enfim, nenhuma novidade. não vou comprar esse livro.

@oi.com.br> escreveu:             
            
       
        François Silvestre revela bastidores do Foliaduto em livro
  ALEXANDRO GURGEL
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  NATAL - Sem alardes, na maior surdina do mundo, foi lançado o livro "As Alças 
de Agave", pelo selo da Editora Sebo Vermelho, escrito pelo procurador François 
Silvestre, ex-presidente da Fundação José Augusto (FJA). O livro narra vários 
acontecimentos na vida política brasileira e no Rio Grande do Norte e pode ser 
encontrado nas prateleiras da Livraria Siciliano, no Mossoró West Shopping, ao 
preço de R$ 40.
  Porém, é no sexto capítulo, denominado "A Ala-Ursa da Folia Fantasma", que 
François retrata em detalhes como aconteceu o escândalo do "Foliaduto", onde 
foram desviados mais de R$ 2 milhões, entre dezembro de 2005 e fevereiro de 
2006, para pagamento de bandas e shows fantasmas.
  Durante o capítulo, François Silvestre faz algumas considerações, 
esquivando-se de qualquer culpa, afirmando que havia uma trama acontecendo sem 
seu conhecimento. "Esse dinheiro nunca seria liberado, tanto pela pressa quanto 
pela quantidade, sem a autorização de alguém importante do governo", explica.
  Conforme o autor, para liberar qualquer quantia tinha que seguir uma 
burocracia e só conseguia após várias gestões, mesmo que fosse dinheiro para 
uma edição da revista Preá. "Já a grana do Foliaduto era liberada em apenas 
vinte e quatro horas, em volumes consideráveis e até mesmo fora do expediente 
bancário. Nem eu, presidente da FJA, teria força para executar esse trâmite. 
Muito menos meus auxiliares ganharam medalhas de ouro de deslealdade, mas não 
tinham prestígio para liberar esse dinheiro", ressalta.
  François Silvestre ainda afirma que "alguém da soleira do poder decidiu o 
fato. E, para executá-lo, encontrou terrno fértil na diretoria administrativa e 
no setor financeiro da Fundação José Augusto", fazendo uma referência aos 
ex-coordenadores José Antonio Pinheiro e Haroldo Meneses, ambos denunciados 
pelo Ministério Público por participação no esquema de desvio de recursos 
públicos, juntamente com Carlos Farias (irmão da governadora), Ítalo Gurgel, 
Jeferson Tavares, Samara Aby Faraj, Fabiano Motta e Cícero Gomes.
  Todos os envolvidos respondem a uma ação penal na 5ª Vara Criminal, 
paralisada em detrimento de um habeas corpus impetrado por Carlos Faria junto 
ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). "Tudo foi programado com a combinação de 
que eu não poderia tomar conhecimento. O meu não-conhecimento não foi descuido 
ou esquecimento. Não. Fez parte da estratégia meticulosa do esquema. Isso me 
foi dito por um dos envolvidos", revela.
  Embora afirme que a governadora Wilma de Faria é inocente, atribuindo a culpa 
aos auxiliares do governo, François se sentiu decepcionado com o comportamento 
da governadora. "Para salvar os seus aliados e pupilos, Wilma quis fazer a 
sociedade acreditar que tudo ocorrera na Fundação José Augusto. Decisão, 
operação e liberação ilegal de grana. Se não foi cúmplice na execução do 
Foliaduto, como eu acho que não, foi incorreta no comportamento posterior. 
Desonestidade não é apenas roubar dinheiro", completa.
  François: "Garibaldi queria que eu jogasse a culpa do Foliaduto em Wilma" 
  No mesmo capítulo sexto, François Silvestre afirma que o senador Garibaldi 
Filho queria que ele jogasse a culpa pelo desvio de dinheiro na FJA na chefe do 
Executivo estadual, durante a campanha de 2006, recebendo um tratamento 
privilegiado na eleição. Conforme o ex-presidente da FJA, o Ministério Público 
fez pressão para que ele também incriminasse o chefe de Gabinete Civil, Carlos 
Farias, irmão da governadora Wilma de Faria.
  "Da mesma forma que não posso, nem devo, acusar Garibaldi Filho de 
conhecimentos das ações de corrupção no seu governo. Sei de conhecimento 
próprio da honestidade pessoal de Garibaldi. Mas, ele queria que eu jogasse a 
culpa do Foliaduto na pessoa de Wilma de Faria. Se eu tivesse feito isso, teria 
tido um tratamento especial na campanha de Garibaldi. Do mesmo modo que o 
Ministério Público queria que eu declarasse a participação dolosa de Carlos 
Faria. Não garanto sua inocência, mas não posso igualmente apontar sua 
cumplicidade", escreve François.

       
       
        
       

  

                         

       
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