Sem querer ofender, mas esse texto do tal geógrafo é muito fraquinho. Fez uma colagem de textos e argumentos de outras pessoas, parece documento pronto de ambientalista de esquerda, com aquela demagogia.
 
Se quiser atacar transgênicos e defender o não uso, então é melhor começar pela insulina usada por todos os diabéticos (é OGM), pelo queijo e pelo iogurte que todos nós consumimos (tb é OGM) e por centenas de alimentos transformados pela indpustir aalimentícia e nós adoramos consumir (aquele ótimo frango congelado e encorpado com proteína de soja, por exemplo).
 
Pô, o maior problema dos temas polêmicos é que, normalmente, as bandeiras são agitadas pelos políticos e não pelos técnicos. Argh... o Brasil inteiro caiu nessa discusseira sobre OGM (transgêncicos) e todo mundo assumiu a postura de que transgênico é do mal e "orgânico" é do bem. É quase um fascismo. Mesma coisa orientação política, se não for de esquerdo, é parte "neo-capitalismo liberal de direita", seja lá o que for isso.
 
Argh de novo!
 
Abraços,
AA
 
 
----- Original Message -----
From: apometron
Sent: Friday, April 28, 2006 11:49 AM
Subject: [infoetc] POR QUE DIZER NÃO AOS TRANSGÊNICOS

POR QUE DIZER NÃO AOS TRANSGÊNICOS

Olimpio Araujo Junior

Geógrafo-ambientalista; Diretor de Comunicação da Rede de Comunicação
Ambiental EcoTerra Brasil  [EMAIL PROTECTED]
Fones: (41) 232 6700 ou (41) 9212 7266

Podemos citar dezenas de excelentes motivos para se dizer “NÃO” aos
alimentos geneticamente modificados transgênicos, enquanto os defensores
dos transgênicos só tem um argumento de peso a seu favor: o lucro.

A ganância por ganhar cada vez mais está fazendo muitos produtores
fecharem os olhos para os problemas causados pelos transgênicos, e o
pior, é que nem o próprio lucro está comprovado, pois segundo dados
fornecidos pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Bio-segurança),
entre os anos de 1996 e 2001, período de grande crescimento do plantio
de alimentos geneticamente modificados nos Estados Unidos, a produção
por hectare cresceu 4%, enquanto no Brasil, com sementes convencionais,
durante o mesmo período, a produção aumentou 25%. Além disso, segundo
dados da FAEP, a produtividade de soja brasileira, por exemplo, já
alcança 4 toneladas por hectare, isso demonstra que não precisamos parar
de produzir alimentos convencionais substituindo-os por geneticamente
modificados.

Segundo o Dr. Dayuan Xue, professor do Instituto de Ciência Ambiental
Nanjing, órgão ligado à Administração de Proteção Ambiental da China, em
entrevista a Revista Planeta (Set. 2004), os transgênicos não são
capazes de aumentar em nada a produtividade, pois todos os existentes
até hoje são apenas resistentes a pragas e herbicidas, não são feitos
para produzir mais.

De acordo com Jorge Proença, agrônomo da FAEP, “Seria tolice plantar
transgênicos se o mercado comprador não aceita este tipo de produto”
(Boletim Informativo FAEP/SENAR, nº 754). A soja convencional
(não-transgênica), é tida como a maior vantagem competitiva do Brasil no
mercado mundial, o que fez com que se torna-se o principal fornecedor da
União Européia, que prefere consumir alimentos convencionais. No Brasil
não é diferente, segundo pesquisa do IBOPE, de cada 100 pessoas que
possuem conhecimentos sobre transgênicos, 71 rejeitariam produtos
fabricados a partir dos mesmos na fabricação direta ou indireta de
alimentos. Em julho de 2002, em pesquisa semelhante, o Greenpeace
constatou um índice de rejeição de 74%.

Os transgênicos também são menos aceitos que os alimentos convencionais,
e por isso, o país que produz transgênicos, acaba tendo seu mercado
limitado. Se a intenção é lucrar mais, então por que não investir na
soja orgânica, que além de natural, tem mercado garantido e preço muito
maior que o da convencional ou que a transgênica?

Outro grande motivo para se dizer “NÃO” aos transgênicos é que os mesmos
podem ser patenteados, e quando não existir mais sementes convencionais
no mercado, as empresas detentoras de seus direitos poderão cobrar
quanto quiserem por suas sementes, fertilizantes e agrotóxicos,
controlando como queiram o mercado e o que deve ser utilizado pelo
produtor. Por isso, o que é barato e lucrativo para ser produzido hoje,
amanhã pode ser o pesadelo de quem planta. Os lucros da agricultura
podem ser transferidos em um passe de mágica para as indústrias dos
transgênicos, e então perderemos o superávit gerado pela agricultura,
que impulsiona todo o resto do país.

Na luta pelo mercado internacional, os Estados Unidos da América, usam
seus técnicos e sua imprensa como principal arma para vencer de forma
suja e desleal seu maior concorrente: O Brasil. Suas multinacionais já
iniciaram uma forte campanha publicitária tentando convencer
agricultores brasileiros que os mesmos terão vantagem competitiva e
maiores lucros com a produção de transgênicos. Além disso,
misteriosamente sementes transgênicas contrabandeadas começaram a
aparecer em nossas lavouras cada vez mais.

A luta contra os transgênicos é uma obrigação de cada cidadão e vai além
de nossas mesas, podendo ser realmente encarado como um problema de
soberania nacional.

É permitida a reprodução dos textos desde que citado o(s) autor(es) e  a
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