Tecnicamente é muito bom, mas, digamos, na ideologia da matemática ele é
muito, muito conservador.

2011/12/1 Décio Krause <[email protected]>

> O ue você quer dizer com isso, Dória?
>
>
> ------------------------------------------------------
> Décio Krause
> Departamento de Filosofia
> Universidade Federal de Santa Catarina
> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
> http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
> ------------------------------------------------------
>
>
> Em 01/12/2011, às 18:51, Francisco Antonio Doria <[email protected]>
> escreveu:
>
> O Franzen é radical paca.
>
> 2011/12/1 Décio Krause <[email protected]>
>
>> Se querem um livro introdutório bem interessante sobre o assunto, vejam
>> "Gödel's Theorem: An Incomplete guide to its use and abuse", de Thorkel
>> Franzén. Já no cap1, ele comenta o caso Sokal e outros, e deveria ser lido
>> pela nossa blogueira, mas duvido que ela entendesse.
>> D
>>
>> ------------------------------------------------------
>> Décio Krause
>> Departamento de Filosofia
>> Universidade Federal de Santa Catarina
>> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
>> http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
>> ------------------------------------------------------
>>
>>
>> Em 01/12/2011, às 18:25, Francisco Antonio Doria <[email protected]>
>> escreveu:
>>
>> O Chaitin gosta do livro da Rebecca.
>>
>> 2011/12/1 Décio Krause <[email protected]>
>>
>>> Carlos
>>> Pois é...mais uma vez. Os tais teoremas de Gödel  de fato parecem
>>> encabeçar a lista dos resultados sobre os quais mais bobagens se fala. Até
>>> o Stephen Hawking andou dando as suas patadas (o único modo que ele tem de
>>> dar patadas, coitado...ôpa, deslizei de novo - espero que ninguém deseje a
>>> mim ou aos meus a mesma doença...) sobre o teorema. Mas o livro da Rebeca é
>>> de fato um marco na história das obras ruins.
>>> E a comunidade de lógicos, não deveria se pronunciar? Creio que este é
>>> um mal nosso: sempre dizemos "deixe prá lá, tenho mais coisas a fazer",
>>> principalmente das 8h às 18h (horário oficial).
>>> D.
>>>
>>> ------------------------------------------------------
>>> Décio Krause
>>> Departamento de Filosofia
>>> Universidade Federal de Santa Catarina
>>> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
>>> http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
>>> ------------------------------------------------------
>>>
>>>
>>> Em 01/12/2011, às 17:47, Carlos Gonzalez <[email protected]> escreveu:
>>>
>>> > Décio e lista,
>>> >
>>> > Realmente seria um bom exercício encontrar falácias no artigo e no
>>> > blog. Essa Carla responde para o Homo Erectus:
>>> >
>>> > "Homo, vc está totalmente equivocado. E sobretudo, é incoerente. Note
>>> > que seu método de contestação é baseado apenas na leitura que Jacques
>>> > Bouveresse faz – o que é só uma leitura, uma interpretação. Na sua
>>> > argumentação o que vc apresenta como fundamentos são, na verdade,
>>> > interpretações. Note ainda que vc tem todo o direito de apresentá-las,
>>> > desde que Bouveresse faz a mesma coisa que Debray ou Derrida…uma
>>> > leitura de Godel. Não se trata de ser relativista, se trata apenas de
>>> > que vc não tem refutações científicas, tem apenas uma interpretação em
>>> > que se apoiar. A diferença é que eu admito estar apoiada numa
>>> > interpretação. Já vc…"
>>> >
>>> > Com um Ad Hominem tão agressivo, deve ser difícil dialogar nas aulas
>>> > dessa senhora. Além disso, citar somente um autor é dar somente uma
>>> > interpretação: "vc não tem refutações científicas, tem apenas uma
>>> > interpretação". Tanto faz Derrida ou Hao Wang: "uma leitura de Godel".
>>> >
>>> > Pelo contrário, esse Homo Erectus afirma:
>>> > "Gödel era um realista platônico, acreditava que os números eram
>>> > entidades reais que habitavam um domínio de verdades eternas não
>>> > necessariamente deduzidas pela mente humana."
>>> >
>>> > Entretando, a "interpretação" escolhida pela Carla é um livro de
>>> fofocas:
>>> >
>>> > "Os teoremas de Gödel tiveram conseqüências para o pensamento sobre a
>>> > natureza da verdade, do conhecimento e da certeza, como demonstra o
>>> > livro “Incompletude: a prova e o paradoxo de Gödel”, em que a autora,
>>> > Rebecca Goldstein, conta histórias saborosas e as idiossincrasias de
>>> > um gênio louco, autor de descobertas matemáticas indecifráveis, em
>>> > texto acessível a leitores leigos."
>>> >
>>> > Vejam que o livro que ela usa não é "uma interpretação", pois fala
>>> > "como demonstra o livro". Como os "verbos irregulares": meu livro
>>> > demonstra, teu livro interpreta.
>>> >
>>> > "The necessary incompleteness of even our formal systems of thought
>>> > demonstrates that there is no non-shifting foundation on which any
>>> > system rests."
>>> >
>>> > Eu não sei o que são os "nossos sistemas formais de pensamento" nesse
>>> > contexto. Sei, como muitos nesta lista, que existem belos sistemas
>>> > formais completos em primeira ordem, como os corpos algébricos
>>> > ordenados ou as álgebras de Boole sem átomos.
>>> >
>>> > Por último: quando vemos que existe esse grau de confusão com relação
>>> > aos teoremas de Gôdel, penso que não está demais colocar a hipótese de
>>> > consistência que esses teoremas usam: "se a Aritmética de Peano é
>>> > consistente, então existem proposições indecidíveis". O saudoso Daniel
>>> > Glushankof ironizava esses casos de desconhecimento do teorema de
>>> > Gödel dizendo: "Gödel demonstrou que a AP é inconsistente, pois
>>> > intuitivamente ela é completa".
>>> >
>>> > Carlos
>>> >
>>> >
>>> > 2011/12/1 Décio Krause <[email protected]>:
>>> >> Pois é, Walter, um bom exercício seria procurar os erros no artigo, a
>>> começar pelo ano de 1930. Quem achar menos de 10 está reprovado. E no blog
>>> dela, e ela faz questão de dizer que nele ela faz o que quer, ainda
>>> contesta um tal de Homus Erectus que procura dar uma luz ao tema, ainda que
>>> também exagere um pouco quando diz que Gödel decretou o fim do processo
>>> lógico-dedutivo (ou algo assim, estou sem o texto). A autora é professora
>>> da PUC-RJ, espero que não de lógica...
>>> >> D
>>> >>
>>> >> ------------------------------------------------------
>>> >> Décio Krause
>>> >> Departamento de Filosofia
>>> >> Universidade Federal de Santa Catarina
>>> >> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
>>> >> http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
>>> >> ------------------------------------------------------
>>> >>
>>> >>
>>> >> Em 01/12/2011, às 15:32, Walter Carnielli <[email protected]>
>>> escreveu:
>>> >>
>>> >>> Publicado no Caderno EU&, do jornal Valor, sexta-feira, 7 de novembro
>>> >>> --  Paradoxo? Tem algum paradoxo nisso? É contrário à crença de quem,
>>> >>> da Carla jornalista?
>>> >>>
>>> >>> "...cujo paradoxo está em não poder ser nem provadas nem refutadas,
>>> ..."
>>> >>>
>>> >>> --- Gödel mulherengo  famoso  no Círculo de Viena?  Será que ela
>>> >>> copiou isso  daquele   livrinho de fofocas da  Rebecca Goldsltein?
>>> >>> "Os episódios pitorescos vão desde a sua fama de mulherengo – famosa
>>> o
>>> >>> no Círculo de Viena,..""
>>> >>>
>>> >>>
>>> >>> --- Newton  e  Dória culpados de "repercutir "   Gödel  no Brasil, só
>>> >>> em 1991?   :- )    " No Brasil, sua obra teve repercussão em 1991,
>>> >>> quando os pesquisadores Newton da Costa e Francisco Doria,
>>> >>> respectivamente doutores em Matemática e Física, demonstraram que a
>>> >>> indecidibilidade se aplica também à teoria do caos... "
>>> >>>
>>> >>>
>>> >>> Abs,
>>> >>>
>>> >>> Walter
>>> >>>
>>> >>>
>>> >>> Em 1 de dezembro de 2011 15:11, Décio Krause <[email protected]>
>>> escreveu:
>>> >>>> Caros lógicos
>>> >>>> Vejam o texto em http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/570
>>> >>>> sobre os teoremas (de incompletude, claro) de Gödel e tirem suas
>>> próprias conclusões. A autora é de uma capacidade incrível para dizer
>>> tolices sobre o que certamente não conhece.
>>> >>>> D.
>>> >>>>
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