Como diminuir a pobreza? Dando condições ao pobre ganhar dinheiro:
Educação e livre iniciativa.

O sistema socialista sabe muito bem redistribuir riqueza, mas não sabe
criá-la. Como disse Roberto Campos: Sabem sacudir a árvore para
derrubar o fruto, mas não sabem plantá-la...



2010/3/21 Weber Figueiredo <[email protected]>:
> Professor Francisco Moura do fórum uerjxxi respondeu de pronto:
>
> Caro Prof. Weber,
>
> essa é fácil: redistribuição!
>
> Caro Francisco Moura
> Eu também pensava assim: "aqui no Brasil, basta redistribuir as riquezas
> existentes e a pobreza será exterminada". Refletindo melhor, há uma
> casquinha de banana neste raciocínio. Por que?
> Enquanto não formos respiratorianos, vivendo de luz
> (http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/6742), a maior riqueza que o
> homem necessita para se manter em pé são os alimentos: pão, leite, arroz,
> feijão, peixe, frango, verduras, legumes, frutas e ... (prosseguindo, porque
> ninguém é de ferro) iogurte, queijo, caviar, vinho, chocolates etc.
> Então, se muitos brasileiros passam fome ou comem mal, o problema não é de
> distribuição de alimentos, pois o rico não come o pão do pobre. O rico não
> consegue comer, por dia, 10 kg de carne, 12 litros de leite e 13 kg de
> arroz. Aliás, rico come pouco ou faz dieta para manter-se na linha. Observe
> o filho do Elieser, o mega-rico Eike Batista, ele é bem magrinho!
> Portanto, em relação a alimentos, o problema não é de redistribuição. O
> problema é de produção mesmo. A produção de alimentos no Brasil não é
> suficiente para alimentar corretamente todos os brasileiros. O Brasil
> realmente produz muitos grãos (soja, por exemplo) e carne, mas não para o
> povo comer corretamente e sim para exportação. Isso é o que eu chamo de
> moeda ambiental para trocas internacionais de mercadorias e serviços.
> Quanto a outras riquezas o raciocínio também se aplica. Rico tem 10
> geladeiras? Pouquíssimos. Rico tem 10 carros? Pouquíssimos. Ricos têm 10
> pares de sapato? Alguns. No entanto, mesmo que alguns tenham muito mais
> riquezas que outros, este excesso de riquezas, distribuído, nunca acabaria
> com a pobreza geral. Poderia até dar uma aliviada aqui e acolá, mas
> distribuir o que poucos têm de muito, não resolve o problema de todos.  O
> que resolve os problemas ditos sociais é produzir mais, para todos, de
> alimentos a moradias. Só que aí começam a surgir os problemas ambientais,
>  da geração de energia à poluição, um grande desafio.
> A sociedade americana é rica porque a produção de riquezas local é pujante,
> além daquelas importadas via trocas comerciais e troca de papel pintado
> (dólar) por riquezas. Os americanos representam 5% da população mundial e
> consomem 1/3 dos recursos naturais do planeta.
> Então, caro Francisco, a solução para erradicar a pobreza não é tão
> franciscana assim. A solução é produzir riquezas para todo o povo
> brasileiro. Algumas se distribuirão naturalmente, como é o caso dos
> alimentos. Outras, após produzidas, se distribuirão se houver estímulo ao
> consumo consciente. O que é isso? É saber que o excesso de riqueza
> individual, sem uso, significa ambiente exaurido e
> inutilizado. Status passaria a ser sinônimo de consciência ambiental, e não
> necessariamente de acúmulo, porque todas as riquezas materiais, sem exceção,
> vêm da mamãe Terra.
> Bem, essa análise tem inúmeras interligações. Temos que prosseguir pensando
> sobre o assunto, mas há um ponto essencial. A produção de riqueza material
> exige riqueza de conhecimentos, riqueza intelectual. Isso só é conseguido
> através da boa educação para todos, do maternal à pós-graduação.
> Abs.
> Weber Figueiredo
> PS. A palavra riqueza aqui usada não significa jóias, ouro ou supérfluos.
> Por favor, veja: http://www.eng.uerj.br/noticias/1252526040
> Begin forwarded message:
>
> From: Fmoura <[email protected]>
> Date: 20 de março de 2010 10h54min12s GMT-03:00
> To: Lista de discussao UERJXXI <[email protected]>
> Subject: Re: [UERJXXI] Fwd:  RES:  Fwd:  etc. etc.
> Reply-To: Lista de discussao UERJXXI <[email protected]>
> Caro Prof. Weber,
>
> essa é fácil: redistribuição!
>
> Aliás, sempre me causou estranheza quando, na ditadura militar, se
> falava que era importante fazer o bolo crescer primeiro, para depois
> acabar com a pobreza.
>
> Palocci, logo no início do governo PT, falou algo como a minha resposta
> acima, com a qual concordo perfeitamente.
>
> Francisco
>
> Begin forwarded message:
>
> From: Weber Figueiredo <[email protected]>
> Date: 19 de março de 2010 20h17min50s GMT-03:00
> To: Lista de discussao UERJXXI <[email protected]>
> Subject: Fwd: [UERJXXI] RES:  Fwd:  etc. etc.
> Henrique escreveu: Pobreza é um fenômeno muito semelhante à corrupção:
> quanto mais se combate ...
> mais temos a sensação que ela está aumentando ...
> Só há um meio de combater a pobreza: gerar riquezas e evitar as perdas.
> Se alguém conhecer outro modo, por favor, me avise.
> Weber
>
> Begin forwarded message:
>
> From: [email protected]
> Date: 19 de março de 2010 8h9min5s GMT-03:00
> To: "Lista de discussao UERJXXI" <[email protected]>
> Subject: Re: [UERJXXI] RES:  Fwd:  etc. etc.
> Reply-To: Lista de discussao UERJXXI <[email protected]>
> Ítalo
>
> Vamos por partes,
>
> As duas excelentes notícias econômicas foram divulgadas com a devida ênfase
>
> e destaque pelos jornais de TV globais (essa é para provocar o A. e o R.).
>
> Quanto à notícia sobre favelização é estranhíssima. É bem verdade que na
>
> cidade do Rio de Janeiro as favelas estão se transformando em “comunidades”
>
> e contam com cada vez mais serviços de infraestrutura, inclusive as UPPs.
>
> Mas o que a gente vê é um aumento constante da favelização no interior do
>
> Estado, a ponto de cidades que antigamente eram lindas terem hoje aspecto
>
> feio e pobre, como Petrópolis e Arraial do Cabo (e toda o trajeto da Capital
>
> para a Região dos Lagos). Da mesma forma, parece que é crescente a
>
> favelização em cidades pequenas e médias pelo Brasil afora. Nada disso tira
>
> o mérito tanto do Governo Lula (que porém nessa área ainda age timidamente,
>
> vide saneamento) e principalmente do Governo Cabral, pelo menos nas
>
> comunidades da zona sul. Em poucos anos as comunidades da zona sul estarào
>
> caríssimas porque o que ocorre nelas é uma previsível “gentrification”, já
>
> que se situam em áreas nobres do turismo global.
>
> Pobreza é um fenômeno muito semelhante à corrupção: quanto mais se combate
> (ou
> seja, mais gente é apanhada no "flagra" ou por provas), mais temos a
> sensação que
> ela está aumentando (afinal de contas, não fazemos a menor idéia de quanta
> corrupção "não pega" acontece). Veja só, o que mais dixa pau da vida o
> Andrade não
> é que a "imprensa golpista" o faça "defender qualquer ilicito PTista, pois
> com
> tanto denuncismo não há mais como saber quando o ilícito é real e quando é
> ficticio" (a maioira dos "ptistas de fé" que eu conheço reagiria "à chinesa"
> - tiro
> na nuca - contra seus próprios correligionários caso não estivessem
> obrigados a
> aceitar "esses delitos menores" para evitar que "o DEMo-PSDBismo voltasse
> para
> privatizar a Pertobras e a UFRJ")  Essa aparência de "favelização" é sim
> resultado
> (e até mesmo fonte) de vários sucessos do govenro Lula (não estou sendo
> irônico):
> vários pobres que construiam casebres com caixotes de geladeira para morar
> com suas
> famílias de até 17 pessoas hoje compram cimento e tijolo e começam a fazer
> "CASAS
> VISÍVEIS" (ouvi no rádio uma representante do movimento popular em defesa da
> moradia popular que - mesmo apoiando o PAC da habitação - apontava o
> equívoco - e
> dai talvez certa decepção com a demanda do "minha casa minha vida" - de
> TODOS os
> programas de habitação popular nesse pais - e quem viu, e pode comparar, a
> "Vila do
> João" em 1982 e vê hoje repara nos efeitos desse equívoco - que fazem, dão
> ou
> financiam, casas de 30 m2 para famílias que estão na faixa de 8 a 17
> membros).
>
> Quem olha para a Rocinha e percebe que as construções de lá "no olho"
> parecem ter
> aumentado duas ou três vezes (e é algo assim mesmo) fica imaginando que a
> sua
> população aumentou em algo parecido. Rocinha em 1982 tinha algo parecido com
> 300
> mil moradores. Alguem acredita que hoje lá vivam 1 milhão de pessoas?.
>
> Não, uma família de 15-20 pessoas que antes só podia morar no "mesmo piso"
> hoje tem
> aquelas alvenarias de 3-4 andares.
>
> Pobreza e corrupção, operando fortemente, são invisíveis. Pobreza e
> corrupção,
> quando combatidas, parecem aumentar de forma aterrorizante.
>
> Esse "aumento da favelização" é apenas "aumento da visibilidade da população
> que
> morava lá. Se "olharmos" para a Rocinha de 1982 e imaginarmos que lá viviam
> 300 mil
> pessoas e olharmos para a Rocinha de hoje e sabermos que lá vivem umas 400
> mil
> pessoas a coisa fica muito, muito feia.
>
> No tocante aos dados sobre
>
> favelização passados pelo Governo à ONU, lembra muito o que o Fernando
>
> Henrique fez com o ensino médio: divulgaram que tinham colocado cem por
>
> cento dos jovens no ensino médio, o que foi uma grossa mentira.
>
> Arriscando-me a ser considerado "quinta coluna serrista", acho que voce está
> equivocado. O FHC nunca falou isso sobre o Ensino Médio. Ele falou isso do
> Ensino
> Fundamental e estava certo, ao final de seu governo 92 ou 94% da população
> entre 7
> e 14 anos de idade estava mesmo matriculada no Ensino Fundamental (à época 8
> séries). Onde ele escondia os números é que cerca de 70% desse pessoal
> estava
> matriculado abaixo da 3a. série (a expectativa seria de apenas 45%) e que
> apenas 5%
> estava na 8a. série. Esses números no Governo Lula devem ter mudado para 60
> e 8% e
> isso é um ENORME SUCESSO. A escolarização de uma sociedade depende
> principalmente
> da elevação do PIB per capta geral e da melhoria da divergência entre "o PIB
> per
> capta virtual" e o "PIB per capta real". Nenhuma "política educacional" é
> eficazem
> "escolarizar com qualidade uma população" (e eu afirmaria que não é condição
> nem
> suficiente, nem necessária) se não acontecem alterações signifcativas no
> quadro
> descrito na frase anterior. Acreditar no contrário faz parte do nosso
> ideário
> messianista em relação à educação.
>
> Estamos
>
> patinando muito na área da educaçào, apesar dos esforços louváveis do
>
> Haddad. Mas o Haddad desandou completamente nos últimos tempos e talvez a
>
> avaliação da mídia e de muitos técnicos (como agora a do comitê das federais
>
> de Minas), infelizmente, seja correta: ele se precipitou, fazendo coisas às
>
> pressas, atuando numa área prioritária de Estado pela lógica eleitoreira do
>
> fim de mandato. Lamentável mesmo. É muito sincera minha tristeza pelo
>
> confusão que se tornou o MEC ultimamente. Haddad parecia ser uma promessa
>
> brilhante e, se não chega a se revelar como embuste, o balão dele se
>
> esvaziou. Ele deveria permanecer no MEC de Dilma para ter a oportunidade de
>
> se autocorrigir, pois, sinceramente, não vejo no horizonte ninguém melhor
>
> para ocupar o lugar dele, a nào ser alguém do PSDB. Mas com o PSDB na
>
> educaçào a gente já sabe o que pode acontecer: a corporação petista
>
> dominante na área em nível nacional simplesmente não deixa o Governo ser
>
> governo. Para a educação e para a saúde, seria um desastre um ministério
>
> peessedebista, não só por esse motivo, porém. É que a perspectiva do PT em
>
> educação pública é melhor que a do PSDB. O mais importante de tudo seria que
>
> os quatro anos de Dilma (não garantidos ainda) consolidassem políticas de
>
> Estado que fossem seguidas por qualquer Governo depois, durante pelo menos
>
> uma geração. Aqui no Rio, o último investimento sério em educação pública
>
> foi o do Brizola, embora na área de Ciência e Tecnologia agora com o
>
> Alexandre Cardoso coisas importantes estejam acontecendo.
>
> Embora não concorde com tudo que voce afirma acima, concordo com o que eu
> imaginei
> como seu raciocínio orientador.
>
> além da linha vermelha
>
> Henrique
>
>
> Begin forwarded message:
>
> From: Weber Figueiredo <[email protected]>
> Date: 18 de março de 2010 17h29min49s GMT-03:00
> To: Lista de discussao UERJXXI <[email protected]>
> Subject: Fwd: [UERJXXI] etc. etc.
> Inicia o artigo
> "O Brasil reduziu em 16% sua população de favelas, com cerca de 10,4 milhões
> de pessoas deixando esse tipo de habitação nos últimos 10 anos, apontou
> nesta quinta-feira (17) um relatório das Nações Unidas. Apesar disso, o
> número de habitantes de moradia precária em todo o mundo no mesmo período
> avançou de 776,7 milhões para 827,6 milhões."
> Sem desdenhar o esforço do governo federal (PAC, por exemplo), apenas na
> observação visual no Rio e na Baixada eu não consigo ver diminuição de
> favelas, mesmo considerando o aumento populacional. Mas, registro, a minha
> medida não é precisa.
> Weber
> Begin forwarded message:
>
> From: João R. C. Andrade <[email protected]>
> Date: 18 de março de 2010 13h30min47s GMT-03:00
> To: "Lista UERJ XXI" <[email protected]>
> Subject: [UERJXXI] etc. etc.
> Reply-To: Lista de discussao UERJXXI <[email protected]>
> ...da série "Porque a pajelança do Instituto Millenium deu chabú"
>
> http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/03/18/numero-de-favelados-no-brasil-cai-10-milhoes-na-decada-mas-avanca-no-resto-do-mundo-diz-onu.jhtm
>
>  http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE62G0FV20100317
>
> http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE62G08Q20100317
>
> etc. etc. etc.
>
>
> --
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>
> O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
> autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
> representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E
>
> O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
> eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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