Saudações, João!
>Não sei qual seria este trabalho da Costa 1964, mas o que você chamou
>antes de da Costa 1963 (a saber, a tese de cátedra intitulada
>"Sistemas Formais Inconsistentes" [*])
bem, confesso que tenho uma cópia do livro, e na capa - não oficial - está 64.
Mas, de fato, é 63.
>No entanto, não creio que seja exagero afirmar que
>ninguém que tenha seriamente se dado conta de todo o progresso feito
>em lógicas não-clássicas nos últimos cem anos continua usando
>*princípio* como sinônimo de *esquema axiomático*...
Pois é, eu não me dei conta do progresso.
>> Por exemplo, sobre a dupla negação (~~), sei que não se pode derivar na
>> paraconsistência ~~A de A,
>Pois neste caso "sabe" mal... Esta derivação *não* é um problema, _em
>geral_, para lógicas paraconsistentes, mas apenas ---meio que por
>acaso--- para *algumas* lógicas paraconsistentes, como estas que você
>está estudando agora.
Sim, eu estava falando da lógica do da Costa(63). Mas com certeza não sabia que
estava tocando num 'equívoco' do da Costa.
>Os esquemas axiomáticos não possuem "variáveis sentenciais", mas sim
>"variáveis esquemáticas".
Muitas vezes me embanano nos termos técnicos. (como vê, também nas noções)
>PS: Sonho com o momento em que você vai finalmente se convencer de que
>estudar livros e artigos de dois mil, de cem ou mesmo de cinquenta
>anos atrás *nunca* é a melhor maneira de se inteirar de um assunto
>relacionado à produção da Lógica (ou da Filosofia ou da Matemática) de
>nossos dias... :-( Não é que você _não deva_ ler estes
>artigos/livros, mas sim que você não deve lê-los *antes* de saber como
>estas coisas foram vistas de lá pra cá. No mínimo no mínimo,
>procedendo assim você perde a vantagem da perspectiva!
Pô, João Marcos, se não fosse muito trabalhoso, eu realmente gostaria muito de
uma lista com essas obras que você considera relevante para o aprendizado nesse
assunto (lógicas não clássicas em geral, mas principalmente as
paraconsistentes). Tenho muito interesse nisso mas minha *pesquisa* - como não
tenho ninguém próximo que conhece tais lógicas - é como criar trilhas em mato
fechado com um canivetinho, às vezes parece que encontramos algo, mas daí
batemos a cara numa árvore ou encontramos bichos forçando a correr dali...
No mais, agradeço novamente a disposição,
Abraços
Júlio
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