Curiosamente, o Nash é um bom exemplo do 3º caso que falei no e-mail abaixo.
Irônico, não?

2009/12/21 Francisco Antonio Doria <[email protected]>

> Seria não trivial se ele usasse algum resultado profundo em topologia - vou
> dar um exemplo de resultado não trivial, o isomorfismo entre os grupos de
> cohomologia de de Rham de uma variedade e os grupos de cohomologia
> simplicial do seu esqueleto - para deduzir algo em psicologia. Não o faz (e
> nem sei como o faria.)
>
> Por isso acho trivial.
>
> Quer um exemplo de resultado matemático topológico implicando em coisas não
> triviais em ciências sociais? O equilíbrio de Nash em teoria dos jogos. E'
> um teorema de ponto fixo, um resultado central em topologia.
>
> 2009/12/21 Ricardo Pereira Tassinari <[email protected]>
>
>> 2009/12/21 Francisco Antonio Doria <[email protected]>
>>
>> Com todo o respeito, Ricardo: o uso da topologia por Lewin é trivial.
>>
>>
>> Não é?!
>>
>> É quase como usar a notação de diferenciais de Leibniz para o Cálculo
>> Diferencial e Integral ou a notação de Einstein para o Cálculo Tensorial!
>>
>> E o mais impressionante é que ela é muito pouco utilizada, ou mesmo poucos
>> se dignam a olhá-la com mais cuidado, apesar da simplicidade.
>>
>> Acho a capacidade de explicar os fatos de forma simples é uma
>> característica dos grandes gênios. Claro que aqui só mostrei a *ponta do
>> iceberg*, mas é genial!
>>
>> Exempli gratia: Lewin estuda, em um artigo, os três tipos de conflitos
>> possíveis, sendo "conflito" definido como "a oposição de forças do campo com
>> intensidades aproximadamente iguais".
>>
>> Podemos ver então que existem três tipos de conflito possíveis:
>> 1. a criança (por exemplo) está entre duas valências positivas (veja
>> Figura 1 anexa, legenda, P - piquenique e Br - brincar);
>> 2. a criança defronta-se com algo que tem, simultaneamente, uma valência
>> positiva e uma negativa (veja Figura 2, legenda, Ar - árvore que quer subir
>> e tem medo); e
>> 3. a criança está entre duas valências negativas, por exemplo, quando se
>> busca mediante a punição P levar a realizar uma tarefa T que ela não quer
>> fazer (veja Figura 3).
>>
>> Observe que nesse último caso, diferente dos anteriores, existe uma
>> tendência para o deslocamento "lateral" e a fuga da situação de conflito.
>>
>> Essa tendência pode muita vezes, por exemplo, levar o indivíduo, vamos
>> assim dizer "frustrado com a vida", cercado por valências negativas, a fugir
>> para outros planos do Espaço de Vida com um menor grau de realidade (veja
>> http://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/RicardoTassinari/LewinV.htm#grauderealidade)
>> e a elaborar fantasias (tanto positivas como negativas).
>>
>> Mas, claro, como disse, isso é só a ponta do iceberg. Não dá para julgar
>> de forma digna uma obra em um e-mail.
>>
>> Abraço,
>> Ricardo.
>> --
>> Dr. Ricardo Pereira Tassinari - Departamento de Filosofia
>> UNESP - Faculdade de Filosofia e Ciências - Marília
>> Homepage: http://www.marilia.unesp.br/ricardotassinari
>>
>>
>


-- 
Dr. Ricardo Pereira Tassinari - Departamento de Filosofia
UNESP - Faculdade de Filosofia e Ciências - Marília
Homepage: http://www.marilia.unesp.br/ricardotassinari
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