Sobre o uso de cópias não autorizadas de dados funcionais feito pela sociedade, primeiro é necessário observar que "pirataria" é um termo que não deve ser usado por nós ativistas do movimento filosófico do software livre, visto que isso coloca os donos/proprietários/diretores dos dados funcionais não livres em uma posição privilegiada de "inocentes"/"bons cidadãos"[1], aliás, quando se faz uma cópia não autorizada, não se está atacando navios. O engraçado é que existem juízes nos Estados Unidos que consideram as palavras "pirataria" e "roubo" como termos apelativos, ou seja, que são usados quando o falante perde a razão do que está falando e passa a apelar na corte.
Tem um outro termo, "cópia ilegal", mas ele também *não* funciona ao nosso favor na maioria dos casos. Segundo, agora seguindo com a discussão, é necessário observar que a cópia não autorizada decorre de um problema ético[2][3], pense nisso: # Problema moral: Por diversos fatores que não nos importa discutir agora, os donos/proprietários/diretores de um projeto de dado funcional estão tentando decidir qual será a licença do projeto. # Ação/ato moral (supondo a pior das hipóteses): O projeto possui uma licença de software não livre (tais como: sem licença, Licença Pública Geral para Administração Pública, The JSON License e University of Utah Public License). # Corrente de problemas éticos ** Problema ético: Uma pessoa qualquer ouviu falar de tal dado funcional e decide adquiri-lo de qualquer forma. Depois, esta mesma pessoa recebe um pedido de um conhecido, perguntando se ela poderia compartilhar ou vender uma cópia do dado funcional para tal conhecido. ** Ação/ato ético: Ela decide compartilhar ou vender para tal conhecido, ou decide compartilhar tal dado funcional à toda a Internet. * Classificação dos envolvidos ** Principais culpados: Donos/proprietários/diretores dos projetos. ** Vítimas "passivas" (meros receptores): Quem adquiriu, seja de forma autorizada ou não autorizada. ** Vítimas "ativas" (cúmplices): Quem redistribuiu de forma não autorizada. Aliás, o movimento filosófico do software livre prioriza as liberdades essenciais da sociedade digital para com os dados funcionais, e não apenas a segurança. Apelar somente para valores do público em geral é fazer uso do compromisso de Dale Carnegie, e esta técnica, quando usada sozinha, é muito arriscada[4] visto que ela pode confundir tanto o comunicador quanto o receptor da comunicação em acharem que algum dado funcional é livre, quando na verdade ele não é, além de deixar nossa comunicação ineficiente, visto que caso o receptor da comunicação encontre um dado funcional não livre que atenda todos os valores buscados por tal pessoal, e caso nosso comunicador tenha usado somente da técnica de Dale Carnegie, este receptor, que antes foi convencido por nosso comunicador, vai passar a usar tal dado funcional não livre. :D REFERÊNCIAS [1] https://www.gnu.org/philosophy/words-to-avoid.en.html#Piracy [2] https://www.gnu.org/philosophy/google-engineering-talk#freedom-2-moral-dilemma [3] https://www.gnu.org/philosophy/google-engineering-talk#freedom-2-moral-dilemma [4] https://www.gnu.org/philosophy/compromise.html _______________________________________________ flisol-br mailing list [email protected] http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/flisol-br
