Nossa... fiquei ate perdido diante de tantas idéias Fabio!!
Caraca... vc realmente pensou em algo "inovador" seria a revolução do WM... mas como eu sou usuário de gentoo (não que isso seja algo importante) mas fiquei pensando no coitado do meu processador pra fazer tudo isso, haja processador! Sem falar em memória, I/O e etc, etc, etc...
Mas gostei mesmo disso... achei deveras interessante.
Se for possível vou adorar usar meu KDE dessa maneira.

d=D

Abraço brother!

PS: Ae... to com saudades de vcs dois seus malucos!

On 5/8/06, Fabio FZero <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Aproveitando que tenho que esperar a instalação do Ubuntu Dapper
terminar ali no note, vou escrever aqui umas idéias que tive para o
KDE 4. Pensei em mandar um email direto pro KDElio, mas acho que seria
legal mais gente ler e raciocinar um pouquinho em conjunto (e também
ter gente para me corrigir).

Na verdade tudo começou com a falta de informações no site do Plasma -
mais especificamente na parte relativa a integração do desktop com a
rede, que quase gerou um flame aqui na lista. :-) O fato é que eles
próprios parecem não saber o que fazer exatamente. Pra piorar, esse
tipo de proposta já foi feita milhares de vezes e nunca apareceu uma
idéia realmente inovadora.

Enfim. Outro dia estava conversando com a Nat no telefone e comentando
sobre isso. Falei sobre uma idéia que tive no banho (sempre tenho
idéias tomando banho) que se baseava em certas características
exclusivas do KDE. Ao contrário do Gnome, que é basicamente um
amontoado de programas que rodam juntos, mas que *não precisam*
necessariamente estar juntos, o KDE é de fato um framework integrado.
Vários elementos são reutilizados o tempo todo e todos os programas
baseados no KDE precisam de certas bibliotecas básicas que fazem 90%
do trabalho sujo. É por isso que programas KDE demoram a ser
carregados em outros ambientes, mas são extremamente rápidos quando
iniciados de dentro dele. Mas estou me desviando do assunto.

A idéia inicial era bem simples, mas precisa de algumas linhas paras
er explicada. Existe um componente de lista de contatos no KDE chamado
Kontact (acho). É esse componente que mostra a agenda de endereços de
email no Kmail, mas também se integra com o Kopete e com diversas
outras aplicações que precisem desse tipo de coisa.

Seguindo o comentário da Sula sobre a palestra - mais especificamente
a parte sobre a dificuldade que novatos podem ter para enviar arquivos
para outras pessoas - pensei que seria muito fácil aproveitar a
comunicação entre as aplicações do KDE para transformar a lista de
contatos em algo vivo. Você poderia, por exemplo, arrastar um contato
para o desktop. Esse contato se transformaria num ícone que teria as
seguintes funções:

- Mostrar se o usuário está online naquele momento em algum dos
instant messengers.

- Se estiver online, um duplo clique mostraria a janela de mensagens
do Kopete. Se um arquivo fosse arrastado para cima de um usuário, um
file transfer se iniciaria automaticamente.

- Caso o usuário estivesse offline, um duplo clique mostraria a janela
de composição de email do Kmail. Se um arquivo for arrastado, é criado
um email com attachment.

Claro que, como tudo no KDE, haveria 82397409823174 menus para
configurar o comportamento de ícones desse tipo, mas esse seria o
default. :-) Você também não precisaria arrastar o ícone para o
desktop: ele poderia continuar dentro da janelinha do Kontact e fazer
tudo isso.

O interessante é que depois de pensar nesse detalhe, pensei que algo
muito mais radical porderia ser feito: o Kopete poderia simplesmente
deixar de existir, sendo substituído por uma lista de contatos "viva"
que poderia ser usada como instant messenger - mas um instant
messenger muito mais esperto do que qualquer outro, pois estaria
ligado a todos os aplicativos KDE.

E por quê parar por aí? Tudo no KDE pode ser "vivo". Que tal arrastar
a calculadora para dentro do Kate e ter imediatamente uma aplicação
com as duas coisas ao mesmo tempo? Ou arrastar a barra de ferramentas
do Kivio para dentro do Koffice e ter automaticamente as funções dos
programas somadas? Acredito que nada disso seja um problema. A única
coisa que falta é dar poder ao usuário para fazer isso. É possível ir
extrapolando a idéia indefinidamente. O KDE poderia mesmo ser um
grande Lego de componentes que seriam chamados quando necessário,
tendo apenas algumas configurações pré-definidas parecidas com os
programas atuais que poderiam ser mudadas sempre que necessário. Na
verdade, pelo que sei, JÁ É assim, mas a integração não é transparente
ou flexível ao ponto de ter partes de um propgrama sendo arrastadas
para outro.

Nessa hora a Nat me chamou a atenção para uma coisa: eu falo muito em
drag'n'drop porque gostei muito das experiências que tive com Mac, mas
as pessoas em geral são criadas em ambientes windows, onde normalmente
só se deixa uma única janela de um único programa maximizada o tempo
todo. Usando um desktop desse jeito, cada programa é visto como algo
bastante separado do resto, sem a menor comunicação. Isso limita
bastante o pensamento em termos de design de interface. De qualquer
forma, tudo o que descrevi sempre poderia ser feito usando menus no
botão direito do mouse.

Uma desktop com integração nesse nível (e menus mais simples, por
favor) certamente me faria ter vontade de mudar. Seria interessante
para os novatos pela obviedade de tudo (arrastar ícones é divertido!)
e poderoso para os power users, que poderiam customizar aplicações
muito facilmente.

E aí KDElio, falei muita besteira?

[]s
FZ
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