Olá João

Muito bom, obrigado pelo seu comentário cuidadoso.

Apenas com relação à "percepção da comunidade", (parece que de resto
estamos essencialmente de acordo) dei uma olhada no tal documento de área
da matemática. A classificação ocorre em duas etapas:

1- primeiro eles fazem a numerologia;

2- depois eles observam se o que eles fizeram em 1 está de acordo com a
percepção sobre as revistas.


Me parece que nossa proposta é coerente com o documento de área (sem
querer, porque nem olhei o tal documento antes). Estamos relatando que a
etapa 2 não foi realizada com sucesso para a Lógica Matemática.


Abraço
Rodrigo












2012/3/26 Joao Marcos <[email protected]>

> Olá, Rodrigo:
>
> > Como eu já disse, acho que o Qualis nem deveria existir. Mesmo assumindo
> > que uma classificação correta seja possível, a qualidade da revista não é
> > condição necessária nem suficiente para a qualidade dos trabalhos nela
> > publicados. Um trabalho publicado em uma revista boa não é
> automaticamente
> > bom, e para publicar um trabalho em uma revista ruim você não é obrigado
> a
> > ser ruim e a escrever um trabalho ruim. Há inúmeros exemplos por aí,
> casos
> > extremos inclusive, não é o caso de ficar listando.
>
> Estou essencialmente de acordo com isto.
>
> > Se a avaliação deve ser reduzida a uma questão técnica e feita com base
> em
> > índices, então não sei como poderíamos sequer justificar a *existência*
> de
> > um comitê de colegas tão notáveis para classificar as revistas. Bastaria
> > contratar uma secretária ou um secretário para fazer o serviço (de modo
> > mais eficiente). "Ah, mas existem os casos limites, de revistas boas que
> > por algum motivo não tem os tais indices". Isso apenas mostra que o que é
> > relevante é a percepção da comunidade sobre as revistas dado que elas
> "são
> > boas" (baseado em que, fora a percepção da comunidade?) mas não possuem
> > índices.
>
> Sem dúvida que a "percepção da comunidade" deve de alguma forma ser
> levada em consideração!  Foi esse aliás o argumento que eu usei
> recentemente ao representar a "lógica computacional", com a ajuda de
> Mauricio Ayala e Marcelo Finger, no esforço de re-qualis-ficação das
> Conferências da área de Lógica na Computação.
>
> http://www.dimap.ufrn.br/pipermail/logica-l/2011-December/006866.html
>
> Entre meados de dezembro e o fim de janeiro conseguimos com que o
> Altigran, diretor de Eventos e Comissões Especiais da SBC, abrisse pra
> gente "o sistema" para que eu pudesse inserir as alterações que
> coletamos aqui na lista.  Com estas informações a comunidade de
> Computação vai rodar uns robôs na net para coletar dados numéricos e
> índices que possibilitem verificar e auxiliar a justificar as
> classificações pretendidas.
>
> Talvez Maurício, Marcelo, ou alguém que tenha participado da última
> reunião da SBC possam explicar melhor como funcionará este software
> que já está sendo usado para dar subsídios à elaboração do novo
> documento de área do CA-CC.  Insisto neste ponto: na Computação, em
> princípio, a avaliação não levará em conta "sensibilidades" que não
> possam ser medidas ou ajustadas por índices e coeficientes.
>
> > Se o nosso trabalho deve se reduzir a chamar a atenção dos comitês para o
> > indíce dessa revista, para o corpo editorial daquela, então não estamos
> > fazendo nada, na minha opinião. Estamos assumindo um papel de *servir* o
> > comitê, assessorando nossos colegas do comitê que podem ter esquecido
> algum
> > índice. Dificilmente considero isso um trabalho intelectualmente
> relevante,
> > digno de um pesquisador. Assumir essa subserviência em relação aos
> comitês
> > e seus documentos de área não está nos meus planos: seria melhor não
> fazer
> > nada.
> > Mesmo que isso "dê resultados", o preço a pagar é um pouco alto para mim.
>
> Também acho alto o custo de fazer estas coisas, e em particular de
> construir listas que ninguém está disposto a ajudar a manter
> atualizadas...  De todo modo, só posso torcer para que os colegas do
> comitê da Matemática sejam realmente sensíveis ao conteúdo da carta
> que vocês prepararam.  Os colegas do comitê da Computação, contudo,
> dificilmente o serão.  Caso não os *ajudemos* a encaixar a nossa
> solicitação no escopo dos "critérios" que eles têm se esforçado por
> consagrar e depurar ao longo dos triênios, é bastante provável que
> eles simplesmente ignorem o conteúdo da carta, por mais comprida que
> seja a lista de assinantes.  Talvez não seja necessário chamar esta
> *ajuda* de "subserviência aos comitês".
>
> Joao Marcos
>
> --
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