2017-09-08 13:54 GMT-03:00 Juliana Rodrigues <[email protected]>: >> > Sobre o andamento: Resolvemos não fazer o evento esse ano. >> >> Time to play ball. >> >> Perdemos o apoio que tínhamos. Vamos para o plano B? LP-BR-SP-Campinas >> organizando solo novamente? >> >> Quem pode contribuir e de que forma? >> >> Mantenho a sugestão de plano que listei em outra thread: pegar o vácuo >> do evento de (sic) Linux que vai rolar na Unicamp e fazer o evento lá >> (na falta de algo melhor/mais abrangente), tentar o apoio de quem >> estiver apoiando aquele evento e qualquer outra coisa que conseguirmos >> de contribuição deles. Alguém pode dizer que temos esse interesse e >> fazer essa ponte? >> >> > Entramos em contato com algumas pessoas pra apresentarem na SFD, >> > mas a grande maioria não pode por motivos pessoais. >> >> Nisso poderíamos ter ajudado e muito. Palestrantes, principalmente >> quando o assunto é SL, para diversos membros do grupo, são amigos >> próximos, ou eles próprios. Só aqui em Campinas e região próxima temos o >> Oliva e o Cascardo e o Túlio e o Krisman e ... a lista vai embora. Cada >> um desses e dos que não citei conseguiria convidar mais meia dúzia pelo >> menos, conseguir com certeza pelo menos um ou dois. Teria grade cheia >> com certeza. Sem muito esforço. >> >> E outra: evento aberto se faz com CFP. Assim não depende apenas de >> convidar os amigos e conhecidos e acabar tendo um evento de panelinha. E >> sim deixar aberto para receber contribuições de qualquer um. Muita gente >> nova aparece em CFPs e isso só trás benefícios para os eventos. >> >> Numa próxima oportunidade, não deixe de nos procurar nesse assunto. >> Muitos aqui já organizaram eventos, alguns dezenas e até muitas dezenas. >> Não sei não se 100+. Muitos aqui já palestraram dezenas, centenas, >> provavelmente até muitas centenas. Perdemos uma ótima oportunidade por >> falta de comunicação apenas. > > > Vocês poderiam ter ajudado. No entanto, como as discussões entre > o LP-SP só acontecem por email e a reunião das pessoas interessadas > só acontece por telegram/jisti, não tem como os dois grupos se > comunicarem se nenhum dos dois quer usar o meio de comunicação > do outro. Eu poderia ficar dando uma de mensageira, mas > eu claramente não tenho tempo. > > Uma estudante veio até mim interessada em fazer o evento. Dei meu > apoio, mencionei o LP, o pessoal não se interessou. > > Paciência. > >> >> > Além disso, não >> > queríamos fazer o evento na Unicamp e para alunos da Unicamp, pois >> > a ideia maior é atingir o grande público. >> >> O LHC foi sugerido, Metrocamp foi sugerida, e daria pra sugerir n >> outros. Acredito que as pessoas que se ofereceram para entrar em contato >> com esses lugares não foram contactadas, certo? Mais falta de comunicação. > > > Eu gostaria de fazer no LHC, mas novamente, só haviam alunos da > Unicamp organizando (aka CC2015) e argumento foi que muito > provavelmente o pessoal da Unicamp não sairia de Barão pro evento. > > Lembrando novamente que pessoas interessadas em SL iriam > independente de onde fosse. Pessoas não interessadas só iriam se > fosse conveniente. > > >> >> >> Quem quer que seja que ofereceu LHC e Metrocamp, pode entrar em contato >> e se pronunciar sobre a possibilidade de fazer o evento nesses lugares? >> >> Se você estiver lendo e tiver outras opções, entre em contato e avise na >> lista também. Devemos sim atingir mais público, mas não dá pra deixar de >> fazer o evento por falta de espaço. Fazemos até em algum gramado na >> Unicamp (onde dá pra fazer até meio que sem autorização) se for >> necessário. > > > Adoraria que o evento acontecesse independente do pessoal da > Unicamp. É mais fácil montar um evento quando se tem em mente > pessoas já interessadas no tópico. > > >> >> > Entretanto, como já foi dito aqui mesmo na lista - e quero que saibam >> > que os tópicos levantados aqui foram levados para discussão - se a ideia >> > é atingir o grande público, é necessário muita divulgação e muitos >> > recursos. >> >> Na necessidade de divulgação, ninguém vai discordar, mas acredito que >> com esforço a gente consegue espalhar a notícia para muita gente. >> Conseguir reportagens em TV hoje em dia está bem fácil (eu mandei duas >> sugestões de pauta no último mês e ambas viraram notícia no jornal do >> almoço, em emissoras diferente). Divulgação em listas, muito fácil. >> Vocês que usam coisas não-livres, como Telegram, Whatsapp, Facebook, tem >> outro alcance (apesar que a gente talvez não queira usar essas >> ferramentas. Ao menos não com o devido cuidado). Estamos em 2017. >> Divulgação não deveria ser tão difícil assim mais. E IMHO não é. É só >> procurar nos lugares certos. >> >> >> Recursos === tempo? Basta unir gente suficiente. Talvez essa falta de >> comunicação tenha causado essa impressão. Ainda dá tempo. Mesmo se for >> só a gente do LP-BR-SP. > > > O nosso problema é falta de tempo e pessoal. Divulgar só pelo > facebook/telegram tem muito alcance para saberem que o evento > existe, mas não para convencer o pessoal a ir. Durante o último ano > nós temos tentado visitar as faculdades/colégios técnicos da > região pra construir um relacionamento com eles. > > Normalmente, o que a gente faz é uma visita, uma palestra bem > básica sobre o que é software livre e uma longa conversa com a > coordenação e professores. > > O problema é que temos poucas pessoas que podem fazer essas > palestras e chamar os estudantes. Nós sempre contamos também > com o apoio do Encripta pra mão de obra, mas estão todos > igualmente ocupados. > > E sim, com certeza foi falta de comunicação (como descrito acima). > >> >> >> Recursos === dinheiro? Não estamos pensando numa conferência com pompa, >> estamos? A ideia é ser algo intimista inclusive. Já botamos dinheiro do >> bolso pra comprar umas guloseimas, alugar cadeiras, e no final fizemos >> uma vaquinha. Não lembro se pagou quem botou do bolso, mas ainda assim >> todo mundo saiu feliz. Dinheiro definitivamente não é problema para um >> SFD. > > > Não é. São Carlos inclusive conseguiu patrocínio (parabéns pra eles!) > >> >> >> > Mais até do que nos dipomos para o tempo que tínhamos. >> > Decidimos então focar em eventos que fossem mais fáceis de atrair >> > novas pessoas [0] (página em desenvolvimento). >> >> Decisão de vocês, ninguém pode reclamar de nada. E boa sorte com esse >> evento! Parece interessante. Se minha agenda permitir, eu talvez >> apareça. Nunca fiz um jogo inteiro, só partes, e toparia emprestar um >> tempo para fazer mais partes. É divertido, e me divertir é algo que >> estou definitivamente autorizado a fazer :) > > > Compareça! A nossa ideia é estimular a discussão sobre SL de uma > maneira bem fácil pro pessoal de jogos. Tivemos a experiência de > palestrar na Metrocamp há alguns meses e percebemos que se > não fizemos algo "atrativo" na linha de um evento de jogos, é difícil > prender a atenção das pessoas. :P > >> >> >> > Tentei também participar da organização da SFD [1] de São Carlos, >> > mas novamente por falta de tempo não consegui ajudar muito. Podem >> > entrar em contato com o Rafael Beraldo (está na lista) sobre isso. >> >> Rafael, se está aqui mesmo (nunca vi, mas estive longe da lista por >> muito tempo), lance algo na lista sobre o evento. Quem sabe você não >> consegue ajuda de libreplanetários? >> >> >> > Sobre o Telegram: >> > >> > Essa é uma discussão longa e não quero entrar muito nisso. No entanto, >> > acho justo expor o meu ponto e o motivo pelo qual não vou forçar as >> > discussões a acontecerem aqui - deixando claro também que as pessoas >> > do grupo foram convidadas a participar da lista. >> >> Bom. Eu gostaria de saber o motivo delas. Podemos facilitar a barreira >> de entrada, ou utilizar outras coisas como disse antes. É só uma questão >> de comunicação. > > > Sim. Seria maravilhoso (: > >> >> >> > O meu objetivo ao organizar qualquer evento de SL é incluir e apresentar >> > a ideologia à pessoas que não conhecem. Essas pessoas, em sua maioria, >> > ou não sabem muito sobre computação ou só não querem se dar ao >> > trabalho de aprender uma nova tecnologia ou instalar um programa novo. >> > Isso não deveria ser um impeditivo para que a discussão ocorra. >> > >> > Obrigar uma discussão a acontecer numa lista como essa significa deixar >> > de fora grande parte das pessoas que, apesar de terem interesse em >> > conhecer um pouco mais sobre SL, são puramente iniciantes e curiosos. >> > Iniciantes esses que podem vir a usar toda stack livre no futuro, dado >> > que a semente tenha sido plantada. >> >> Isso não é um argumento válido, IMHO, pelo menos pro uso da lista para a >> organização. Acredito que e-mail e listas de e-mail não sejam "nova >> tecnologia"s e nem necessitem "instalar um programa novo". Como um >> exemplo concreto, AFAIK a Unicamp ainda dá uma conta de e-mail pra cada >> aluno ao se matricular e os alunos são meio que obrigados a ficar >> atentos a esses e-mails sobre alguns avisos internos. > > > Ninguém usa email. > > AFAIK o pessoal direciona os emails da Unicamp pra SPAM. > O meio de comunicação mais popular hoje são mensagens > instantâneas e é mais fácil convencer as pessoas a não usarem > WhatsApp e escolherem Telegram do que a usarem lista de email. > > Não é perfeito, mas é um pequeno passo. Temos 45 pessoas > no grupo de telegram do LivreCamp, 51 pessoas no grupo do > SancaLUG e 125 (!!) no grupo do Encripta (e esse último tava > tentando usar Signal por um tempo). > > Normalmente, essas pessoas são as que a gente consegue 'capturar' > nos Installfests. Como o Telegram é muito próximo do Whatsapp > e ainda tem integração com GIFs de gatinhos, fica bem fácil. > >> >> >> E bem, estamos falando dos organizadores, não do público alvo. Não >> queremos forçar ninguém a fazer nada que não quer. Só estou tentando >> entender porque organizadores de um evento de SL se negariam a entrar >> pra uma lista de e-mails. Não quero causar confusão, apenas entender os >> motivos, para podermos trabalhar em cima disso. Sugerimos a lista por >> ter certeza que não seria uma barreira de entrada, e com certeza foi. >> Queremos que não exista barreira. > > > Fico feliz de ouvir isso (: > > O pessoal que quer ajudar a organizar os eventos são novatos. São > as pessoas que conseguimos cativar nos Installfests, que simpatizam, > e que gostariam de ajudar com o que puderem. Não são pessoas > totalmente imersas na cultura de SL. São pessoas que, dado o tempo > e debates, conseguimos desenvolver. > > Então respondendo a sua pergunta: Organizadores de um evento de > SL não gostariam de entrar pra uma lista de email porque eles não > estão acostumados com listas de emails. > >> >> >> > Vejo o uso do Telegram e de outros meios de comunicação (usamos >> > o Facebook para divulgar os eventos para o grande público, por exempo) >> > como uma maneira de reduzir barreiras de informação. >> >> Vou pular essa discussão porque já discutimos muito isso no grupo, e uma >> boa parte dos membros do LP-BR certamente tem uma posição clara contra o >> uso dessas ferramentas. Pra você saber, como um exemplo, a FSF mantém >> uma conta no twitter, usando mais ou menos os mesmos argumentos que você >> acabou de usar, e alguns de nós fomos contra a FSF nesse sentido. E >> acredito que os envolvidos fariam tudo de novo, porque nada melhorou >> nesse tempo, pelo contrário. > > > Tudo bem. Não quero convencer ninguém de nada (: > >> >> >> > Resumidamente: os membros desse grupo já sabem o que é Software >> > Livre, então um evento entre os membros daqui teria uma discussão mais >> > profunda. O meu interesse é levar o básico para quem não sabe nada. >> >> Acho que estamos todos na mesma página nesse sentido. Há discussões de >> todos os níveis pra acontecer nesses eventos, e eu acredito que temos >> que abraçar todas. É difícil nos reunirmos, então vale a pena >> discutirmos entre nós. Mas é mais difícil ainda reunir quem não conhece >> nada de software livre, então não podemos perder a oportunidade de >> plantar a semente. > > > Concordo plenamente. > >> >> >> >> >> > Dito isso, o ideal seria levar o pessoal daqui para discutir lá, caso o >> > objetivo >> > de todos esteja alinhado. (: >> >> Desculpe te desapontar, mas acredito que para a maioria de nós, isso não >> vai acontecer. Telegram tem sérios problemas, e a maioria de nós aqui >> não vai aderir a uma tecnologia desrespeitosa apenas porque outras >> pessoas se opõe a usar outra coisa. Certamente vai rolar um gap entre os >> grupos por falta de comunicação, que sugiro que seja resolvido por >> pontes humanas: se algo relevante acontecer aqui, levem pra lá. Se algo >> relevante acontecer lá, tragam pra cá. Pra mim, é a única saída viável >> enquanto não resolvemos o impasse. > > > Não está me desapontando. No entanto, não posso ficar de ponte > humana entre os grupos. Posso atualizar a lista de vez enquando, > mas nós fazemos reuniões quase 2 vezes por mês e muitas vezes > envolvendo outros grupos (esse evento, por exemplo, vai envolver o > Gamux; faremos um em novembro com o PyLadies). > >> >> >> Não importa como, esse evento vai sair. Por favor, todos que puderem >> contribuir de qualquer forma, responsam à chamada no início do e-mail. >> Temos força o suficiente para organizar isso. E acredito que até >> consigamos alguns livrecampers (?) pra nos ajudar, se começarmos a nos >> mexer. Precisamos de alguma energia para sair da inércia, mas depois que >> ganharmos momento, fica fácil fazer esse evento andar. > > > Me disponho a ajudar no que precisarem. (: > >> >> >> -- >> Ricardo Panaggio >> >
Olá, lista! Li as discussões por cima e não havia visto a menção à mim aqui. Posso contribuir com a discussão em três pontos, que desenvolvo a seguir. Em primeiro lugar, é necessário promover uma articulação entre os grupos de Campinas e, de uma maneira geral, todo o interior de São Paulo. A existência de vários grupos é um fato não apenas aqui, mas também em São Carlos, onde tenho mais experiência (acabo de me mudar para Campinas). Sob nossos estandartes, nós promovemos diferentes tipos de eventos para públicos-alvo distintos, mas isso não deveria impedir nossa comunicação. De que maneira podemos fazer isso? No início do ano, a Juliana e eu tivemos a ideia de uma página na Internet que reunisse os vários eventos dos diferentes grupos em um calendário consolidado e de forma automática. Essa ferramenta permitiria que soubéssemos dos eventos uns dos outros e frequentá-los. Isso me leva ao segundo ponto: a comunicação interna dos grupos. É claro que o ethos de cada um irá definir o meio de comunicação. No sancaLUG, grupo do qual faço parte, temos uma instância do Discourse (uma alternativa aos fóruns tradicionais e que funciona também como lista de e-mail), entretanto quase 100% da comunicação é realizada pelo Telegram. Antes disso, usávamos o Facebook Messenger, entretanto grupos nesse serviço são opacos. Inicialmente, tentamos migrar para RocketChat, mas a captação de usuários foi mínima. O Signal também não tem grupos públicos. Sobraram o Riot e o Telegram. Escolhemos o último, pois alguns dos membros já tinham o aplicativo instalado. Ainda assim, houve uma queda inicial na quantidade de pessoas no grupo. Como podem ver, foi uma decisão consciente para incluir o maior número possível de pessoas -- nosso objetivo é um grande impacto entre pessoas que ainda não usam GNU/Linux e software livre como um todo. Nossa abordagem é tentar ser o mais amigáveis o possível, em todas as dimensões nas quais atuamos. Tentamos apontar esses paradoxos aos novos usuários e explicar nossas decisões. Finalmente, nem todas as pessoas aceitam comprometer sua liberdade usando software proprietário. Esse é o cerne da questão e o motivo pelo qual precisamos de diversos grupos: o espectro das decisões está representado. Essa diversidade é importante, tanto do ponto de vista da riqueza de eventos e discussões que são gerados, quanto por acomodar confortavelmente todas as pessoas. Eu acredito muito no poder das reuniões entre grupos para que todos se conheçam e para fortalecer os laços. Deixo minha sugestão para a realização de reuniões informais (muito importante!) bimestrais, que sejam divulgadas por todos os grupos interessados de maneira coordenada. Não é um novo grupo, mas uma ação conjunta. É isso! \o/ Abraços, -- Rafael Beraldo https://cabaladada.org/
