formalmente rejeitada pela equipe técnica do tribunal. [ ]s Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP www.votoseguro.org ----------------- SEI EM QUEM VOTEI, ELES TAMBÉM, MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU MEU VOTO --~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~ __________________________________________________ O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas. __________________________________________________ Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico http://www.votoseguro.org __________________________________________________ Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "VotoEletronico" em Grupos do Google. 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