Para alimentar o debate sobre liberdade lembro a todos a
historicidade desse conceito
e reenvio excertos da entrevista do poeta Chico
ele sempre fez das palavras, mesmo em entrevista no cenário de
campanha eleitoral,
um poderoso antídoto para a anestesia e a miopia que acomete vastos
setores da população
que insistem em não refletir sobre a dura questão social no Brasil.
Cordiais saudações,
Myriam
Chico diz que vota em Lula de novo
Decepcionado com o PT, Chico critica oposição que trata Lula como um
"vagabundo que deve voltar à senzala'
João Wainer
<http://mail.yahoo.com/config/login?/../images/i0605200601.jpg>
Chico Buarque, em sua cobertura no Leblon, durante entrevista que
concedeu à Folha
FERNANDO DE BARROS E SILVA
EDITOR DE BRASIL
"É duro jogar na defesa." Foi esse o comentário bem-humorado que
Chico Buarque fez assim que terminou a primeira parte de uma
entrevista feita em dois tempos, no domingo à noite e na
segunda-feira à tarde, no seu apartamento no Leblon. O compositor se
referia à defesa que acabara de fazer do governo Lula.
Mas Chico Buarque não sabe, não gosta e não joga na defesa. Como no
futebol, que, perto de completar 62 anos, em junho próximo, continua
praticando três vezes por semana, Chico partiu logo para o ataque.
Disse que o escândalo do mensalão o deixou, sim, decepcionado com o
governo e é desastroso para o PT. Mas disse com ênfase ainda maior
que as críticas da oposição e de parte da mídia a Lula exorbitaram
tanto no tom quanto no conteúdo e são, por isso, inaceitáveis.
Mais ainda, Chico vê o recrudescimento do preconceito de classe
contra o presidente: "Como se fosse uma concessão, deixaram o Lula
assumir. "Agora sai já daí, vagabundo!". É como se estivessem
despachando um empregado a quem se permitiu esse luxo de ocupar a
Casa Grande", diz Chico.
_____
"Carioca", que chega hoje às lojas, está distante oito anos do CD
anterior, "As Cidades", de 1998. No meio do caminho, o também
escritor lançou o romance "Budapeste" (2003). Depois da Copa, ele
deve retornar aos palcos apresentando o novo trabalho pelo país.
Folha - No fim de 2004, em entrevista à Folha, você via uma onda de
ódio aos pobres e de ódio a Lula no país. Entre aquele diagnóstico e
a situação de hoje houve a crise do mensalão. Você está decepcionado?
O que mudou no governo Lula?
Chico Buarque - É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou
quem votou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido o escândalo
é desastroso. Espero que disso tudo possa surgir um partido mais
correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de
que você ou é petista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que
você ou é tucano ou é burro [risos].
Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas
principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do
governo mais corrupto da história do Brasil, é preciso dizer "espera
aí". Quando aquele senador tucano canastrão vai para a tribuna do
Senado dizer que vai bater no Lula, dar porrada, quando chamam o Lula
de vagabundo, de ignorante, aí estão errando muito a mão. Governo
mais corrupto da história? Onde está o corruptômetro? É preciso
investigar. Tem que punir, sim. Mas vamos entender melhor as coisas.
Folha - Como assim?
Chico - Pergunte a qualquer pequeno empresário como faz para levar
adiante seu negócio. Ele é tentado o tempo todo a molhar a mão do
fiscal para não se estrepar. O mesmo vale para o guarda de trânsito.
E assim sucessivamente. A gente sabe que a corrupção no Brasil está
em toda a parte. E vem agora esse pessoal do PFL, justamente eles,
fazer cara de ofendido, de indignado. Não vão me comover. Eles fazem
o papel da oposição, está certo. O PT também fez o "Fora FHC", uma
besteira.
Mas o preconceito de classe contra o Lula continua existindo -e em
graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi
igual. Acaba inclusive sendo contraproducente. O sujeito mais humilde
ouve e pensa: "Que história é essa de burro!? De ignorante!? De
imbecil!?". Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem
com o Collor. Vagabundo! Ladrão! Assassino! -até assassino eu já
ouvi.
Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente. Inventaram
plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição.
Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram o Lula assumir.
"Agora sai já daí, vagabundo!" É como se estivessem despachando um
empregado a quem se permitiu esse luxo de ocupar a Casa Grande.
"Agora volta pra senzala!" Eu não gostaria que fosse assim.
Folha - Você acredita que o Lula seja de fato visto como uma ameaça
pelos mais ricos?
Chico - A economia, na verdade, não vai mudar se o presidente for um
tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita
diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas
o país deu um passo importante elegendo o Lula. Considero
deseducativo o discurso em voga: "Tão cedo esse caras não voltam,
eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas". Acho
tudo isso muito grave.
Folha - Você vai votar no Lula? Chico - Hoje eu voto no Lula. Vou
votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar
atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o
Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está
devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: "Quero ser cobrado,
vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa-sacos".
Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes de ele tomar posse, num
encontro aqui no Rio.
Folha - Vários artistas andaram criticando o PT, o governo e Lula. O
meio artístico, ao que parece, não vai mais embarcar no "Lula lá".
Chico - Pelo que eu ando lendo, a grande maioria dos artistas está
contra o Lula. Tenho a missão de contrabalançar um pouco isso
[risos]. Há também entre os artistas um pouco daquela competição:
quem vai falar mais mal do presidente? Mas concordo em parte com o
Caetano. Em parte.
Quando ele fala que as pessoas do atual governo se cercam da aura de
esquerda para justificar seus atos e reivindicar para si uma posição
superior à dos demais, tudo isso também vale para o governo anterior.
Os tucanos costumam carregar essa aura de esquerda com muito zelo.
Volta e meia os vemos dizendo que foram contra a ditadura, que são
intelectuais de esquerda. Fernando Henrique foi eleito como candidato
de centro-esquerda. Na época a vice entregue ao PFL parecia algo
estranho. Depois se provou que não era.
As pessoas se servem do passado de esquerda como se fosse um título,
um adorno. Na prática política essa identidade não funciona mais. Mas
não funciona não só porque as pessoas viraram casaca. A história
levou para isso. Levou o PSDB a se tornar o que é e obrigou o PT a
abdicar de qualquer veleidade socialista ou revolucionária.
Folha - O que você acha do PSOL e dessa turma que deixou o PT fazendo
críticas pela esquerda?
Chico - Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex:
ex-petista, ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que
está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e
que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles
crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o
adversário do Lula.
Folha - Como você vê a atuação da mídia no escândalo do mensalão? Tem
gente que ainda diz que a mídia criou ou inventou essa crise.
Chico - Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia
ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do
Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando
Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas
chapa-branca dispostos a defendê-lo. O Lula não tem. Pelo contrário,
é concurso de porrada para ver quem bate mais.
Folha - O rumo que tomou o Brasil e o mundo o faz se sentir
derrotado? A sua geração perdeu?
Chico - É evidente que parte da minha geração que chegou ao poder não
lutou a vida inteira para isso. Eu vou dizer: até mesmo pessoas que
hoje são execradas publicamente, como o Zé Dirceu...
Não tenho maior simpatia pelo Zé Dirceu, não assinei manifesto em
defesa dele, acho que ele errou, que ele tem culpa, sim, por tudo o
que aconteceu, mas eu respeito uma pessoa que num determinado momento
entregou a sua vida, jogou tudo o que tinha em nome de uma causa, do
país.
Como o Zé Dirceu eu poderia citar outros nomes que chegaram ao poder,
mas chegaram despidos daquele sonho em nome do qual eles lutaram a
vida toda. Quem sabe para chegar ao poder tiveram justamente que se
render ao pragmatismo. A pessoa que chega ao poder é um pouco um
fantasma daquela que deu a vida por algo que não se realizou.
Folha - O público mais jovem tem interesse pelo que você e sua
geração fazem hoje? O que mudou na recepção do seu trabalho?
Chico - Mudou muita coisa. Para as pessoas mais velhas, as músicas
costumam ter história, lastro, estão ligadas à vida de cada um ou
relacionadas a momentos do país. É comum ouvir "isso me lembra as
Diretas-Já, isso me lembra Geisel, isso me lembra o Festival da
Record". Para a garotada não há nada disso. Para eles sou músico de
um passado só. Outro dia um jovem me disse: "Adoro aquela sua
música". "Qual?", perguntei: "Com Açúcar, com Afeto" [risos]. A
música tem 40 anos!.
Folha - É uma jovem senhora, mas ainda chama a atenção.
Chico - Isso na verdade é cíclico. Nos anos 80, em determinado
momento que uma parte expressiva da mídia flertou com muito
entusiasmo com uma certa idéia de internacionalização da cultura e de
desbunde com o mercado, parecia que a música da gente já era.
Nacional, só rock e olhe lá. Eu fui considerado completamente
ultrapassado. Depois voltou. Daqui a pouco pode ser que não interesse
mais. A gente continua fazendo -existe uma teimosia aí. E também, a
essa altura, uma natural despreocupação com o sucesso imediato. Mesmo
porque o sucesso imediato não acontece.
Folha - Você considera que o novo CD exige uma digestão mais lenta?
Chico - Você e outros comentaram que, a exemplo do anterior, o disco
não é fácil de se gostar na primeira audição. Talvez não seja mesmo.
Eu aposto um pouquinho no fato de que a pessoa vá ouvir várias vezes.
É difícil no meu caso ter uma música que seja um grande sucesso, que
toque no rádio -eu não conto com isso. Não estou preocupado em fazer,
como diziam os italianos, uma música "orecciabile", "orelhável". No
final dos anos 60, quando morei em Roma, eles queriam que eu fizesse
outra música como "A Banda", "orecciabile". E eu acabei não fazendo
outras músicas "orelháveis", frustrando muitas expectativas. Hoje não
existe nenhuma expectativa, nem minha nem de ninguém, de que eu
precise ou vá compor uma música "orecciabile".
É natural que haja um tempo maior e um apuro maior, não apenas no
processo de composição mas também no trabalho de estúdio, durante os
arranjos, as gravações. É sem dúvida um trabalho mais sério, mais
cuidado do que era há anos atrás. Não quero dizer que isso resulte
numa música "impopular" de propósito, uma música sofisticada demais
-não acho isso-, mas é uma música que não tem compromisso com o
sucesso. Isso talvez a torne mais longeva.
Folha - Você transmite a sensação de que gostaria de ver seu trabalho
melhor compreendido.
Chico - Sei que é difícil falar do disco. Até para mim é difícil. Em
jornal, crítico de música geralmente é crítico de letra. É
compreensível que seja assim -a letra vai impressa, o crítico destaca
este ou aquele trecho. Funciona assim. Eu cada vez mais dou
importância à música e tenho vontade de dizer: "Olha, só fiz essa
letra porque essa música pedia. Isso não é poesia, é canção". Enfim,
fico um pouquinho chateado com essas coisas, mas sei que é difícil.
Como é que vai imprimir uma partitura no jornal e explicar aos
leitores?
Folha - Você volta a fazer shows?
Chico - Tenho vontade de fazer, sim. Depois da gravação, do convívio
com os músicos no estúdio essa vontade aparece. É o passo seguinte,
de certa forma natural. Vamos ver depois da Copa.
Folha - Você acaba de gravar 12 programas dirigidos por Roberto de
Oliveira, que mesclam entrevistas inéditas e imagens de arquivo
cobrindo praticamente toda a sua carreira. Chama a atenção a maneira
desinibida com que você acabou passando a limpo a sua trajetória. O
que o levou a fazer esse balanço?
Chico - O Roberto foi me engabelando [risos]. A idéia inicial eram
dois ou três programas. Achei que a proposta de recuperar imagens de
arquivo que de outra forma ficariam perdidas justificava o trabalho.
Mas só fazia sentido se isso viesse acompanhado de algo mais.
Folha - Esses documentários dos anos 70 e 80 que os programas
recuperam chamam atenção pelo despojamento, pelo ambiente caseiro, de
ensaios descontraídos. Vivia-se em outro planeta, não?
Chico - Fiquei muito tempo fora da Globo durante a ditadura, primeiro
porque eles me vetaram, depois, quando me chamaram, porque eu não
queria. Esses programas eram um contraponto à programação e à
estética da Globo. Mostravam os artistas gravando, bebendo, era uma
coisa meio mal-acabada, meio alternativa. Alguns discos, não apenas
os meus, também tinham esse clima.
Era uma bagunça. Ouvindo hoje a gente tem a sensação de que o cantor
bebeu, o maestro fumou e o produtor cheirou, não necessariamente
nessa ordem [risos].
Era muita loucura, o estúdio cheio de gente, garrafas pelo chão, uma
festa. Hoje você entra num estúdio e é aquela coisa ascética. Parece
um hospital. Não se come, não se bebe, não se fuma, não se faz nada
ali dentro.
Naquela época havia um certo valor nessa transgressão, nesse
desregramento. Você ia gravar daquele jeito, todos no estúdio estavam
daquele jeito e provavelmente quem ia ouvir os discos também estava
daquele jeito. Não deixava de ser uma maneira de enfrentar e suportar
a repressão. Hoje não faria nenhum sentido gravar naquelas condições.
Folha - Era uma época mais simpática?
Chico - Não acho nada simpática. Não dá para abstrair a ditadura. Uma
coisa é Maio de 68 na França. Outra, completamente distinta, o nosso
dezembro de 68.
Myriam Bahia Lopes
[EMAIL PROTECTED]
www.nehcit.cjb.net
Em 10/mai/2006, às 00:24, Jonathan Pereira escreveu:
em O Estado de S. Paulo <http://www.estado.com.br/>
6 maio 2006
"A liberdade de imprensa é a razão pela qual eu cheguei à Presidência,
é a
razão pela qual as instituições brasileiras dão demonstrações mais
sólidas
de crescimento e sustentabilidade democrática."
Esta curta observação, feita pelo presidente Lula na ocasião em que
assinou
a Declaração de Chapultepec <http://www.igutenberg.org/chapul.html>-
documento internacional que estabelece princípios fundamentais da
liberdade
de imprensa -, já pode ser considerada, por si, um dos mais lúcidos
pronunciamentos do presidente da República, em seus 40 meses de gestão.
Com
efeito, corresponde inteiramente à verdade o fato de o inflamado
sindicalista de São Bernardo dever à plena liberdade de expressão a
carreira
política que o levou ao topo do Poder. Diga-se o mesmo em relação a
influência, dessa liberdade, no "crescimento e sustentabilidade" das
instituições democráticas brasileiras. Há que se dizer também, no
entanto,
que o comportamento do presidente e seu governo, no que diz respeito ao
relacionamento com a imprensa, esteve bem longe de significar o grau de
respeito e consideração contido nas palavras de quarta-feira.
Reconheça-se que neste campo tem havido uma evolução. Durante quase
toda sua
gestão - com exceção dos últimos tempos, já pré-eleitorais - o
presidente
Lula se recusou ao saudável hábito das rotineiras entrevistas coletivas,
preferindo sempre as comunicações oficiais. Só muito raramente se
permitia
convidar alguns jornalistas para um "café-da-manhã", mas nessas ocasiões
fazia prevalecer mais um espírito de ameno congraçamento do que a
intenção
de passar informações realmente relevantes, do interesse da sociedade.
Mas
outros fatos marcaram um relacionamento tumultuado. Um deles foi a
tentativa
de expulsão do País do jornalista Larry Rohter, do New York Times, por
este
ter publicado matéria dando conta de hábitos etílicos do presidente.
Foi marcante, por outro lado, o envio ao Congresso Nacional da proposta
de
criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) - que tinha por objetivo
expresso "orientar, disciplinar e fiscalizar" o exercício da profissão.
Por
sobre ser um projeto gritantemente inconstitucional - já que a
Constituição,
por autodefesa histórica, em seu texto contém uma das maiores repulsas a
qualquer espécie de censura -, a idéia do CFJ foi prontamente rechaçada
pelos mais amplos setores da opinião pública e acabou - queremos crer -
definitivamente sepultada. Embora não se referissem especificamente à
imprensa - mas à liberdade de expressão, em gênero -, o famigerado
projeto
da Ancinav, tentando impor "orientações" à produção cultural, assim
como o
que pretendia colocar alguma "mordaça" no Ministério Público, foram
outras
tentativas, felizmente frustradas, de o governo Lula estabelecer
cerceamento
à livre manifestação de pensamento.
Se reconhecemos que houve uma boa evolução no relacionamento do governo
Lula
com a imprensa, nos últimos tempos - e esforcemo-nos para, de boa-fé,
desvinculá-la de eventuais propósitos reeleitorais -, é porque se torna
perceptível a tentativa de o presidente aproximar-se mais dos
jornalistas e
responder a perguntas, quando indagado. Mas também só quem tenha
amadurecido
sua percepção, quanto à capacidade de entendimento da sociedade,
haveria de
expressar com clareza aquilo que o presidente Lula disse, nestes termos:
"Temos que acreditar que esse povo, por si só, consegue fazer uma
diferenciação daquilo que é correto, daquilo que não é correto, daquilo
que
ele acha que é verdade e daquilo que ele acha que é exagero. Engana-se
aquele político que acha que faz as coisas e pensa que o eleitor não
faz o
julgamento correto. E se engana, também, aquele que escreve alguma
coisa sem
imaginar ou sem acreditar que o povo tem capacidade de discernimento
para
saber o que é exagero, o que é verdade, o que é mentira."
Neste ponto a reflexão do presidente parece extremamente precisa.
Restaria
apenas torná-la exemplar, no sentido de que o pensamento e a ação - ou
as
palavras e o comportamento - se tornem cada vez mais associados, a
ponto de
expressarem a mesma coisa.
Fonte: http://www.estado.com.br/editorias/2006/05/07/edi112358.xml
--
Jonathan Pereira
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