Muito bem colocado, Baptista. Eu acrescentaria que a praga dos vírus só existe em outros sistemas operacionais para usuários comuns porque neles só existe um nível de privilégio sobre o sistema , o TOTAL. Que no caso dos Unix é conhecido como "root". E que seria muito fácil extender o sistema de arquivos destes sistemas (por exemplo a FAT) e seus kernels para criar 2 níveis de privilégio, o de usuário comum e o de "sistema operacional". O privilégio de "sistema" seria necessário para instalar e remover programas e para acessar e modificar conteúdo de DLLs. Estas medidas simples tornariam a incidênvia de vírus 70% menor, defaults bem configurados de sistema reduziriam outros 15-20%. é impressionante que nunca tenham feito nada contra isso, uma vez que não é tão difícil do ponto de vista de implementação, e serviria para reduzir enormemente a devastadora e por outro lado grandemente lucrativa (não querendo sugerir razões aqui ;) ) indústria de vírus/antivírus.
O GNU/Linux tem nativamente inúmeros níveis de privilégios, e as distribuições preocupadas com segurança como a Debian GNU/Linux chegam a impedir que o privilégio de acesso máximo inicialize o ambiente gráfico, e forçam o usuário durante a instalação a criarem uma conta de privilégio baixo para uso diário, instruindo o usuário quanto a sua importância , e forçando o uso de senhas já durante a instalação. O amigo analista que foi citado dizendo que o linux será mais problemático segue uma corrente que prega que o fato das pessoas terem acesso ao código fonte expõe problemas do sistema operacional e que até que eles sejam consertados o sistema está vulnerável. Infelizmente para os seguidores desta corrente a prática não condiz com a teoria, pois atualizações de segurança das empresas de software proprietário são disponibilizadas sempre dias ou semanas após as correções dos sistemas livres serem disponibilizadas. E quem acompanha sabe que "service packs" para sistemas em português chegam a demorar meses. Em contrapartida sistemas baseados em GNU/Linux geralmente vêm fixes disponibilizados no mesmo dia da divulgação da existência do bug. Os sistemas baseados em GNU/Linux possuem de graça e desde seu primeiro dia (na verdade os sistemas UNIX em geral possuem desde seu primeiro exemplar no final da década de 60) e vêm evoluindo constantemente os métodos de segurança d arquivos necessários a impedir o acesso de programas ou usuários mal-intencionados a arquivos privilegiados do sistema ou de outros usuários do mesmo computador. Coisa que os sistemas proprietários para uso pessoal nem sonham e nem se preocupam em implementar em sua versão "para o usuário doméstico". O GNU/Linux que você usa em casa é o mesmo usado pelas grandes corporações em servidores. Ao contrário dos sistemas proprietários que vêm em uma versão "servidor" que implementa características de segurança e uma versão "usuário" sem absolutamente nada e nem por isso "barata". Gostaria de terminar esta carta com uma citação de alguém aparentemente muito respeitado falando sobre o assunto "bug fixes". "Programas da Microsoft são geralmente livres de bug. Se voc\xea visitar a Microsoft Hotline você terá que literalmente esperar semanas , senão meses até alguém ligar com um bug em nossos programas. 99.99% das ligações acabam sendo por erros do usuário. Eu não conheço uma razão mais irrelevante para uma atualização do que correção de bugs. A razão para atualizações é apresentar novas caracteríedsticas". -- Bill Gates, sobre a estabilidade de código, na Focus Magazine Para sistemas livres, como o caso do kernel linux, temos em geral um grande lançamento cheio de novas características por ano em média, e durante o ano um sem-número de bug fixes e pequenas adições de características praticamente semanal, desta forma, um usuário realmente preocupado com segurança e estabilidade pode estar sempre atualizado, caso necessite ou queira. Os sitemas proprietários até hoje não apresentam esta mesma abundância e se começam a apresentar, é consequência direta da maior aceitação dos profissionais aos métodos usados pelos sistemas livres. Atenciosamente, -- Eduardo M. Maçan [EMAIL PROTECTED] On Tue, Nov 28, 2000 at 09:07:52AM +0100, Paulo Henrique Baptista de Oliveira wrote: > Caros, > acabei de ler hoje de manha essa noticia sobre um virus no Linux: > > http://idgnow.uol.com.br/idgnow/pcnews/2000/11/0082 > > É extremamente lamentável o que o senhor Daniel Santos ([EMAIL > PROTECTED]), > permitiu citarem sobre o Linux: > De acordo com Breno Pilar, analista de sistemas do Kaspersky Lab > Brasil, as > primeiras informações sobre a praga surgiram no dia 21. "Os > vírus de Linux não são comuns, mas nossa previsão é de que o número de > ameaças > para este sistema operacional cresça muito. E o perigo é maior, devido ao > fato > de o kernel possuir código aberto", afirma. > > É exatamente o contrário. Existem POUCOS vírus no Linux pelo FATO dele > ser > ABERTO. Sua natureza livre, permite que o código seja auditado e erros, bugs, > cavalos de tróia sejam retirados, ao contrário dos sistemas fechados que > pregam > a segurança pela obscuridade. > > Quanto a possibilidade de vírus no Linux, elas aumentam se você usar o > Linux como root. > > As vezes a imprensa está desatenta. Nosso trabalho, é alertá-la. > > Cordialmente, Paulo Henrique > > > -- > To UNSUBSCRIBE, email to [EMAIL PROTECTED] > with a subject of "unsubscribe". Trouble? Contact [EMAIL PROTECTED] >

