Olá, pessoal,

na minha opinião, para responder essa pergunta, falta diferenciar *lógica* de 
*matemática*, pois sabemos que muitos já disseram com argumentos fortíssimos 
que 
uma é a outra e vice-versa! Ou até que ambas são outra coisa... O próprio 
logicismo teria provado que a aritmética é apenas lógica encapsulada num 
alto-nível e, assim, seriam os matemáticos que em grande parte precisam da 
lógica, e não o contrário, porém, o logicismo *fracassou*...

No entanto, a meu ver, a grosso modo, como a lógica trata das *regras de 
coerência semântica* da própria meta-linguagem (isto é, daquela linguagem 
utilizada para apresentar *tudo*: matemática, sistemas formais, teoria dos 
conjuntos, teorias científicas...) obviamente, quanto mais um lógico conhecer 
as 
diversas áreas, mais ele vai perceber quais os níveis de coerência exigidos 
para 
a semântica da meta-linguagem.

Como disse em outra mensagem, acredito que a lógica não necessita 
essencialmente 
de simbolismos nem formalismos, o simbolismo ajuda a ver algumas coisas, mas 
pode atrapalhar a ver outras. Posso muito bem estipular uma teoria lógica 
coerente e rigorosa utilizando apenas a linguagem natural (sem simbolismo 
matemático ou qualquer outro), e posso muito bem, através de simbolismos, 
formular coisas logicamente terríveis. O formalismo em-si não garante nada. Por 
isso prefiro entender a lógica como regras de coerência semântica, que podem 
ser 
estipuladas tanto em uma linguagem formal quanto em linguagem natural.

Por exemplo - e isso também não é uma pergunta retórica! - será que qualquer 
fórmula contraditória pode ser utilizada para definir o princípio da 
não-contradição? Ou seja, será que ~(A & ~A) realmente define a não-contradição 
ou é apenas só uma fórmula contraditória?

abraços
Júlio César A. Custódio


      
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a