Caro Chico,
legal ler voce falando de corroboracoes,  o trabalho novo do Prawitz que eu
ouvi em Nancy no ano passado.
>Uma nota final: Provas (no sentido usual) são apenas UMA forma de
corroboração.

e concordo que fraco/forte sao nocoes que a gente esta' sempre tendo
problemas, pois as intuicoes sao diferentes. Tambem nao tenho nada contra
as tres traducoes que foram propostas: atenuacao, enfraquecimento e
diluicao, nem nada contra usar o termo em ingles mesmo.

Mas nao entendi a estoria do infinitesimal:
>na presença de uma corroboração de P, toda Q é "infinitesimal" em relação
a P (algo como "way below" vem imediatamente a mente).

Visto que (lendo de baixo pra cima) se P ja foi corroborada pelo resto,
adicionar Q 'e desnecessario, mas correto em logica usual (que nao presta
atencao em recursos), portanto Q ser infinitesimal faz um certo sentido (Q
contribui zero pra corroboracao)  e a unica corroboracao que nao 'e
infinitesimal 'e quando P corrobora P mesmo no axioma basico. E' assim que
voce esta' pensando? por que "way below"?

abs
Valeria
2012/7/31 Francisco Miraglia <[email protected]>

> Caro Ruy,
>
> Obrigado pelas tuas observações; entretanto não entendi a
> discordância: a frase
>
>
> "Se há uma corroboração de P, então qualquer extensão (finita) desta
> corroboração permanece sendo uma corroboração de P"
>
> pode ser iNTERPRETADA como um enfraquecimento do argumento; no
> entanto é independente das noções de "fraco" e "forte". Porque
> considerar extensões como mais fracas do que a original? Concedo
> que este é a utilização comum e, na realidade, não vejo problemas
> graves com nenhuma das propostas apresentadas. Meus argumentos vão
> em outra direção (embora tenha, como todos, preferências).
>
> Aproveito para corrigir algo no item 3 da mensagem anterior:
>
> * Onde se le: ou seja, na presença de uma corroboração de P, toda Q é
> "infinitesimal" em
>
> relação a P; na realidade, toda corroboração de P seria "infitesimal" em
> relação a P (algo como "way below" vem imediatamente a mente).
>
> * Deveria ler-se: ou seja, na presença de uma corroboração de P,
> toda Q é "infinitesimal" em relação a P (algo como "way below" vem
> imediatamente a mente).
>
> ou seja, estou retirando a idéia de que "toda corroboração de P seria
> infinitesimal em relação a P".
>
> Uma nota final: Provas (no sentido usual) são apenas UMA forma de
> corroboração.
>
>
>
>    Um grande abraço,
>
>     Chico Miraglia
>
> %%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%**%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%
>
> Quoting Ruy de Queiroz <[email protected]>:
>
>  Caro Chico,
>>
>> Tuas considerações são pertinentes, mas permita-me discordar das
>> conclusões: o sentido da regra em questão é o de enfraquecer um argumento,
>> como bem disse Valéria. Daí, é natural que a tradução em português utilize
>> a palavra "enfraquecimento". Aliás, tenho a impressão de que o termo já
>> está razoavelmente consolidado, tal qual a terminologia "teoria da
>> prova"..
>>
>> Não vejo nada de errado em qualquer das duas formas de expressão no
>> português.
>>
>> Abraço,
>> Ruy
>>
>> Em 31 de julho de 2012 03:27, Francisco Miraglia <[email protected]
>> >escreveu:
>>
>>  Car@s Colegas,
>>>
>>> A mensagem anterior (talvez) tenha sido um pouco críptica e adiciono mais
>>> alguns comentários:
>>>
>>> 1. Traduções precisam levar em conta a sintaxe, denotação e conotação das
>>> palavras e/ou expressões na língua original. "Weakening" é a
>>> substantivação
>>> de um gerúndio, algo comum em ingles (mas não em portugues); a
>>> substantivação
>>> permanece carregando a conotação de ação, enquanto que "enfraquecimento",
>>> como todo substantivo na língua portuguesa é passivo. Por outro lado,
>>> parece-me
>>> que "enfraquecendo" está longe de satisfatório...
>>>
>>> 2. O conteúdo do enunciado (utilizando o que aprendi em uma conferência e
>>> conversa, ambas ótimas,  com Dag Prawitz em Paris há algum tempo) seria
>>> (as
>>> palavras foram escolhidas com o devido cuidado)
>>>
>>> Se há uma corroboração de P, então qualquer extensão (finita) desta
>>> corroboração permanece sendo uma corroboração de P.
>>>
>>> 3. Para um "working mathematician", dependendo de como isto é enunciado,
>>> pode
>>> parecer meio estranho: se C = P_1 + P_2 + .... + P_n é uma corroboração
>>> de
>>> P,
>>> i.e.
>>>
>>>      C = P_ 1 + P_2 + ... + P_n < P
>>>
>>> então para todo Q
>>>
>>>    C + Q = P_1 + P_2 + .... + P_n + Q < P,
>>>
>>> ou seja, na presença de uma corroboração de P, toda Q é "infinitesimal"
>>> em
>>> relação a P; na realidade, toda corroboração de P seria "infitesimal" em
>>> relação a P (algo como "way below" vem imediatamente a mente).
>>>
>>> Será que há matemática e lógica interessantes em estudar estas "ordens"?
>>>
>>> Desnecessário dizer que ordens não arquimedianas (as únicas com
>>> infinitesimais) são crucais no estudo da teoria fina de corpos, anéis e
>>> em
>>> Valuation Theory em geral.
>>>
>>> Será que existem análogos de "valuations" e/ou "places" em lógica,
>>> reticulados distributivos, álgebras de Heyting, Brouwer ou de Boole
>>> (estas,
>>> como é sabido há tempos, com estrutura natural e interdefinível com uma
>>> única de anel commutativo com unidade). Será que estas idéias poderiam
>>> ajudar
>>> a entender lógicas, suas propriedades, semânticas e sintaxe?
>>>
>>> 4. A pergunta original foi muito produtiva; haveria mais a comentar, mas
>>> fico
>>> por aqui, enviando a todos
>>>
>>>    Um grande abraço,
>>>
>>>       Chico Miraglia
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