Estou gostando muito das discussões. Vejo ideias excelentes sendo mencionadas a cada momento.
Seguem abaixo meus comentários e sugestões: 1. O modelo dominante no momento ainda é o do software proprietário, então é natural que os processos de implantação de SL sejam menos impactantes, que andem devagar e até que dêm passos para trás, algumas vezes! Então, dá trabalho defender SL e temos que ser persistentes e criativos a ponto de se renovar a cada ano visando uma ação mais efetiva! 2. Criar massa crítica em torno do SL é uma ação importantíssima! Isso pode e deve ser feito de todas as formas: organizando e participando dos eventos de SL, ministrando cursos, oferencendo suporte aos usuários, criando internamente comitês de implantação de software livre com uma agenda bem definida, oferecendo benefícios para quem usa software livre e incentivando o surgimento de empresas que dêem suporte a soluções de SL. Mas cuidado: evite bater de frente com os usuários e com os gestores renitentes! A ideia é despertar o interesse deles e torná-los parceiros dos projetos de SL, não afastá-los! 3. Ainda, no sentido do que falei acima, uma frase bem conhecida encerra uma estratégia excelente: "A propaganda é a alma do negócio"! Campanhas visuais em prol do uso de software livre têm custo irrisório frente aos gastos com aquisição e manuteção de software proprietário e geram o efeito desejado quando bem feitas e direcionadas para o público certo. Veja o momento em que nos encontramos, com enormes cortes orçamentários e recessão! Querem uma época melhor para fazer a divulgação e defender SL?! Façamos dos limões limonadas! 4. É preciso explicitar, anualmente, dentro das nossas instituições, o quando se gasta com software proprietário e como essa situação poderia ser diferente. Isso envolve: (1) coletar dados dos setores financeiros, de licitações e de compras; (2) identificar os custos com licenças de sistemas operacionais OEM (anexados ao hardware), com licenças standalone de OS, com antivirus, com suites de escritório e com todas as outras aquisições de software realizadas no ano anterior e até as já previstas para o ano corrente; (3) identificar o parque de hardware e de software existente; (4) estimar os gastos futuros com aquisição. atualização, manutenção e suporte de software proprietário; (5) elaborar uma proposta alternativa, baseada em SL ou mista (muitas vezes, é melhor avançar um pouco com SL do que não avançar nada ou recuar); e (6) definir um percentual do gasto que originalmente iria ser feito com solução proprietária para investimento agora em software livre com o intuito de viabilizar a solução alternativa; (7) conseguir apoiadores/patrocinadores do projeto; (8) envolver pessoas-chave para sua execução; (9) iniciar o projeto e divulgar contínuamente os resultados parciais do mesmo! É isso por enquanto. Muito trabalho a ser feito! O que é ótimo! Abraços Hugo ---- Professor Associado Instituto de Informática - UFG Web: http://www.inf.ufg.br/~hadn Email: [email protected] Fone: +55 62 3521-1181 Voip RNP: 1131-2384 (Central: +55 62 3501-9203)
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