2010/7/12 Jeronimo Pellegrini <[email protected]>:
> On Mon, Jul 12, 2010 at 03:04:14PM -0300, Stephen Eilert wrote:
>> 2010/7/12 Leonardo Varuzza <[email protected]>:
>> > É possível que isso aconteça, mas acredito que o google tem mais visão
>> > em desenvolvimento de sistemas do que o Yahoo e a Sony, portanto é
>> > possível que mais Lisp DNA seja injetado no google.
>> >
>> > Leonardo Varuzza, PhD
>> > http://www.google.com/profiles/varuzza
>>
>> Acho que não.
>>
>> http://www.flownet.com/gat/jpl-lisp.html
>>
>
> De fato. Aliás, o Peter Norvig tem dito muito que gosta de Python:
>
>  http://www.norvig.com/python-lisp.html
>  "Python is an excellent language for my intended use."
>
> E também disse em uma entrevista (encomendada pelo Reddit se não me
> engano) que ficou surpreso com a produtividade dos programadores do
> Google com C++ (me corrijam se eu estiver errado).
>
> J.
>


Segundo li em algum lugar -- acho que foi no blog de Steve Yegge, que
trabalha lá -- que o Google tem uma política de não usar mais que 4
linguagens diferentes para os seus projetos. Faz sentido, já que ter
uma variedade muito grande de linguagens complica várias coisas.
Atualmente, as 4 linguagens "oficiais" são C++, Python, JavaScript e
Java. Os engenheiros podem usar quaisquer linguagens nos projetos
desenvolvidos no seu tempo pessoal (as tais X horas por semana que
cada engenheiro do google tem livres para desenvolver o que quiser)
mas, para projetos da empresa, só se pode usar uma das 4. Quatro
linguagens é até bom, muitas empresas só permitem uma ou duas.

Lisp, como acontece com outras linguagens de nicho, é uma aposta
arriscada para qualquer empresa. Uma série de network effects criam
incentivos para as empresas adotarem linguagens mais populares, como
mais gente qualificada para trabalhar, maior número de empresas dando
suporte/consultoria/treinamento, etc. Além de lisp consigo pensar em
mais algumas linguagens melhores do que C++/Java, se considerarmos
apenas a linguagem em si, mas que sofrem em várias questões de
"infra-estrutura" por não serem tão populares. Não que seja impossível
ter uma empresa que use lisp/ocaml/haskell ou outra, e de fato existem
empresas usando essas linguagens. Mas acho difícil negar que existem
problemas e riscos para empresas que vão nesse caminho.


-- 
[]s, Andrei Formiga

-- 
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