Caste is a word imported into Goa and India by the Portuguese. Castus,
casta, castum is Latin. It means pure, chaste. Casti connubii means chaste,
married couple. In Portuguese it becomes castico, mestico and nativos.
Casta becomes the common denominator and connotative term and is used for
pure, endogamous Indian occupational groups in many travelogues including
in that of Duarte Barbosa describing the life of the Nayar of Kerala.
It was taken into French as caste, and, later, in English and applied in
census reports to the whole of India. There is more, if you like to read.
William Robert Da Silva

On Mon, Aug 21, 2023 at 3:20 PM 'Pedro Mascarenhas' via Goa-Research-Net <
[email protected]> wrote:

> In 2011 the magazine Ecos do Oriente published my article on the caste
> problem among Catholics in Goa.
>
>
> -+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+-+
>
>               *Goeses cristãos ambíguos menosprezam Jesus Cristo *
>
> *              (Serpentes venenosas procuram esposas goesas)*
>
>
>
> O anúncio, inserido na secção de matrimónios na página dos classificados
> do Navhind Times, era bem claro: «Católico romano brâmane, solteiro, de 35
> anos de idade, atraente, bem estabelecido, procura noiva nas mesmas
> condições». *Católico brâmane?* Não era a primeira vez que, em pleno
> século XXI, um jornal diário de Goa publicava propostas de casamentos
> nesses termos em desafio à Constituição indiana que expressamente condena a
> prática de discriminação por castas. Também a Conferência dos Bispos
> Católicos da Índia tem vindo a condenar, em diversas ocasiões, a publicação
> de anúncios desse teor. O padre Alex Godinho, depois de o ler, pensou que
> tinha chegado a hora de, numa das próximas prédicas dominicais, dar um
> esclarecimento aos fiéis. “No terceiro domingo a contar de hoje - pensou
> ele - até calhava bem, porque, a leitura do Evangelho versava sobre a
> presença de Jesus Cristo e Maria, sua Mãe, num casamento em Caná da
> Galileia, onde transformou a água em vinho.”
>
> O templo estava repleto como sempre. Após a leitura do Evangelho, o padre
> Alex exprimiu alto e bem claro: «- Espero que todos tenham ouvido bem o
> episódio das bodas de Caná, porque Cristo, Deus feito Homem, ao marcar a
> sua presença, quis demonstrar a santificação do matrimónio. O homem deixa o
> pai e a mãe para se unir à sua mulher, e os dois tornam-se uma só carne. O
> que Deus uniu, o homem não o deve separar. Neste assunto Jesus foi muito
> claro e preciso, embora os homens possam violar as leis divinas segundo os
> seus vícios e interesses pessoais. Cabe a Deus julgar-nos. Há dois juízos:
> O juízo particular é logo depois da morte. O juízo universal será depois da
> ressurreição dos mortos no fim do mundo. Por falar em matrimónios e como os
> meus irmãos já sabem, aparecem nos jornais, de vez em quando, propostas de
> casamentos em que são mencionadas castas e é sobre isso que eu quero falar
> hoje; não querendo prolongar mais sobre a indissolubilidade do casamento.
> Jesus proclamou, insistentemente, que todos são filhos do mesmo Deus, e
> portanto, somos todos iguais. Para Deus, que gerou o Universo do nada, não
> há castas, nem raças nem classes sociais! Mais ainda porque fomos
> baptizados como cristãos assumindo o compromisso de O seguir. Nos anúncios
> intitulam-se de brâmanes, chardós, etc. Falar de castas é falar doutra
> religião e não da nossa. Pergunto eu, essas pessoas são cristãs ou hindus?
> Cristo advertiu-nos: *“-Ninguém pode servir a dois senhores. Porque, ou
> odiará a um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro”*.
> Admito perfeitamente que um hindu ortodoxo siga o que bem lhe aprouver
> apesar de violar a Constituição. Devemos respeitar as outras religiões e
> não vamos comentar as suas leis. Eles são “eles”, e, nós somos “nós”. “Nós”
> somos cristãos baptizados. Ou seguimos a Jesus ou, então, aos outros
> deuses. Jesus Cristo não escolheu ou dividiu os seus discípulos segundo as
> castas, grupos ou classes sociais, quando, é certo, havia-os no Seu tempo:
> Os saduceus, os doutores da lei (escribas), os fariseus, os zelotas, os
> herodianos, os essénios, e samaritanos, estes últimos considerados como
> raça impura pelos judeus, o equivalente aos ditos adivasis e dalits na
> Índia. Imagino o que teria acontecido se Jesus Cristo tivesse nascido aqui
> em Goa nos nossos dias. *Ele que era carpinteiro e filho adotivo do
> carpinteiro José! Ele que não era doutor!* Mais: Ele que escolheu para a
> constituição dos doze Apóstolos, entre outros, pescadores analfabetos e um
> cobrador de impostos letrado. Certos goeses, fariseus modernos de Goa,
> tê-l’O-iam certamente votado ao desprezo. Rigorosamente estes supostos
> cristãos nobres de meia-tigela estão a desprezá-l’O nos nossos dias. O
> Cristianismo chegou à Índia há dois mil anos pela mão do Apóstolo S. Tomé,
> o Duvidoso, e ainda não foi entendido por essas cabeças duras como pedras!
> Naturalmente, aqui na Índia ou na Europa, uma pessoa culta não é obrigada a
> desposar outra iletrada, da mesma forma uma mulher médica e dita civilizada
> não pode ser forçada a casar com um pescador rude, porque esse casamento,
> certamente, terminaria numa dolorosa separação. Evidentemente já é
> condenável se um médico dito brâmane não quiser casar com uma médica de uma
> dita casta baixa só por causa da casta e não pela diferença de
> temperamento, carácter ou personalidade. É vergonhoso falar em cristãos
> desta ou daquela casta porque os ocidentais riem-se dessa classificação,
> desse “apartheid à indiana”. Uma vez um turista alemão disse-me que alguns
> goeses cristãos ainda não tinham saído da idade média, que se julgam
> civilizados mas não passam de boçais e que é gente convencida e bárbara.
> Uma vergonha para nós goeses cristãos!»
>
> Alguns fiéis agitaram-se e sentiram-se incomodados. A maioria demonstrou
> sinal de agrado e apoio, balançando cabeças e exibindo sorrisos. O padre
> Alex Godinho tinha posto o dedo na ferida. Natural de Mormugão, fora um
> aluno brilhante no seminário de Nasihk (Maharashtra) e depois cursara
> Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana (PUG) em Roma.
>
> Depois de ter tecido mais algumas considerações continuou: «-*Se os
> analisarmos em termos sociopolíticos e materiais*, são pessoas atrasadas
> e tem dificuldade em adaptar-se aos tempos modernos. A libertação de Goa
> ocorreu há 50 anos e estes senhores julgam-se ainda na era colonial, vivem
> num mundo de ilusões. *Se os analisarmos em termos teológicos*, eles são
> o joio no meio do trigo e como Cristo disse, o joio que foi semeado pelo
> demónio será lançado na fornalha de fogo. Eles estão contra Cristo e contra
> a Constituição da nossa Índia que teima em ser uma grande democracia aqui
> na Ásia onde ainda há ditaduras. Caros irmãos, *existe o ouro e existe o
> ouropel*; o primeiro é ouro autêntico com os quilates que a lei exige e o
> segundo é ouro falso, o fingido. Há o cristão autêntico e o cristão pagão;
> o primeiro é aquele que aceitou a Palavra de Jesus Cristo e A põe em
> prática e o segundo é o que quer seguir dois senhores ao mesmo tempo.
> Cristo vincou bem: - “Quem tem ouvidos, oiça. Quem puder entender,
> entenda.” Irmãos, estas pessoas perdem o seu tempo ao, de forma hipócrita,
> orarem “Senhor, Senhor!”, porque muitos são chamados e poucos são
> escolhidos.»
>
> Até os poucos fiéis que normalmente parecem dormitar durante o sermão
> desta vez estavam bem acordados e com as orelhas bem abertas. O padre Alex
> era famoso pelos seus sermões ao utilizar as Palavras de Cristo –
> repetindo-as sempre – e que constam dos quatros Evangelhos e por recontar
> as aparições de Guadalupe (México), Lurdes e La Salette (França), Fátima,
> (Portugal), Knock (Irlanda), Banneux e Beauraing (Belgica), Akita (Japão),
> Vailankanni (Tamil Nadu – Índia), Kibeho (Ruanda – África), as recentes da
> Medjugorje (Bósnia – Herzegovina), etc. Não permitia que as frases
> proferidas por Cristo há dois mil anos ficassem esquecidas. Não empregava
> frases muito usadas e adjectivos repetidos até a exaustão como era habitual
> ouvir da boca de outros pregadores. Evitava repisar, tanto quanto possível,
> termos usados e abusados como “devemos praticar o bem”, “revelação do
> mistério”, “o dom de sermos justos”, etc., porque, pensava ele, os mesmos
> já não entravam naquelas cabeças duras.
>
> «Castas, classes sociais, – prosseguiu o padre Alex – são criações humanas
> e tem a ver com antigas tradições. Cristo disse: - “ Esvaziaste a palavra
> de Deus com a vossa tradição” e mais adiante lembrou a profecia de Isaías
> que dissera aos fariseus e doutores da Lei hipócritas que não adiantavam
> nada ao prestarem culto a Deus porque ensinavam preceitos humanos”. Mateus,
> 15,6-9. Esses grandes “batkares” (latifundiários) quando citam a sua casta
> estão a auto-elogiar-se e a elogiarem-se uns aos outros. Ouçam o que Cristo
> disse: - Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado e
> quanto a vós, conheço-vos muito bem: o amor de Deus não está dentro de vós.
> Como é que podereis acreditar, se viveis a elogiar-vos uns aos outros e não
> buscais a glória que vem do Deus único?” À propósito, quero contar-vos o
> que vi há dois anos atrás na Tanzânia. Encontrava-me na aldeia de Ligullo
> juntamente com o padre Jordan que me apresentou o chefe tradicional dessa
> localidade, um régulo, dono de uns bois e cabritos. Vestia um casaco branco
> desbotado, calções remendados, sandálias desgastadas e na cabeça um chapéu
> de feltro sujo. Atrás de si, em atitude de respeito e servilismo, dois
> elementos do povo estavam em troncos nus e descalços. Ele, o régulo da
> aldeia ao lado dos dois “pés descalços”, julgava-se um grande senhor por
> ser dono de gado e por estar vestido; ele estava no topo da sua sociedade
> rural. Mas se fosse repentinamente transportado de Ligullo para Nova Iorque
> ou Londres seria visto como um mendigo e colocado na cauda da sociedade
> urbana mais desenvolvida. O mesmo se passa com os nossos “batkares”. Aqui
> em Goa ainda se julgam grandes senhores mas quando comparados com os
> porteiros impecavelmente fardados dos hotéis de 5 estrelas nova-iorquinos
> ou londrinos não passam de “uns coitadinhos”. Quando estive a estudar em
> Roma, reparei que as empregadas de limpeza italianas, depois da hora do
> trabalho, vestiam-se muito melhor do que as mulheres dos “batkares” goeses.
> As situações são relativas. Aqui julgam-se grandes, mas lá fora são
> considerados insignificantes.* Não se esqueçam de que Jesus Cristo, a
> Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, lavou os pés dos discípulos.*
> Aquele que é Mestre e Senhor Imortal lavou e enxugou os pés dos Apóstolos!
> Deu-nos uma lição: Já não se justifica nenhum tipo de superioridade porque
> somos todos irmãos! *Lembrem-se sempre*: Nós não somos eternos e depois
> da morte prestaremos contas a Deus.»
>
> Entre os fiéis presentes encontravam-se alguns turistas de origem goesa
> vindos da América e da Europa e estes sabiam do que o padre estava a falar.
> Outros vindos de Mumbay podiam testemunhar que esse problema praticamente
> já não se punha nessa megalópole.
>
> «- E agora termino. No Evangelho de Mateus, 23, 27-33, podeis descobrir
> estas palavras duras de Jesus Cristo dirigidas aos grandes de então: “-
> Sois como sepulcros caiados: por fora bonitos, mas por dentro estão cheios
> de ossos de mortos e podridão. *Serpentes, raça de cobras venenosas! Como
> é que poderíeis escapar à condenação do inferno?” *Caros irmãos! Deus
> além de Misericordioso é severo. Por isso mesmo, e para terminar, pergunto
> eu, não estará Deus a ler esses anúncios da seguinte forma: *Serpente,
> raça de cobra venenosa, solteiro, de 35 anos de idade, atraente, bem
> estabelecido, procura cobra nas mesmas condições*?»
>
> Pela primeira vez na história daquela igreja de Salcete uma gargalhada mal
> contida varreu o auditório de um extremo ao outro. Mais uma vez ficou
> provado a fogosidade do brilhante padre Alex Godinho e o povo adorava
> sermões concisos e cirúrgicos. De resto ele limitava-se a repetir o que
> Jesus Cristo dissera há 2000 anos atrás e não acrescentava nada à Bíblia
> Sagrada.
>
> Pedro Mascarenhas, 17 (Domingo de Ramos) de Abril de 2011
>
>
>
>
>
>
>
>
> On Tuesday, August 15, 2023 at 10:54:27 PM GMT+1, Frederick Noronha <
> [email protected]> wrote:
>
>
> If I understand it right, "race" and caste statistics are not maintained
> (except for SC/ST, meaning "Scheduled Caste" and "Scheduled Tribe"
> populations). There has been a sharp debate over whether caste-based
> statistics should be kept or not, with some Opposition parties in favour of
> it. Religion statistics are however maintained.
> Overall, the Census statistics have been made available in bulky if
> relatively inexpensively priced publications.  The earlier Censuses seem to
> have been more interesting, with even a study of Mapusa town being
> undertaken in the 1970s or thereabouts.
> The last Census was undertaken in 2011, and 2021 was not done,
> Here is the Goa page on the Indian Census site:
> https://www.censusindia.co.in/states/goa
> FN
>
> On Wed, 16 Aug 2023 at 02:19, Eugene Correia <[email protected]>
> wrote:
>
> Are the census for the recent years regarding the composition of people on
> their race/identity/in-migration available in any archives or any
> particular dept of the government?
> Also like to know if these are accessible via internet, if there's a
> portal for such items.
>
> Thanking in advance,
>
> Eugene Correia
>
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