Se querem um livro introdutório bem interessante sobre o assunto, vejam 
"Gödel's Theorem: An Incomplete guide to its use and abuse", de Thorkel 
Franzén. Já no cap1, ele comenta o caso Sokal e outros, e deveria ser lido pela 
nossa blogueira, mas duvido que ela entendesse.
D

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Décio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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Em 01/12/2011, às 18:25, Francisco Antonio Doria <[email protected]> escreveu:

> O Chaitin gosta do livro da Rebecca. 
> 
> 2011/12/1 Décio Krause <[email protected]>
> Carlos
> Pois é...mais uma vez. Os tais teoremas de Gödel  de fato parecem encabeçar a 
> lista dos resultados sobre os quais mais bobagens se fala. Até o Stephen 
> Hawking andou dando as suas patadas (o único modo que ele tem de dar patadas, 
> coitado...ôpa, deslizei de novo - espero que ninguém deseje a mim ou aos meus 
> a mesma doença...) sobre o teorema. Mas o livro da Rebeca é de fato um marco 
> na história das obras ruins.
> E a comunidade de lógicos, não deveria se pronunciar? Creio que este é um mal 
> nosso: sempre dizemos "deixe prá lá, tenho mais coisas a fazer", 
> principalmente das 8h às 18h (horário oficial).
> D.
> 
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> Décio Krause
> Departamento de Filosofia
> Universidade Federal de Santa Catarina
> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
> http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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> 
> 
> Em 01/12/2011, às 17:47, Carlos Gonzalez <[email protected]> escreveu:
> 
> > Décio e lista,
> >
> > Realmente seria um bom exercício encontrar falácias no artigo e no
> > blog. Essa Carla responde para o Homo Erectus:
> >
> > "Homo, vc está totalmente equivocado. E sobretudo, é incoerente. Note
> > que seu método de contestação é baseado apenas na leitura que Jacques
> > Bouveresse faz – o que é só uma leitura, uma interpretação. Na sua
> > argumentação o que vc apresenta como fundamentos são, na verdade,
> > interpretações. Note ainda que vc tem todo o direito de apresentá-las,
> > desde que Bouveresse faz a mesma coisa que Debray ou Derrida…uma
> > leitura de Godel. Não se trata de ser relativista, se trata apenas de
> > que vc não tem refutações científicas, tem apenas uma interpretação em
> > que se apoiar. A diferença é que eu admito estar apoiada numa
> > interpretação. Já vc…"
> >
> > Com um Ad Hominem tão agressivo, deve ser difícil dialogar nas aulas
> > dessa senhora. Além disso, citar somente um autor é dar somente uma
> > interpretação: "vc não tem refutações científicas, tem apenas uma
> > interpretação". Tanto faz Derrida ou Hao Wang: "uma leitura de Godel".
> >
> > Pelo contrário, esse Homo Erectus afirma:
> > "Gödel era um realista platônico, acreditava que os números eram
> > entidades reais que habitavam um domínio de verdades eternas não
> > necessariamente deduzidas pela mente humana."
> >
> > Entretando, a "interpretação" escolhida pela Carla é um livro de fofocas:
> >
> > "Os teoremas de Gödel tiveram conseqüências para o pensamento sobre a
> > natureza da verdade, do conhecimento e da certeza, como demonstra o
> > livro “Incompletude: a prova e o paradoxo de Gödel”, em que a autora,
> > Rebecca Goldstein, conta histórias saborosas e as idiossincrasias de
> > um gênio louco, autor de descobertas matemáticas indecifráveis, em
> > texto acessível a leitores leigos."
> >
> > Vejam que o livro que ela usa não é "uma interpretação", pois fala
> > "como demonstra o livro". Como os "verbos irregulares": meu livro
> > demonstra, teu livro interpreta.
> >
> > "The necessary incompleteness of even our formal systems of thought
> > demonstrates that there is no non-shifting foundation on which any
> > system rests."
> >
> > Eu não sei o que são os "nossos sistemas formais de pensamento" nesse
> > contexto. Sei, como muitos nesta lista, que existem belos sistemas
> > formais completos em primeira ordem, como os corpos algébricos
> > ordenados ou as álgebras de Boole sem átomos.
> >
> > Por último: quando vemos que existe esse grau de confusão com relação
> > aos teoremas de Gôdel, penso que não está demais colocar a hipótese de
> > consistência que esses teoremas usam: "se a Aritmética de Peano é
> > consistente, então existem proposições indecidíveis". O saudoso Daniel
> > Glushankof ironizava esses casos de desconhecimento do teorema de
> > Gödel dizendo: "Gödel demonstrou que a AP é inconsistente, pois
> > intuitivamente ela é completa".
> >
> > Carlos
> >
> >
> > 2011/12/1 Décio Krause <[email protected]>:
> >> Pois é, Walter, um bom exercício seria procurar os erros no artigo, a 
> >> começar pelo ano de 1930. Quem achar menos de 10 está reprovado. E no blog 
> >> dela, e ela faz questão de dizer que nele ela faz o que quer, ainda 
> >> contesta um tal de Homus Erectus que procura dar uma luz ao tema, ainda 
> >> que também exagere um pouco quando diz que Gödel decretou o fim do 
> >> processo lógico-dedutivo (ou algo assim, estou sem o texto). A autora é 
> >> professora da PUC-RJ, espero que não de lógica...
> >> D
> >>
> >> ------------------------------------------------------
> >> Décio Krause
> >> Departamento de Filosofia
> >> Universidade Federal de Santa Catarina
> >> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
> >> http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
> >> ------------------------------------------------------
> >>
> >>
> >> Em 01/12/2011, às 15:32, Walter Carnielli <[email protected]> 
> >> escreveu:
> >>
> >>> Publicado no Caderno EU&, do jornal Valor, sexta-feira, 7 de novembro
> >>> --  Paradoxo? Tem algum paradoxo nisso? É contrário à crença de quem,
> >>> da Carla jornalista?
> >>>
> >>> "...cujo paradoxo está em não poder ser nem provadas nem refutadas, ..."
> >>>
> >>> --- Gödel mulherengo  famoso  no Círculo de Viena?  Será que ela
> >>> copiou isso  daquele   livrinho de fofocas da  Rebecca Goldsltein?
> >>> "Os episódios pitorescos vão desde a sua fama de mulherengo – famosa o
> >>> no Círculo de Viena,..""
> >>>
> >>>
> >>> --- Newton  e  Dória culpados de "repercutir "   Gödel  no Brasil, só
> >>> em 1991?   :- )    " No Brasil, sua obra teve repercussão em 1991,
> >>> quando os pesquisadores Newton da Costa e Francisco Doria,
> >>> respectivamente doutores em Matemática e Física, demonstraram que a
> >>> indecidibilidade se aplica também à teoria do caos... "
> >>>
> >>>
> >>> Abs,
> >>>
> >>> Walter
> >>>
> >>>
> >>> Em 1 de dezembro de 2011 15:11, Décio Krause <[email protected]> 
> >>> escreveu:
> >>>> Caros lógicos
> >>>> Vejam o texto em http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/570
> >>>> sobre os teoremas (de incompletude, claro) de Gödel e tirem suas 
> >>>> próprias conclusões. A autora é de uma capacidade incrível para dizer 
> >>>> tolices sobre o que certamente não conhece.
> >>>> D.
> >>>>
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