> 2010/7/12 Jeronimo Pellegrini <[email protected]>:

> Lisp, como acontece com outras linguagens de nicho, é uma aposta
> arriscada para qualquer empresa. Uma série de network effects criam
> incentivos para as empresas adotarem linguagens mais populares, como
> mais gente qualificada para trabalhar, maior número de empresas dando
> suporte/consultoria/treinamento, etc. Além de lisp consigo pensar em
> mais algumas linguagens melhores do que C++/Java, se considerarmos
> apenas a linguagem em si, mas que sofrem em várias questões de
> "infra-estrutura" por não serem tão populares. Não que seja impossível
> ter uma empresa que use lisp/ocaml/haskell ou outra, e de fato existem
> empresas usando essas linguagens. Mas acho difícil negar que existem
> problemas e riscos para empresas que vão nesse caminho.
>

Gerentes não gostam de "riscos" porque eles não costumam ser da área
técnica ou, quando são, não possuem competência suficiente para
decidir se usar uma tecnologia diferente do feijão-com-arroz faz
sentido. Então entra-se na política de cobertura de traseiros.

O JPL é pra estar se lixando para o que o resto do mundo faz: são eles
que ditam novas tecnologias. E o Google também, pelo mesmo motivo.


--Stephen

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