As perguntas finais apresentadas neste artigo deveriam conter também as questões: O que e como podemos fazer para ficar atentos a isso? Como monitorar o Estado para que isso não termine virando ou sendo beneficiado por mais uma política pública que não dialoga com as já existentes? Tenho me aproximado do tema UCA (um computador por aluno) e tenho percebido, com os estudos em andamento, que as cinco escolas baianas contempladas se quer tem o elemento mais básico de infraestrutura adequada para manter conexão. Não há instalações elétricas adequadas para manter uma classe com 20 alunos conectados simultaneamente. Fico então me perguntando de que escola o Marinho está falando? quando diz: " Levando em consideração que a maior parte das escolas já conta com acesso Wi-Fi ou laboratórios de informática, além do crescimento da internet móvel nas mãos de adolescentes, essa pode ser uma solução a longo prazo para os alunos". Outro ponto que também chamou minha atenção é a impossibilidade de se fazer "download do arquivo para o HD do usuário. Também não há como selecionar trechos do texto e copiá-los em um editor de texto". Como algo assim pode superar a interatividade que o livro pode proporcionar. Digo isso porque quando um sujeito toma emprestado o livro em uma biblioteca, potencialmente, este item pode chegar às mãos daqueles que estão no seu circulo de convívio. Fiquei pensando em quantas vezes meus pais aproveitaram para ler os livros que tomei emprestados em bibliotecas escolares e mais tarde da universidade. A proposta embrionária da "educação em nuvem" precisa estudar formas de facilitar as trocas de informação para potencializar a geração do conhecimento e não ser representada por propostas que já nascem voltadas para o cerceamento e com limites impostos, o que nos faz prever que se trata de um impulso puramente mercadológico. Finalmente, acho que deveríamos postar nossos comentários em resposta no site que publicou a matéria. É importante que nós, enquanto professores, coordenadores de bibliotecas e leitores, dê a nossa contribuição neste debate que começa tomar corpo. "a gastar dinheiro excessivo na construção de bibliotecas físicas " ??? Os benefícios que a computação em nuvem podem conferir a uma proposta de educação em nuvem não deve se direcionar para um viés de substituição das bibliotecas, como ficou implícito e explicito nos comentários dos envolvidos nesta proposta pretensiosa e desvairada. Por fim, considero que a proposta de “livros em nuvem” pode trazer benefícios para algum grupo, mas em soma com a “biblioteca física” e não em substituição a esta. Veja também: Conectado ESPM. Abs,
Barbara Coelho Neves Universidade Federal da Bahia - UFBA [email protected] / [email protected] Blog: http://inclusaoecognicao.wordpress.com/ Visite nossa Coluna Tecnologia & Informação no Portal Bahia Diário P Antes de imprimir pense em seu compromisso com o Meio Ambiente --- Em seg, 6/2/12, Raquel Simone Nystron <[email protected]> escreveu: De: Raquel Simone Nystron <[email protected]> Assunto: [Bib_virtual] RES: Nuvem de livros! Para: "Marcio Rogério Tomazzi Estevo" <[email protected]>, "Rosilei - Educacional" <[email protected]> Cc: "[email protected]" <[email protected]> Data: Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012, 9:17 Concordo plenamente com o Márcio!!!! Nem todo mundo terá acesso simultâneo nas escolas públicas à computadores...e quando for solicitado a leitura de uma obra inteira? Como seria? Certamente o prazer e o poder do "livro na mão do leitor" nunca serão superados por nuvem alguma!!!! Mais uma vez, o interesse econômico acima do interesse coletivo, público e gratuíto!!!! Raquel S. Nystron Biblioteca do HPS 3289-7780 De: [email protected] [[email protected]] em Nome de Marcio Rogério Tomazzi Estevo [[email protected]] Enviado: sábado, 4 de fevereiro de 2012 15:06 Para: Rosilei - Educacional Cc: [email protected] Assunto: Re: [Bib_virtual] Nuvem de livros! "a gastar dinheiro excessivo na construção de bibliotecas físicas " A construção de bibliotecas físicas é de suma importância e não se trata de forma alguma de dinheiro excessivo, muito pelo contrário trata-se de um investimento estratégico e importante. Livros nas nuvens pode ser um adendo a política nacional mas achar que eles podem substituir as bibliotecas físicas é demais! Parece haver interesses escusos na defesa dessa teoria. Não subestime o potencial das bibliotecas e não queiram restringir o direito do cidadão o momento é de avançar. Pela construção de uma economia sustentável em que conhecimento e cultura sejam pilares de sustentação. Bibliotecas físicas em todas as escolas até 2020 essa é a meta! Em 3 de fevereiro de 2012 16:57, Rosilei - Educacional <[email protected]> escreveu: Olá, Fiquei feliz com a lei nº 12.244 e surpresa com a proposta de Nuvem de livros!. http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/como-a-educacao-brasileira-pode-ser-revolucionada-pela-nuvem. Att, Rosi Educação e computação na nuvem: escolas podem ter bibliotecas com até 5 mil livros 03/02/2012 - Olhar Digital Jornalista: Rafael Arbulu No ano de 2010, o governo sancionou a lei nº 12.244, que, em sua essência, obriga todas as instituições de ensino, sem exceção, a disponibilizar bibliotecas até 2020. Trata-se de uma tentativa de facilitar o acesso de livros didáticos e obras literárias a alunos do ensino brasileiro. Mas, com a evolução da tecnologia e a disponibilidade de informações obtidas a poucos cliques, livros fisicos seriam mesmo necessários? A Mix Tecnologia, uma empresa pernambucana de TI, acredita ter encontrado um meio termo para essa questão. É ela que gerencia, nas regiões Norte e Nordeste, toda a parte de logística comercial do projeto "Nuvem de Livros" - uma criação do Grupo GOL (que não tem nada a ver com a empresa de aviação civil). Trata-se de um modelo de negócios que alia a hospedagem de arquivos na nuvem com a evolução tecnológica favorável à educação. "Todos os lados são remunerados: empresa, editora, autor dos livros - todos saem ganhando de forma justa", afirma Murilo Marinho, diretor da Mix Tecnologia. A ideia de ambas as empresas é promover exatamente o que a lei nº 12.244 rege, mas de uma forma que não obrigue as instituições de ensino - por vezes, sem verbas suficientes para reformas físicas - a gastar dinheiro excessivo na construção de bibliotecas físicas. Por R$ 48,00 anuais por aluno, as empresas concedem acesso ao acervo que, hoje, está próximo da marca de 5 mil livros: "A lei não determina se as bibliotecas devem ser físicas ou virtuais. O nosso projeto é perfeito para isso justamente pelo fato de ser mais barato para a escola, além de remunerar autores através de um piso mínimo contratual que aumenta conforme sua obra se populariza. Levando em consideração que a maior parte das escolas já conta com acesso Wi-Fi ou laboratórios de informática, além do crescimento da internet móvel nas mãos de adolescentes, essa pode ser uma solução a longo prazo para os alunos", diz Marinho. Toda a tramitação é feita pelo grupo Gol. Autores e editoras são procurados - ou procuram - a empresa para disponibilizar sua obra na nuvem. Assim, firma-se um contrato estipulando valor a ser pago para o autor - em caso de escritores independentes - ou à editora. A obra então é disponibilizada para visualização pelo PC. Todo o acervo é disponibilizado por R$ 4,00 ao mês por aluno", explica Marinho. O interessante é que, com a questão da portabilidade de recursos, essa nuvem também já conta com uma versão para tablets e smartphones Android (versão 3.x ou superior), enquanto uma versão para iOS está em fase de aprovação pela Apple. Pirataria? Marinho diz que esse foi um ponto muito pensado na idealização da Nuvem de Livros. De acordo com o diretor, a forma de proteger os autores e editoras contra a disseminação indevida de suas obras é permitir a visualização do arquivo apenas pelo usuário: "Em nenhum momento há um download do arquivo para o HD do usuário. Também não há como selecionar trechos do texto e copiá-los em um editor, como WordPad e afins. Se é possível piratear? Sim, é, mas só se a pessoa tiver a paciência de imprimir páginas em HTML uma por uma ou copiar o texto 'na mão'". Murilo espera que usar a nuvem para fins mais educativos se torne uma tendência global. E você, o que pensa do assunto? Acha que isso ajudaria, nem que fosse para aliviar o peso das mochilas escolares? Ou o método padrão que conhecemos ainda é o mais indicado? Conte-nos nos comentários!
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