Olá,
Vejam nas notícias abaixo sinais da guerra subterrânea que está ocorrendo
entre o Ministério da Justiça e a Justiça Eleitoral em torno do domínio do
cadastro biométrico dos brasileiros.

Certamente é um "mercado" onde vai rolar muita grana, bilhões, e quem tiver
controle do cadastro vai mandar.

As duas autarquias estão correndo para coletar dados biométricos de cidadãos
antes mesmo de ter havido um acordo sobre normas técnicas e padrões.

A situação da justiça eleitoral é a mais esquisita. Essa entidade não tem
nenhuma autorização por lei para coletar dados biométricos de brasileiros.
Também não poderia, sob uma interpretação "normal" da lei, impedir de votar
alguém que não fornecesse seus dados biométricos  a eles. As leis que falam
sobre direito de votar e sobre cadastro de eleitores não obrigam o eleitor a
apresentar sua biometria para poder exercer seu direito de voto.

Mas como a Justiça Eleitoral exerce poder judiciário, executivo e até
legislativo, ela tem criado "interpretações" nada imparciais sobre os
direitos dos eleitores e seus próprios deveres. Seus próprios
juízes-administradores é que se arvoraram no direito de disputar esse
"mercado".

Curioso é que a única lei que permite a Justiça Eleitoral usar a biometria
do eleitor (Art. 5º da Lei 12.034) teve sua constitucionalidade questionada
pelos próprios presidentes dos tribunais eleitorais, e essa ADIn será
julgada pelos próprios juízes do TSE e seus pares.

Não tem jeito, acúmulo de poderes sempre resulta em abuso de poder.

Saudações,

Eng. Amilcar Brunazo Filho

*O TSE pode fazer mais.
Além da APURAÇÃO RÁPIDA DOS VOTOS, que já nos oferece,
deveria propiciar uma APURAÇÃO CONFERÍVEL PELA SOCIEDADE CIVIL

**Eu sei em quem votei. Eles Também.
Mas só eles sabem quem recebeu meu voto
*


Conheça o *Relatório
CMind*<http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/RelatorioCMind.htm>sobre
as urnas eletrônicas


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notícia 1:
    *RG com chip chega para 2 milhões*

O RG biométrico, com chip, já começa a ser implementado no Brasil. Em um
mês, 2 milhões de brasileiros em Brasília, Rio e Salvador serão os primeiros
a ter o novo cartão de identidade (denominado agora de RIC).

A convocação dos selecionados para trocar a antiga cédula de identidade
começou em janeiro e a escolha foi aleatória, segundo o Ministério da
Justiça. No primeiro semestre, parte dos eleitores brasileiros também já foi
cadastrada para permitir uma mudança para o cartão biométrico no título de
eleitor.

Procurada ontem para comentar o assunto, a Secretaria da Segurança Pública
de São Paulo informou que ainda não há uma data certa para o Estado integrar
o projeto. Ainda deverá ser lançado um processo licitatório (sem data
definida ainda).

A mudança no documento, que deverá atingir até 2019 150 milhões de
brasileiros só foi possí vel graças a um acordo entre o governo e a empresa
de tecnologia Covadis, com sede em Genebra. Para seu CEO, Marcelo Correa, o
projeto é um dos maiores do mundo, o que vem despertando também o interesse
de empresas que fabricam os cartões.

Segundo Correa, as alterações no sistema de identificação brasileiro “serão
um teste muito importante” para a nova tecnologia. Para ele, a grande
vantagem do novo formato é a proteção dos dados dos cidadãos, além da
redução do risco de fraudes, com o roubo de documentos.

Em um País ainda altamente burocratizado, o novo cartão promete diminuir de
forma substantiva a quantidade de cópias de documentos que cada cidadão terá
de fazer, cada vez que for obrigado a se apresentar a um serviço público,
por exemplo.

O cartão trará um chip com dados da pessoa, informações biométricas e sua
impressão digital.

Em cada posto de atendimento público, futuramente, não bastar á a
apresentação do novo RG. O cidadão terá de introduzir sua digital em um
aparelho e as informações no cartão e a digital terão de coincidir para
permitir que o atendimento seja realizado. Tanto a assinatura quando a foto
do cidadão serão digitalizadas, também para evitar casos de fraude.

Para garantir a proteção dos dados, a Casa da Moeda do Brasil ficará
responsável pelo armazenamento das informações contidas em cada um dos
cartões. Duas sedes serão estabelecidas, em pontos diferentes do País, para
garantir maior segurança para o sistema.


  _____________________________
notícia 2:
TRE e governo do MT assinaram termo de cooperação para biometria nesta
segunda (20)


Prédio do TRE de Mato Grosso

O Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT) e o governo do Estado
oficializaram, na manhã desta segunda-feira (20), no auditório da Casa da
Democracia, o termo de cooperação que viabilizará o cadastramento biométrico
dos eleitores dos municípios que compõem a região denominada como Baixada
Cuiabana. O acordo prevê a troca de tecnologia - hoje sob domínio da Justiça
Eleitoral - e o fornecimento de mão de obra por meio da cessão de servidores
públicos estaduais que atuarão diretamente nas atividades de recadastramento
de mais de 670 mil eleitores. O termo de cooperação não prevê a
transferência de recursos públicos entre os órgãos.

O ato que integra as instituições permitirá o inicio das atividades de
coleta de dados biométricos a partir de agosto de 2011, quando serão
iniciados os trabalhos de recadastramento biométrico dos eleitores de
Cuiabá, capital do Estado. A iniciativa dos órgãos públicos em unir esforços
se torna um projeto institucional onde o cidadão será o maior beneficiário,
salientou o Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino Dutra, que apresentou às autoridades os
detalhes do projeto coordenado pelo TSE.

O recadastramento biométrico dos eleitores será feito por meio da coleta das
dez impressões digitais e da fotografia da face do eleitor. As informações
coletadas seguem padrões internacionais de reconhecimento de pessoas e serão
compartilhadas com o governo do Estado, com o objetivo de viabilizar a
emissão do documento único, denominado Registro de Identificação Civil
(RIC).

O diretor do Instituto Nacional de Identificação, Marcos Elias Araújo,
apresentou às autoridades e convidados presentes na solenidade as
características do novo documento que, além de vários dispositivos de
segurança, trará também dois chips que armazenarão as informações
biométricas coletadas. O convênio entre o TRE e o governo do Estado vai ao
encontro das metas traçadas pelo governo federal, que pretende ampliar a
segurança pública em todos os municípios que receberão os jogos da copa em
2014, ressaltou o diretor.

A coleta de informações biométricas contemplará os eleitores de Cuiabá, cujo
cronograma prevê o recadastramento até maio de 2012, e os municípios de
Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Poconé,
Barão de Melgação, Nobres, Jangada, Rosário Oeste, Acorizal e Santo Antonio
do Leverger, que terão os eleitores recadastrados até o final de 2013.

Apenas os municípios de Planalto da Serra e Nova Brasilândia ficarão fora
dessa fase do projeto, mas serão contemplados em outro período. No ano
passado, o TRE realizou o recadastramento biométrico da população de Campo
Verde.

*Segurança*

A coleta de dados da população por meio da biometria (impressão digital dos
dez dedos e fotografia especial), e o respectivo armazenamento em um banco
de dados nacional que será disponibilizado para todos os estados, é
fundamental para a segurança pública, pois aumenta de forma considerável a
possibilidade de elucidar crimes, além de funcionar como fator inibidor à
prática de delitos.

No que diz respeito a Mato Grosso, o Instituto de Identificação vai passar a
dispor de um banco de dados com as dez digitais e fotos de pelo menos
670.348 mil pessoas, número de eleitores dos 12 municípios atendidos pela
biometria (um dos municípios, Campo Verde, já passou pela revisão
biométrica).

Com a biometria, nenhum cidadão poderá se passar por outra pessoa, seja ele
eleitor, beneficiário de programa social dos governos estadual e federal, ou
procurado pela Justiça.
*Fonte: Assessoria de Comunicação Social TRE-MT*



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Saudações,

Eng. Amilcar Brunazo Filho

*Eu sei em quem votei. Eles Também.
Mas só eles sabem quem recebeu meu voto
*


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