Cristiano, O colega Leamartine sempre se refere as "urnas eletrônicas NORTE-AMERICANAS utilizadas no Brasil" para destacar o fato de que o os fabricantes de todas elas são empresas norte-americanas: a Diebold e a Unisys.
As urnas fabricadas pela Unisys (em 1996 e em 2000) já não estão sendo mais usadas de maneira que todas as que são usadas foram fabricadas pela Diebold. Uma informação que se deve considerar é que nas licitações que o TSE abre para o fornecimento de urnas eletrônicas, o projeto descritivo delas é bastante detalhado e com peculiaridades que tornam o produto final bem característico, em especial com relação ao modelo industrial externo e a interface com o eleitor (aquele jeitão das urnas do TSE). Mas é sempre a Diebold que tem ganhado as concorrências. Na última licitação de 2009, o único outro concorrente (a empresa brasileira Probank associada com o antigo técnico do TSE/INPE, Paulo Nakaya) foi desqualificada e a Diebold concorreu sozinha. A Diebold nos EUA teve sérios problemas com sua divisão de urnas eletrônicas, chegando a ser banida como fornecedora nos Estados da Califórnia (2004) e Ohio (2006). Dois presidentes da Diebold tiveram que renunciar e depois da divulgação dos Testes de Penetração de Princeton sobre seus dois modelos de urnas (incluindo o modelo similar ao brasileiro) acabou vendendo sua divisão de urnas eletrônicas para a concorrente Sequoia e só manteve a fabricação de urnas aqui no Brasil, onde, sob o forte "guarda-chuva" do TSE, ainda consegue evitar o questionamento de confiabilidade que houve nos EUA. O seu modelo de urna AccuVote TS, que o teste de Princeton revelou frágil, é muito similar em termos de segurança às urnas brasileiras, embora fosse mais moderna com cartões de memória mais atuais e teclado soft-touch mais amigável ao eleitor. O mais recente modelo de urna brasileira, a UE 2009, foi modificado para tentar dificultar o ataque desenvolvido em Princeton, com a modificação do firmware da BIOS para verificar a originalidade do cartão de memória de boot externo. Esta modificação de segurança do software básico (BIOS) foi totalmente desenvolvido pelos funcionários da Diebold que, obviamente têm cópia do "conteúdo secreto de segurança" do BIOS. obs.: isso significa inclusive que, ao contrário do que o TSE divulga, nem todo software embarcado nas urnas é desenvolvido por seus funcionários. Todo o software de segurança (BIOS, criptografia e biometria) vem de fora. Amilcar Em Sáb, 2010-10-02 às 00:53 -0300, Cristiano E.Krauspenhar escreveu: > Sim colega. > Realmente percebi isto com grande preocupação. > Só não entendi agora o por quê das "Norte-Americanas" ? > Desculpe-me por minha inocência, mas elas não são nacionais ? Qual > seria a sua origem ? > > > > Em 1 de outubro de 2010 23:16, Leamartine Pinheiro de Souza - GLB > <[email protected]> escreveu: > > Estimado Colega Cristiano E. Krauspenhar, > > > > > > Para que tenhas uma pequena ideia do que passamos nesta década > de discussões sobre as urnas eletrônicas NORTE-AMERICANAS > utilizadas no Brasil, o TSE está veiculando, na televisão, a > seguinte mensagem: > -- __________________________________________________ O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas. __________________________________________________ Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico http://www.votoseguro.org __________________________________________________ Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "VotoEletronico" em Grupos do Google. Para postar neste grupo, envie um e-mail para [email protected] Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para [email protected] Para ver mais opções, visite este grupo em http://groups.google.com/group/votoeletronico?hl=pt-
