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Mensagem enviada por: "Luiz Soares de Lima" <[EMAIL PROTECTED]>
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Celso: Parab�ns pela lucidez , subscrevo, se me permite, integralmente seu
texto. Constato ainda que v�rios advogados p�blicos come�am a se integrar na
OAB, tanto a Seccional , como as subse��es, presidindo aqui e ali Comiss�es,
que n�o apenas as preocupadas com o mister p�blico. Essa integra��o,  ainda
mal discutida e digeridade,  tem pela frente ademais as nossas pr�prias
anfibologias: ter uma forma��o profissional liberal e exercer uma atividade
p�blica. Nosso eterno retorno: decifra-nos ou te devoramos. Podemos
enfrent�-lo em nossas discuss�es e me coloco � disposi��o. Abra�os
solid�rios. Luiz.
-----Mensagem original-----
De: Celso Coccaro <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Segunda-feira, 20 de Dezembro de 1999 17:55
Assunto: [IBAP] Re: [IBAP] A OAB representa os Advogados P�blicos?


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Mensagem enviada por: "Celso Coccaro" <[EMAIL PROTECTED]>
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Prezado Guilherme:

Acredito que a indaga��o n�o deve se deter � mera representa��o de
advogados, quer particulares, quer p�blicos.

A divis�o da OAB seria inevit�vel, at� porque h� advogados dos dois lados,
aqueles dos credores batendo-se para receber valores  para seus clientes,
decorrentes de decis�es judiciais com tr�nsito em julgado, os advogados
p�blicos tentando conter o pagamento de valores hiberb�licos, n�o
condizentes com a realidade.

A rigor, abstraindo-se qualquer outra quest�o, ambos t�m raz�o, na defesa de
posi��es antag�nicas desde o nascedouro.

Ocorre que os advogados particulares t�m maior capacidade de pressionar a
OAB. Lastreados em t�tulos formalmente leg�timos, atuam de forma harm�nica
mas individual, valendo-se de suas rela��es - cabe recordar que a OAB �
constitu�da, em sua maioria, por advogados particulares -  e do aparente
"bom direito".

Os advogados p�blicos, por sua feita, t�m os  movimentos atados pela
Institui��o a que pertencem.

Sua posi��o, perante a OAB e a sociedade, acaba sendo a do "Governo", que
nem sempre possui escr�pulos para dispender elevad�ssimos valores em
empreitadas  de utilidade social discut�vel, perdendo a credibilidade quando
deseja agir em prol dessa mesma sociedade.

Provavelmente a OAB sequer se deu conta de que h� advogados na outra ponta
da linha. A infeliz, mas tradicional concep��o, � de que h� um longa manus
do Executivo.

Tal concep��o, ali�s, n�o � isolada, n�o � s� da OAB; culpa, talvez, dos
pr�prios advogados p�blicos, que, salvo exce��es - a maioria delas inscrita
no IBAP - se aninha confortavelmente sob as asas do Executivo.

Cabe recordar a   despersonaliza��o dos advogados p�blicos.

Numa a��o civil p�blica, sempre h� o promotor fulano de tal, munido do nobre
af� de "fazer justi�a".

No outro lado, est� a "Procuradoria".

Numa indenizat�ria, h� de um lado uma pessoa natural, fam�lia, esp�lio, com
nome, sobrenome, emanando sentimento de perda de alguma coisa, milion�ria ou
n�o, representada pelo advogado sicrano, especialista em tal e qual �rea do
direito.

Do outro, a "Procuradoria".

Finalmente, tudo � motivado por outras circunst�ncias, que n�o podem nunca
ser olvidadas: o Judici�rio beira a irresponsabilidade no julgamento das
ditas a��es  mili�n�rias contra a Administra��o,  homologando, usualmente
sem  ressalvas, per�cias realizadas por "profissionais de confian�a do
juiz".

O pr�prio Estado tem expressiva parcela de culpa: os mesmos esfor�os ora
empregados para questionar indeniza��es milion�rias raramente est�o
presentes na instru��o processual, quando a falta de assistentes t�cnicos,
contadores, estrutura administrativa, etc., torna o advogado p�blico um ser
d�bil, impotente, incapaz de evitar as severas consequ�ncias futuras do
desmazelo estatal.

Na Procuradoria do Munic�pio de S�o Paulo, � cada vez mais dif�cil evitar
que �s indeniza��es pleiteadas por empreiteiras sejam cominados "juros de
mercado"; que as cooperativas do PAS sangrem o er�rio, oferecendo "cr�ditos"
supostamente havidos com a Prefeitura � penhora, em processos nitidamente
simulados, para evitar a expedi��o de precat�rios; que os ju�zes meramente
apliquem, quando a parte � a Fazenda, as s�mulas ou enunciados de
jurisprud�ncia v�lidos para "entes normais".

H� n�tido inconsciente coletivo judici�rio, miscigenando governo e estado,
punindo o er�rio pela improbidade do agente pol�tico, confundindo as raz�es
do advogado p�blico com lamentos de  oportunistas pol�ticos frustrados.

Em suma, com o perd�o pela extens�o da resposta, n�o h� como reduzir a
quest�o ao posicionamento da OAB, que meramente repete a hist�ria.


Cabe-nos trazer a Ordem para o nosso lado, ao menos abrindo espa�o para o
ponto de vista dos ADVOGADOS P�BLICOS, sem confundi-los com outros
interesses subrept�cios, verdadeiros ou n�o.
A v�lida irresigna��o do Procurador do Estado e Diretor do IBAP,  Guilherme
Purvin Figueiredo, talvez venha  a ser passo pioneiro nessa desejada
conquista.



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Dicas:
1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em:
http://www.pegasus.com.br
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