Olá, Julio: > Minha opinião sobre a Lógica não é ainda uma *definição* (nem sei se será, > mesmo porque até hoje ninguém o fez de forma unânime), o que eu tentei, > nessa conversa, foi apenas garantir que a própria apresentação de um sistema > de lógica não dependa de outra lógica sem ser a lógica que ele mesmo > apresenta pois, assim, necessariamente, tal sistema seria uma *consequência* > da lógica da sua meta-linguagem de apresentação e não, como às vezes se > pretende, uma outra lógica. > E, veja bem, eu não disse hora nenhuma que o cálculo formal de sua lógica > deva servir como sua própria meta-linguagem (mesmo porque, a meu ver, isso é > impossível), eu disse apenas que a apresentação do seu cálculo não deve ir > contra as regras que seu próprio cálculo apresenta.
A meta-linguagem usada na apresentação da lógica clássica de ordem superior é, em geral, esta mesmíssima lógica... Não parece impossível. Por outro lado, não vejo nenhum problema em usar a lógica clássica para depor a favor de uma lógica da inconsistência formal (ao invés do contrário!), já que estamos falando neste caso de uma lógica paraconsistente que pode ter uma linguagem suficientemente rica para expressar a negação clássica, os outros conectivos clássicos --- e as inferências clássicas de tabela. > Obs1: sim, ~(A&~A), na clássica, é tautologia, mas é uma tautologia que nega > uma contradição, e era esse o ponto... acredito que foi um errinho > perdoável, não? Sem dúvida. > Obs2: você poderia me mandar seu trabalho onde discute a formalização do > PNC? Ficaria imensamente agradecido... Sobre este assunto específico talvez lhe interesse dar uma olhada em particular na seção 1.2 (mais informal) e na seção 2 inteira (mais formal) do artigo: W. A. Carnielli and J. Marcos. A taxonomy of C-systems. In Paraconsistency: The logical way to the inconsistent, volume 228 of Lecture Notes in Pure and Applied Mathematics, pages 1--94. Marcel Dekker, 2002. http://wslc.math.ist.utl.pt/ftp/pub/MarcosJ/02-CM-taxonomy.pdf - - - Há outros papers em que eu discuto em mais detalhe a formalização e a relevância do chamado Princípio do Pseudo-Escoto, mas podemos deixar isto para quando você tiver interesse particular no assunto. :-) Um abraço, Joao Marcos -- http://sequiturquodlibet.googlepages.com/ (in absentia, post-doc in cives vindobonensis) _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
