Ataide,
(essa resposta também serve para o Márcio)

O problema todo é que as eventuais provas estão todas sobre controle
estrito de quem desenvolveu e operou o sistema. Por quem sempre jurou que
seu sistema é seguro. Por quem determina as regras do que pode ser
solicitado e quando. E por quem vai decidir qualquer contencioso judicial.

Essas pessoas não tem o menor interesse em fornecer provas de que seu
sistema tem falhas, pois isso acabaria com toda a sua própria credibilidade.

Quando eles encontram falhas, o que eles sistematicamente fazem é, primeiro
negá-las, segundo impedir acesso aos dados e, terceiro, tratar de remendar
o sistema para a próxima eleição.

Por isso, eles afirmam que "nunca foi provada nenhuma fraude".

Se lembra do caso das 80 mil flashcards defeituosas que deu tanto problema
em 2008? Eles esconderam o problema (não consta absolutamente nada nos
relatórios oficiais) e trataram de comprar novas flashcards para 2010.

E agora em 2012, que eles negaram o óbvio - que o ordenamento dos votos
conseguido pela equipe da UnB permitia a quebra do sigilo do voto e
consequente voto de cabresto.

A autoridade eleitoral nunca reconhece publicamente as falhas do seu
sistema e você, Ataíde, nunca vai conseguir auditar coisa nenhuma.

Amilcar


Em 12 de dezembro de 2012 15:52, Ataide Neumann
<[email protected]>escreveu:

> Prezados
>
> Após o resultdo das eleições no meu Município  como dirigente do partido
> solicitei a cópia dos BU em papel, para conferir a soma , mas o TRE até não
> respondeu o ofício.
>
> Att
>
> Ataide
>
> Em 12 de dezembro de 2012 14:49, Amilcar Brunazo Filho <
> [email protected]> escreveu:
>
>>
>>
>> Em 12 de dezembro de 2012 14:20, Daniel Serodio <[email protected]>escreveu:
>>
>>> Gostaria de mais detalhes técnicas a respeito dessa denúncia. A
>>> transmissão não é criptografada? Que tipo de criptografia? Como são
>>> gerenciadas as chaves?
>>>
>>> Att.,
>>> Daniel Serodio
>>>
>>> On Tuesday, December 11, 2012 7:41:00 PM UTC-2, Amilcar Brunazo Filho
>>> wrote:
>>> > Voto Eletrônico: Hacker revela no Rio como fraudou eleiçãohttp://
>>> pdt.org.br/index.php/noticias/voto-eletronico-hacker-revela-no-rio-como-fraudou-eleicao
>>>
>>>
>> Esclarecimentos dados pelo prof Pedro Rezende, que assistiu a
>> apresentação do "Rangel".
>>
>> *"> A informação (não oficial) que tenho é de que o TSE utiliza sim
>> criptografia.*
>> *
>> *
>> *A criptografia opera apenas no canal de comunicação, entre o gateway de*
>> *saída do ponto de coleta no cartório eleitoral que recebe o BU*
>> *eletrônico da seção eleitoral e o gateway da rede interna do TRE onde se
>> *
>> *processa a totalização. A fraude do pregão virtual para eleições*
>> *proporcionais, que o jovem Rangel descreveu no Seminário, ocorre dentro*
>> *da rede interna do TRE que totaliza a eleição, na fase final do processo
>> *
>> *de totalização, através de um backdoor no firewall que protegeria o*
>> *correspondente gateway.*
>> *
>> *
>> *A fraude opera alterando as tabelas de totais parciais, portanto, depois
>> *
>> *dos BUs eletronicos terem sido decriptados no TRE e dos totais por seção
>> *
>> *eleitoral terem sido lidos do resultado da decriptação e tabulados nas*
>> *planilhas de totais parciais da eleição, portanto, após a decripação.*
>> *Assim, essa modalidade de fraude não depende de ataque à criptografia*
>> *utilizada, pois nela o ataque ocorre no canal de confiança capaz de dar*
>> *utilidade a essa forma de uso de critografia.*
>> *
>> *
>> *Isto faz sentido, e é coerente com o relato apresentado pelo jovem*
>> *Rangel -- que no Seminário se identificou como operador de balcão do*
>> *leilão de lotes de votos a fraudar --, sobre como se executa essa*
>> *modalidade de fraude: através de um backdoor no firelwall de uma*
>> *compania telefonica que controla canais de comunicação para a VPN da*
>> *Justiça Eleitoral, durante as últimas duas horas da fase de totalização*
>> *(entre aproximadamente 19 e 21h do dia da votação).*
>> *
>> *
>> *O serviço que o Rangel prestava, em o qual foi pego numa operação de*
>> *fraude desta modalidade na eleição de 2012, conforme relato do delegado*
>> *Alexandre Neto, de Maricá, que o levou ao Seminário, era o de operador*
>> *de um balcão para leilão de lotes de votos a fraudar no Rio de Janeiro.*
>> *Segundo Rangel, o pagamento pelo seu serviço era recebido na forma de*
>> *desconto quase total na cobrança do link dedicado, que ele contratava à*
>> *mesma compania telefônica, para operar seu negócio de lan house (um link
>> *
>> *dedicado é caro e condição para boa performance em jogos on-line)*
>> *
>> *
>> *
>> *
>> *> Além disso, esse ataque poderia ser detectado somando-se os totais
>> impressos*
>> *> de cada urna.*
>> *
>> *
>> *Sobre esse comentário: Os totais impressos de cada urna (BU impresso) só
>> *
>> *poderiam fazer prova de possível irregularidade quando coletados no*
>> *encerramento da seção, assinados de punho pelo mesário da mesma forma*
>> *que na ata de votação, se estiverem de posse do prejudicado, para as*
>> *seções eleitorais nas quais este tenha encontrado discrepância com o*
>> *correspondente BU eletronico totalizado no TRE.*
>> *
>> *
>> *Entretanto, nessa modalidade de pregão eletrônico de fraude eleitoral,*
>> *nem sempre (ou via de regra, pelo que entendi do depoimento do jovem*
>> *Rangel), nem sempre os BUs eletronicos que constituem as parcelas da*
>> *totalização são ajustados para corresponderem, em correta soma, ao*
>> *resultado da fraude.*
>> *
>> *
>> *Ainda segundo o jovem Rangel, nessa modalidade de fraude um lote de*
>> *votos que será roubado de um candidato-vítima é oferecido em leilão: o*
>> *lote corresponde a uma porcentagem (um terço ou metade) dos votos*
>> *computados para esse candidato-vítima em uma parcial de totalização.*
>> *
>> *
>> *Quando o lance mínimo é coberto, e o lote é vendido, os votos*
>> *correspondentes são subtraídos diretamente do montante dessa parcial de*
>> *totalização, do candidato-vítima, e somados ao correspondente montante*
>> *do candidato que arrematou o lote, precificado conforme a porcentagem de
>> *
>> *sessões eleitorais acumuladas para aquela parcial de totalização.*
>> *
>> *
>> *O perfil de permissões do usuário cujo id e senha é vazado, por quem*
>> *organiza o leilão para quem vai operar o pregão, dá a este operador a*
>> *capacidade de congelar a inclusão desta parcial no total geral já*
>> *totalizado, o qual vai sendo periodicamente divulgado pelo tribunal*
>> *regional através do canal de VPN entre este e o TSE. A parcial de*
>> *totalização sobre a qual se oferecem lotes fica então congelada até o*
>> *arremate dos lotes e execução das manipulações que foram leiloadas.*
>> *
>> *
>> *Pelo que entendi da explicação do jovem Rangel no Seminário, via de*
>> *regra esses lotes leiloados, que consistem em manipulações nos totais*
>> *parciais por candidato, não são redistribuidos depois, com vistas a
>> manter a*
>> *consistencia da totalização, nas correspondentes parcelas de BUs que*
>> *compuseram aditivamente aquela parcial.*
>> *
>> *
>> *Neste caso os BUs impressos não detectarão manipulação alguma; neste*
>> *caso somente a soma dos BUs eletrônicos, conforme divulgados pelo TRE,*
>> *comparada ao número de votos obtidos por cada candidato, conforme*
>> *divulgados na totalização final (incluída na declaração oficial do*
>> *resultado) poderia detectar. No Seminário, quando questionado sobre essa
>> *
>> *possibilidade, o jovem Rangel declarou que os leiloeiros não se*
>> *preocupam com ela porque "ninguém faz essa soma".*
>> *
>> *
>> *Isto para mim faz sentido porque a maneira como a Justiça Eleitoral*
>> *divulga os BUs eletrônicos que foram totalizados, até tres dias depois*
>> *da totalização que oficializou o resultado, dificulta enormemente essa*
>> *operação de soma e checagem, principalmente para ser usada como indício*
>> *de irregularidade em tempo hábil para contestar o resultado, conforme*
>> *explico no artigo que publiquei em*
>> *
>> http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed708_podemos_classificar_sistemas_de_votacao
>> *
>> *(na seção "vamos estudá-la").*
>> *
>> *
>> *"*
>>
>>
>>
> --
> Atenciosamente.
>
>
> Ataide Neumann
> (21) 9763-6431
>
>

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