POR QUE DIZER NÃO AOS TRANSGÊNICOS Olimpio Araujo Junior
Geógrafo-ambientalista; Diretor de Comunicação da Rede de Comunicação Ambiental EcoTerra Brasil [EMAIL PROTECTED] Fones: (41) 232 6700 ou (41) 9212 7266 Podemos citar dezenas de excelentes motivos para se dizer “NÃO” aos alimentos geneticamente modificados transgênicos, enquanto os defensores dos transgênicos só tem um argumento de peso a seu favor: o lucro. A ganância por ganhar cada vez mais está fazendo muitos produtores fecharem os olhos para os problemas causados pelos transgênicos, e o pior, é que nem o próprio lucro está comprovado, pois segundo dados fornecidos pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Bio-segurança), entre os anos de 1996 e 2001, período de grande crescimento do plantio de alimentos geneticamente modificados nos Estados Unidos, a produção por hectare cresceu 4%, enquanto no Brasil, com sementes convencionais, durante o mesmo período, a produção aumentou 25%. Além disso, segundo dados da FAEP, a produtividade de soja brasileira, por exemplo, já alcança 4 toneladas por hectare, isso demonstra que não precisamos parar de produzir alimentos convencionais substituindo-os por geneticamente modificados. Segundo o Dr. Dayuan Xue, professor do Instituto de Ciência Ambiental Nanjing, órgão ligado à Administração de Proteção Ambiental da China, em entrevista a Revista Planeta (Set. 2004), os transgênicos não são capazes de aumentar em nada a produtividade, pois todos os existentes até hoje são apenas resistentes a pragas e herbicidas, não são feitos para produzir mais. De acordo com Jorge Proença, agrônomo da FAEP, “Seria tolice plantar transgênicos se o mercado comprador não aceita este tipo de produto” (Boletim Informativo FAEP/SENAR, nº 754). A soja convencional (não-transgênica), é tida como a maior vantagem competitiva do Brasil no mercado mundial, o que fez com que se torna-se o principal fornecedor da União Européia, que prefere consumir alimentos convencionais. No Brasil não é diferente, segundo pesquisa do IBOPE, de cada 100 pessoas que possuem conhecimentos sobre transgênicos, 71 rejeitariam produtos fabricados a partir dos mesmos na fabricação direta ou indireta de alimentos. Em julho de 2002, em pesquisa semelhante, o Greenpeace constatou um índice de rejeição de 74%. Os transgênicos também são menos aceitos que os alimentos convencionais, e por isso, o país que produz transgênicos, acaba tendo seu mercado limitado. Se a intenção é lucrar mais, então por que não investir na soja orgânica, que além de natural, tem mercado garantido e preço muito maior que o da convencional ou que a transgênica? Outro grande motivo para se dizer “NÃO” aos transgênicos é que os mesmos podem ser patenteados, e quando não existir mais sementes convencionais no mercado, as empresas detentoras de seus direitos poderão cobrar quanto quiserem por suas sementes, fertilizantes e agrotóxicos, controlando como queiram o mercado e o que deve ser utilizado pelo produtor. Por isso, o que é barato e lucrativo para ser produzido hoje, amanhã pode ser o pesadelo de quem planta. Os lucros da agricultura podem ser transferidos em um passe de mágica para as indústrias dos transgênicos, e então perderemos o superávit gerado pela agricultura, que impulsiona todo o resto do país. Na luta pelo mercado internacional, os Estados Unidos da América, usam seus técnicos e sua imprensa como principal arma para vencer de forma suja e desleal seu maior concorrente: O Brasil. Suas multinacionais já iniciaram uma forte campanha publicitária tentando convencer agricultores brasileiros que os mesmos terão vantagem competitiva e maiores lucros com a produção de transgênicos. Além disso, misteriosamente sementes transgênicas contrabandeadas começaram a aparecer em nossas lavouras cada vez mais. A luta contra os transgênicos é uma obrigação de cada cidadão e vai além de nossas mesas, podendo ser realmente encarado como um problema de soberania nacional. É permitida a reprodução dos textos desde que citado o(s) autor(es) e a fonte (www.ecoterrabrasil.com.br) Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva do(s) autor(es). EcoTerra Brasil® - Todos os direitos reservados http://www.ecoterrabrasil.com.br/home/index.php?pg=temas&tipo=temas&cd=114 Links do Yahoo! Grupos <*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse: http://br.groups.yahoo.com/group/infoetc/ <*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para: [EMAIL PROTECTED] <*> O uso que você faz do Yahoo! Grupos está sujeito aos: http://br.yahoo.com/info/utos.html
