Pouco acrescentaria, mas acho que por trás tá um finitismo radical. Depois
comento mais.

2011/9/27 Rodrigo Freire <[email protected]>

> Nem olhei direito o manuscrito, mas pelo que entendi o Nelson afirma ter
> provado em PRA que Q é inconsistente.
>
> É conhecido que PRA prova que Q é consistente (corolário do teorema de
> Hilbert-Ackerman).
>
> Até onde posso compreender, "PRA prova que uma teoria T é inconsistente"
> significa que é possível exibir uma função primitiva recursiva f e um número
> natural n tal que f(n) é uma prova da inconsistencia em T.  Acho que o
> argumento do Nelson é que uma tal f para a teoria Q não é total: f não para
> na entrada n. Daí, a inconsistência de PRA.
>
>
> É muito mais grave do que PA ser inconsistente.
>
> PRA é considerada a teoria que representa o raciocínio finitário. Teoremas
> centrais da lógica são demonstrados em PRA: eliminação do corte, Herbrand,
> etc. Por exemplo, eliminar corte aumenta muito o tamanho da prova. A
> operação de eliminar corte poderia não ser total na concepção do Nelson.
>
> É difícil até interpretar essa prova do Nelson: ele toma a consistência de
> Q como certa, mesmo "exibindo" no sentido finitário uma prova da
> inconsistência de Q. Claro que a matemática não finitária vai toda embora. O
> Nelson parece não estar muito preocupado, disse que vai fazer uma nova
> fundamentação da matemática. O problema é que não vai sobrar nada para ser
> fundamentado: exponenciação nos naturais não é total. Cálculo 1 vai embora.
>
>
> Se PRA é incosistente, acredito que não restará nada que mereça o título de
> "conhecimento".
>
>
> Abraço
> Rodrigo
>
>
>


-- 
fad

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