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Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: [EMAIL PROTECTED] (Eugenio Jose Cesario Rosa)
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Inicialmente, quero agradecer a oportunidade de participar de tao
prodigiosa lista, como convidado. Pe�o, portanto, venias aos colegas para
uma breve apresentaco. Nao vi regras do nosso "olner" a respeito, mas
tentarei escrever sem acentos ou cedilha, para facilitar o transito
eletronico.
Estando ha 8 anos na magistratura federal como Juiz do Trabalho, fui
parecerista juridico (assessor) da CISET-MEC, desde os tempos do Gov. Joao
Figueiredo, posteriormente tendo aceito o desafio de ser professor e
advogado da Universidade Federal do Acre, naquele interregno tendo feito
varios trabalhos de auditoria para o MEC, atendendo a convoca��es do Sr.
Ministro, o ultimo deles, em 1991.
Esclare�o que sou graduado e pos-graduado pela UnB, especializando-me em
Auditoria no Servi�o P�blico, em 1990 tendo sido convidado expressamente
para assumir a procuradoria daquela Universidade e recusado o convite; e
que fui habilitado em concurso publico para a carreira de Analista de
Controle e Financas do TC/DF, na qual tomei posse mas n�o entrei em exerc�cio.
Portanto, douto colega Dr. Luiz R Nu�es Padilla, de Universidade Publica
tenho "algum" conhecimento e, para o debate proposto, assinalaria que o
problema das IFE's est� em sua ineficacia - em sentido econ�mico. Noutras
palavras, efetivamente eh irracional a estrutura criada em face dos
servicos prestados.
Por outro lado, a producao intelectual eh minima e quase sempre com
resultados que n�o se prestam �s necessidades emergentes da comunidade.
Professores, como Kanitz, fazem mestrados e doutorados "abroad", por conta
do Erario Publico, e depois de muitas idas e vindas, quando voltam em
definitivo, vao entregar seus conhecimentos em favor de melhorias
individuais. Se ficam somente na Universidade, isto eh, se efetivamente
assumem a tal DE - Dedicacao Exclusiva, o desestimulo, a falta de motivacao
pessoal, atingem como doenca as musculosas asas intelectuas que adquiriram
e atrofiam-nas.
Ainda destaco, como problema que coroa tudo isto, o enorme senso
corporativista das pessoas que fazem estas institui��es. A linha de acao de
entidades como Andes, Andif, etc, com honorosas excecoes, invariavelmente
n�o apontam o caminho das necess�rias reformas, preocupando-se mais em
manter o status quo e ateh em melhora-lo.
Concluo: O modelo de universidade publica que temos jah estah por demais
inadequado, principalmente porque estamos no Brasil. O problema do
atendimento a alunos carentes e alunos abastados nao serah resolvido por
ela, nem por paternalismos exacerbados. Eu mesmo fui aluno extremadamente
carente. Ocorre lembrar a filosofia popular de Luiz Gonzaga: "... esmola
para o homem sao, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadao." Um programa
decente de bolsas de estudo e trabalho seria o ideal.
Poderia dizer mais, mas acho que jah eh suficiente contribuicao para o
debate proposto.
Eugenio J C Rosa
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