Aproveitando que tenho que esperar a instalação do Ubuntu Dapper terminar ali no note, vou escrever aqui umas idéias que tive para o KDE 4. Pensei em mandar um email direto pro KDElio, mas acho que seria legal mais gente ler e raciocinar um pouquinho em conjunto (e também ter gente para me corrigir).
Na verdade tudo começou com a falta de informações no site do Plasma - mais especificamente na parte relativa a integração do desktop com a rede, que quase gerou um flame aqui na lista. :-) O fato é que eles próprios parecem não saber o que fazer exatamente. Pra piorar, esse tipo de proposta já foi feita milhares de vezes e nunca apareceu uma idéia realmente inovadora. Enfim. Outro dia estava conversando com a Nat no telefone e comentando sobre isso. Falei sobre uma idéia que tive no banho (sempre tenho idéias tomando banho) que se baseava em certas características exclusivas do KDE. Ao contrário do Gnome, que é basicamente um amontoado de programas que rodam juntos, mas que *não precisam* necessariamente estar juntos, o KDE é de fato um framework integrado. Vários elementos são reutilizados o tempo todo e todos os programas baseados no KDE precisam de certas bibliotecas básicas que fazem 90% do trabalho sujo. É por isso que programas KDE demoram a ser carregados em outros ambientes, mas são extremamente rápidos quando iniciados de dentro dele. Mas estou me desviando do assunto. A idéia inicial era bem simples, mas precisa de algumas linhas paras er explicada. Existe um componente de lista de contatos no KDE chamado Kontact (acho). É esse componente que mostra a agenda de endereços de email no Kmail, mas também se integra com o Kopete e com diversas outras aplicações que precisem desse tipo de coisa. Seguindo o comentário da Sula sobre a palestra - mais especificamente a parte sobre a dificuldade que novatos podem ter para enviar arquivos para outras pessoas - pensei que seria muito fácil aproveitar a comunicação entre as aplicações do KDE para transformar a lista de contatos em algo vivo. Você poderia, por exemplo, arrastar um contato para o desktop. Esse contato se transformaria num ícone que teria as seguintes funções: - Mostrar se o usuário está online naquele momento em algum dos instant messengers. - Se estiver online, um duplo clique mostraria a janela de mensagens do Kopete. Se um arquivo fosse arrastado para cima de um usuário, um file transfer se iniciaria automaticamente. - Caso o usuário estivesse offline, um duplo clique mostraria a janela de composição de email do Kmail. Se um arquivo for arrastado, é criado um email com attachment. Claro que, como tudo no KDE, haveria 82397409823174 menus para configurar o comportamento de ícones desse tipo, mas esse seria o default. :-) Você também não precisaria arrastar o ícone para o desktop: ele poderia continuar dentro da janelinha do Kontact e fazer tudo isso. O interessante é que depois de pensar nesse detalhe, pensei que algo muito mais radical porderia ser feito: o Kopete poderia simplesmente deixar de existir, sendo substituído por uma lista de contatos "viva" que poderia ser usada como instant messenger - mas um instant messenger muito mais esperto do que qualquer outro, pois estaria ligado a todos os aplicativos KDE. E por quê parar por aí? Tudo no KDE pode ser "vivo". Que tal arrastar a calculadora para dentro do Kate e ter imediatamente uma aplicação com as duas coisas ao mesmo tempo? Ou arrastar a barra de ferramentas do Kivio para dentro do Koffice e ter automaticamente as funções dos programas somadas? Acredito que nada disso seja um problema. A única coisa que falta é dar poder ao usuário para fazer isso. É possível ir extrapolando a idéia indefinidamente. O KDE poderia mesmo ser um grande Lego de componentes que seriam chamados quando necessário, tendo apenas algumas configurações pré-definidas parecidas com os programas atuais que poderiam ser mudadas sempre que necessário. Na verdade, pelo que sei, JÁ É assim, mas a integração não é transparente ou flexível ao ponto de ter partes de um propgrama sendo arrastadas para outro. Nessa hora a Nat me chamou a atenção para uma coisa: eu falo muito em drag'n'drop porque gostei muito das experiências que tive com Mac, mas as pessoas em geral são criadas em ambientes windows, onde normalmente só se deixa uma única janela de um único programa maximizada o tempo todo. Usando um desktop desse jeito, cada programa é visto como algo bastante separado do resto, sem a menor comunicação. Isso limita bastante o pensamento em termos de design de interface. De qualquer forma, tudo o que descrevi sempre poderia ser feito usando menus no botão direito do mouse. Uma desktop com integração nesse nível (e menus mais simples, por favor) certamente me faria ter vontade de mudar. Seria interessante para os novatos pela obviedade de tudo (arrastar ícones é divertido!) e poderoso para os power users, que poderiam customizar aplicações muito facilmente. E aí KDElio, falei muita besteira? []s FZ _______________________________________________ Linuxchix mailing list [email protected] http://listas.linuxchix.org.br/mailman/listinfo/linuxchix
