Olá Dória,

a  historinha dos macacos  não tem  nada a ver com o teorema de
Ramsey.  É  uma consequencia trivial do Princípio da Casa dos Pombos
(do qual o teorema de  Ramsey finito depende).. Se  o conjunto
(finito) de macacos  digitam  de  tal forma que  não repetem
"strings" digamos, de tamanho 41,  é claro que  *com certeza absoluta*
 vão acabar  por digitar  "To be, or not to be: that is the question".

Acontece  que essa sentença tem 41 bits, contando  vazios  e
pontuação: basta esperar 26^41 macacadas.

Se os "strings"  podem  se  repetir,  é  uma  questão de
probabildade: a probabilidade de que em 26^41 macacadas *não* saia a
sentença  famosa de  Hamlet  é muito  baixa (mas  pode não sair).

Ora, a obra  de  Shakespeare  é só uma sequência  finita de frases
famosas... Portanto,  se  os macacos  não repetem  "strings" a  obra
inteira sai com certeza  num tempo finito; se  podem repetir, sai com
probabilidade crescente  no tempo  e  no número de  macacos.

Pense  numa  outra  bobagem: seu computador pode  prever  o futuro.
(sei que você usa coisas  mais sofisticadas, mas para efeito  de
cálculo vá  lá).

 Considere o monitor do seu computador (do meu pelo  menos) com  800 X
 600  pixels. Com 256 cores,  você teria 256^(800x600)  = 2^(3840000)
possíveis imagens . Há mais possibilidades nisso do que há imagens na
Internet, e  esse conjunto contem imagens do rosto dos  nossos
trisnetos, dos futuros assassinos e santos e  das catástrofes que
ainda não ocorreram.  Pronto, temos uma  ``máquina''  de ver  o
futuro... só  não sabemos hoje  quais das  imagens aí contidas  terão
algum interesse.


Abs,

Walter


Em 28 de setembro de 2011 23:07, Francisco Antonio Doria
<[email protected]> escreveu:
> Na verdade, é uma brincadeira, mas tem um teorema tipo Ramsey por trás?
>
> 2011/9/28 Rodrigo Valceli Raimundo <[email protected]>
>
>> bullshit total, os "macacos" estão gerando palavras aleatórias e
>> verificando se elas existem, usando como dicionário de validação as obras
>> literárias. o máximo que esse cara vai conseguir provar é quantas palavras
>> distintas existem no trabalho de shakspeare, o que poderia ser feito com um
>> algoritmo muito mais simples. do ponto de vista do problema "original" dos
>> macacos digitadores nada muda.
>>
>> não é nem interessante do ponto de vista de computação distribuida pois o
>> problema de geração de strings aleatorias/pseudo-aleatorias é do tipo
>> "embarassantemente" paralelo
>>
>> 2011/9/28 Francisco Antonio Doria <[email protected]>
>>
>>>
>>> http://news.discovery.com/tech/shakespear-monkeys-110926.html#mkcpgn=emnws1
>>>
>>> --
>>> fad
>>>
>>> ahhata alati, awienta Wilushati
>>> _______________________________________________
>>> Logica-l mailing list
>>> [email protected]
>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>>
>>
>>
>>
>> --
>> Signatures are useless.
>>
>
>
>
> --
> fad
>
> ahhata alati, awienta Wilushati
> _______________________________________________
> Logica-l mailing list
> [email protected]
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>



-- 
-----------------------------------------------
Prof. Dr. Walter Carnielli
Director
Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE
State University of Campinas –UNICAMP
13083-859 Campinas -SP, Brazil
Phone: (+55) (19) 3521-6517
Fax: (+55) (19) 3289-3269
Institutional e-mail: [email protected]
Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a