Rodrigo 
Constantino<http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=13383#descautor>
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A lealdade de Lulla
11/12/2007

O senador José Sarney, do PMDB, escutou diversos elogios do presidente Lula,
que tentava convencê-lo a ser candidato à presidência do Senado. Lula disse:
"O presidente Sarney tem sido um companheiro dos momentos mais difíceis;
quero de público agradecer a lealdade do companheiro". Para Lula, lealdade é
algo ligado à pessoa, não aos valores. Companheiro é aquele que passa por
cima dos aspectos morais e sempre defende o "camarada". Esta visão de
lealdade é típica das organizações tribais ou mafiosas. O grupo está unido
para se proteger dos "de fora", e cada um, em troca desta proteção, deve
lealdade aos demais membros do grupo. Não há espaço para princípios neste
esquema de lealdade. Se o companheiro é pego com dólares na cueca, deve-se
lealdade a ele, não ao princípio ético de não roubar. Se o companheiro é
acusado de chefiar uma quadrilha, deve-se lealdade a ele, não aos valores
morais.

O PT é um excelente exemplo desta mentalidade coletivista, onde cada petista
deve lealdade aos demais petistas, e para o inferno com a moralidade, essa
coisa de pequeno-burguês! O PMDB, sempre sedento pelo poder, também adota
esta política, ignorando qualquer fidelidade a princípios éticos para
conseguir mais poder e verbas. O PT e o PMDB foram feitos um para o outro.
Quem não se lembra de Lula apertando a mão de Jader Barbalho e afirmando que
se tratava de uma aula sobre como fazer política? O caso de Renan Calheiros
deixou explícita demais esta realidade, de que o PT não tem lealdade a
nenhum valor além da sede pelo poder. Na mesma semana dos elogios a Sarney,
Lula se disse novamente uma "metamorfose ambulante", utilizando a música de
Raul Seixas como lema de vida. Mudar de opinião, quando os fatos ou
argumentos demonstram seu erro anterior, é algo louvável. Você está
justamente preservando os princípios, no caso, o de respeitar a verdade e a
lógica. Mas isso é totalmente diferente de mudar o discurso de acordo com a
necessidade do momento, jogando no lixo os valores éticos. A metamorfose de
Lula, todos sabem, é deste segundo tipo. Ele ajusta o discurso de acordo com
os interesses, abandonando completamente os princípios. Enquanto oposição,
condenava a CPMF, e enquanto governo, alega que fazer isso é coisa de quem
defende sonegador. Ele era um defensor de sonegadores então? Bela confissão!

O desespero de perder quase R$ 40
bilhões<http://oglobo.globo.com/pais/noblat/#83389>para sustentar
tantas "boquinhas camaradas" tem feito Lula perder a linha e
subir o tom de seu discurso. Um governo que já arrecada algo como 40% da
riqueza produzida no País acha "imprescindível" ter esse dinheiro da
"contribuição provisória", que é imposta e permanente, para governar.
Afinal, são 36 ministérios, avião novo, muitas viagens inúteis, bilhões com
propaganda política, R$ 350 milhões por ano para uma TV "chapa branca",
gastos milionários no cartão corporativo, esmolas para comprar votos,
financiamento para os criminosos do MST, verbas para filmes esquerdistas,
ajuda para ONGs que ignoram o N da sigla, e muitas outras "necessidades"
básicas de um governo "justo". Novamente, Lula tem exigido "lealdade", não
aos princípios, que condenam tantos impostos, mas aos companheiros. A máfia
não faria nada diferente, com a exceção, talvez, de cobrar tão caro das
vítimas...
Rodrigo Constantino - economista e associado ao Instituto Liberal

[image: globinho]

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