Ótima informação, eu só não entendo o "por que" que algumas empresas criam anti-virus para Linux. Acho que seja para remoção de vírus em outras plataformas e não para o Linux em si. Vou aproveitar este texto e pesquisar mais na internet e colocar num programinha para ficar no meu LiveCD que estou criando. O povo deve saber sobre a segurança do sistema.
Grato Em 24 de fevereiro de 2010 23:07, Darlan Dapper <[email protected]>escreveu: > Vírus no Linux? > Vida curta e difícilDerivado para o Português por > Pedro A. D. Rezende > <http://librenix.com/?inode=21>do artigo > <http://librenix.com/?inode=21>publicado em Librenix por > Ray Yargin > > Agosto de 2006 > > ------------------------------ > Por que é que vírus de Linux não é mais do que um assunto para rodas de > ciberpapo? Por que é que os vírus para Linux não nos afetam do jeito que > os > vírus para produtos Microsoft afetam, a usuários do Windows em particular, > e > aos cibernautas em geral? > > Existem várias razões porque o assunto vírus-de-Linux é abobrinha. Quase > todas elas já familiares para quem usa o kernel, quase todas elas ainda > desprezadas por quem gosta de ser enganado (tagarelando abobrinhas tipo "é > menos atacado porque é menos usado"). Mas há uma razão, muito importante, > que estudiosos da evolução biológica podem apreciar. Antes, porém, devemos > saber porque o Linux não dá mole para vírus. > > Para que um vírus infecte um programa executável num sistema com > kernelLinux, numa distro GNU/Linux (Debian, Slackware, RedHat, Suse, > Ubuntu, > Kurumin, Mandriva, etc.) por exemplo, o executável precisa estar em arquivo > com permissão de escrita para o usuário que esteja ativando o vírus. Tal > situação é incomum. Numa instalação desktop, via de regra os arquivos > executáveis têm como dono (owner) o administrador do sistema (root), e > rodam > em processo de usuário comum. Ou seja, a partir de uma conta > não-privilegiada. > > Além do que, quanto menos experiente for o usuário, menos provável que > tenha > ele mesmo feito a instalação do executável, e portanto, que seja o owner do > arquivo correspondente. Assim, os usuários de Linux que menos entendem dos > perigos de infecção viral são os que têm pastas pessoais (diretório home) > menos férteis para isso. > > Prosseguindo, ainda que um vírus consiga infectar um programa executável, > sua missão de proliferar-se esbarra em dificuldades das quais os limites > nas > permissões do dono do arquivo infectado são apenas o começo (para neófitos, > em sistemas com um só usuário, esses limites podem desaparecer se a conta > root > for usada descuidadamente). As dificuldades continuam nos programas para > conectividade, por serem esses no Linux construídos conservadoramente, sem > os recursos de macros em alto nível que têm permitido, por exemplo, a > recentes vírus de Windows propagarem-se tão rapidamente. > > Esse conservadorismo não é uma característica do Linux, mas reflete > diretamente importantes diferenças na base de usuários de plataformas > livres > e proprietárias. Diferenças na forma como essas bases atuam no processo de > desenvolvimento, e na forma como a robustez e a popularidade dos programas > é > afetada por essa atuação, através dos respectivos modelos de licença e de > negócio. Na forma, por exemplo, em que vacinas atuam. As lições aprendidas > pela observação do que acontece no outro modelo servem, no modelo > colaborativo, para vacinar não o software em si, mas o processo e a > estratégia de desenvolvimento dos softwares livres, livres inclusive das > estratégias de negócio de interessados que lhes sejam confiltantes. > > Aplicativos e sistemas baseados em Linux são quase todos de código fonte > aberto. Devido à quase totalidade desse mercado estar acostumado à > disponibilidade do código-fonte, produtos distribuídos apenas em formato > executável são ali raros, e encontram mais dificuldade para firmar > presença. > Isso tem dois efeitos no ecosistema viral, se considerarmos que a > propagação > ocorre em formato executável. Primeiro, programas com código fonte aberto > são lugares difíceis para vírus se esconderem. Segundo, a (re)instalação > por > compilação do código-fonte corta completamente um dos principais vetores de > propagação dos vírus. > > Cada um desses obstáculos representa uma barreira significativa. Porém, é > quando essas barreiras atuam em conjunto que a vida do vírus se complica. > Um > vírus de computador, da mesma forma que o biológico, precisa de uma taxa de > reprodução maior do que a taxa de erradicação (morte), para se proliferar. > Na plataforma Linux, cada um desses obstáculos reduz significativamente a > taxa de reprodução. E se a taxa de reprodução cai abaixo do nível > necessário > para substituir a população erradicada, o vírus está condenado à extinção, > nesse ambiente -- mesmo antes das notícias alarmistas sobre o potencial de > dano às vítimas. > > A razão pela qual nunca vimos uma epidemia de verdade com vírus de Linux é > simplesmente porque nenhum vírus conseguiu, até hoje, prosperar no ambiente > que o Linux propicia. Os que já surgiram com esse alvo não são mais do que > curiosidades técnicas (Staog foi o primeiro deles, e o único observado à > solta, até 2005, foi o Bliss< > http://math-www.uni-paderborn.de/%7Eaxel/bliss/>). > A realidade é que não existe vírus viável para Linux. > > Isso, é claro, não significa que nunca possa haver uma epidemia viral > envolvendo o Linux. Por outro lado, isso significa que o vírus precisaria > ser muito inovador e bem arquitetado para ter sucesso prosperando nesse > ecosistema (do Linux), que é hostil para código furtivo. E também, que > outros especialistas possam entender a questão de maneira diferente (para > outra perspectiva sobre o tema, tente esse > artigo<http://freshmeat.net/news/2000/06/10/960695940.html> > ). > > > > -- > Darlan Dapper > ><))))°> > Mobile:+55 47 8405 1418 > -- > Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece > > Lista de discussão Ubuntu Brasil > Histórico, descadastramento e outras opções: > https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br > -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

