Sem querer ofender, mas esse texto do tal geógrafo
é muito fraquinho. Fez uma colagem de textos e argumentos de outras pessoas,
parece documento pronto de ambientalista de esquerda, com aquela
demagogia.
Se quiser atacar transgênicos e defender o não uso,
então é melhor começar pela insulina usada por todos os diabéticos (é OGM), pelo
queijo e pelo iogurte que todos nós consumimos (tb é OGM) e por centenas de
alimentos transformados pela indpustir aalimentícia e nós adoramos
consumir (aquele ótimo frango congelado e encorpado com proteína de soja,
por exemplo).
Pô, o maior problema dos temas polêmicos é que,
normalmente, as bandeiras são agitadas pelos políticos e não pelos técnicos.
Argh... o Brasil inteiro caiu nessa discusseira sobre OGM (transgêncicos) e todo
mundo assumiu a postura de que transgênico é do mal e "orgânico" é do bem. É
quase um fascismo. Mesma coisa orientação política, se não for de esquerdo, é
parte "neo-capitalismo liberal de direita", seja lá o que for isso.
Subject: [infoetc] POR QUE DIZER NÃO AOS
TRANSGÊNICOS
POR QUE DIZER NÃO AOS TRANSGÊNICOS
Olimpio Araujo
Junior
Geógrafo-ambientalista; Diretor de Comunicação da Rede de
Comunicação Ambiental EcoTerra Brasil [EMAIL PROTECTED] Fones:
(41) 232 6700 ou (41) 9212 7266
Podemos citar dezenas de excelentes
motivos para se dizer “NÃO” aos alimentos geneticamente modificados
transgênicos, enquanto os defensores dos transgênicos só tem um argumento
de peso a seu favor: o lucro.
A ganância por ganhar cada vez mais está
fazendo muitos produtores fecharem os olhos para os problemas causados
pelos transgênicos, e o pior, é que nem o próprio lucro está comprovado,
pois segundo dados fornecidos pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de
Bio-segurança), entre os anos de 1996 e 2001, período de grande
crescimento do plantio de alimentos geneticamente modificados nos Estados
Unidos, a produção por hectare cresceu 4%, enquanto no Brasil, com
sementes convencionais, durante o mesmo período, a produção aumentou 25%.
Além disso, segundo dados da FAEP, a produtividade de soja brasileira, por
exemplo, já alcança 4 toneladas por hectare, isso demonstra que não
precisamos parar de produzir alimentos convencionais substituindo-os por
geneticamente modificados.
Segundo o Dr. Dayuan Xue, professor do
Instituto de Ciência Ambiental Nanjing, órgão ligado à Administração de
Proteção Ambiental da China, em entrevista a Revista Planeta (Set. 2004),
os transgênicos não são capazes de aumentar em nada a produtividade, pois
todos os existentes até hoje são apenas resistentes a pragas e herbicidas,
não são feitos para produzir mais.
De acordo com Jorge Proença,
agrônomo da FAEP, “Seria tolice plantar transgênicos se o mercado
comprador não aceita este tipo de produto” (Boletim Informativo
FAEP/SENAR, nº 754). A soja convencional (não-transgênica), é tida como a
maior vantagem competitiva do Brasil no mercado mundial, o que fez com que
se torna-se o principal fornecedor da União Européia, que prefere consumir
alimentos convencionais. No Brasil não é diferente, segundo pesquisa do
IBOPE, de cada 100 pessoas que possuem conhecimentos sobre transgênicos,
71 rejeitariam produtos fabricados a partir dos mesmos na fabricação
direta ou indireta de alimentos. Em julho de 2002, em pesquisa semelhante,
o Greenpeace constatou um índice de rejeição de 74%.
Os
transgênicos também são menos aceitos que os alimentos convencionais, e
por isso, o país que produz transgênicos, acaba tendo seu mercado
limitado. Se a intenção é lucrar mais, então por que não investir na
soja orgânica, que além de natural, tem mercado garantido e preço muito
maior que o da convencional ou que a transgênica?
Outro grande
motivo para se dizer “NÃO” aos transgênicos é que os mesmos podem ser
patenteados, e quando não existir mais sementes convencionais no mercado,
as empresas detentoras de seus direitos poderão cobrar quanto quiserem por
suas sementes, fertilizantes e agrotóxicos, controlando como queiram o
mercado e o que deve ser utilizado pelo produtor. Por isso, o que é barato
e lucrativo para ser produzido hoje, amanhã pode ser o pesadelo de quem
planta. Os lucros da agricultura podem ser transferidos em um passe de
mágica para as indústrias dos transgênicos, e então perderemos o superávit
gerado pela agricultura, que impulsiona todo o resto do país.
Na
luta pelo mercado internacional, os Estados Unidos da América, usam seus
técnicos e sua imprensa como principal arma para vencer de forma suja e
desleal seu maior concorrente: O Brasil. Suas multinacionais já iniciaram
uma forte campanha publicitária tentando convencer agricultores
brasileiros que os mesmos terão vantagem competitiva e maiores lucros com
a produção de transgênicos. Além disso, misteriosamente sementes
transgênicas contrabandeadas começaram a aparecer em nossas lavouras cada
vez mais.
A luta contra os transgênicos é uma obrigação de cada cidadão
e vai além de nossas mesas, podendo ser realmente encarado como um
problema de soberania nacional.
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