Mas, Marcelo Finger, o drama dos defensores da lógica clássica é justamente
esse: o fato de serem igualadas coisas que não deveriam ser igualadas e que
eles não querem ver que essas equivalências estão aí, são classicamente
válidas e não fazem sentido filosoficamente.

Em 7 de dezembro de 2012 18:23, Marcelo Finger <[email protected]>escreveu:

> Oi Tony.
>
> Comparar tautologias (em qqer lógica) não faz o menor sentido!  Porque,
> por definição, v está comparando coisas igualadas naquela lógica.
>
> V deveria comparar contingências, ou coisas que podem assumir valores
> verdade distintos.\
>
> []s
>
>
> 2012/12/7 Tony Marmo <[email protected]>
>
>> Caros participantes,
>>
>>
>>
>> Tive uma experiência na minha adolescência bastante fascinante de ler
>> Tópicos, depois de outros diálogos de Platão. Achei que a obra Tópicos era
>> muito melhor que os diálogos de Platão que havia lido, mas cheguei a
>> anotar
>> passagens das quais eu discordei. Para minha surpresa e espanto, muitos
>> indivíduos mais velhos quando ouviam que eu discordava do que Aristóteles
>> tinha escrito achavam que eu pretendia coisa demais e para que “tomasse
>> cuidado”, pois “essas coisas são muito bem definidas e estruturadas”. De
>> lá
>> para cá parece que o mundo não progrediu muito nesse quesito.
>>
>>
>>
>> Pois bem, andei recebendo ultimamente mensagens perguntando o porquê de eu
>> me posicionar contra a lógica clássica, ou dizendo que eu não poderia ser
>> contra algo tão perfeito e belo. Uns por acharem que é a lógica correta e
>> outros por considerarem que ela tem seu lugar dentro do pluralismo.
>>
>>
>>
>> Quero colocar o seguinte problema filosófico aos defensores da lógica
>> clássica. Primeiramente considerem as seguintes teses:
>>
>>
>>
>> t1. ¬¬y=>y (dupla negação, um lado)
>>
>> t2. (a=>b)=>(a&c=>b) (reforço do antecedente)
>>
>> t3. (g&(g=>i))=>i (modus ponens)
>>
>>
>>
>> Pelo método de tabela de verdade, verificam-se facilmente, entre outras,
>> as
>> equivalências “t1 sse t2” e “t1 sse t3”. Pergunto aos defensores da lógica
>> clássica: mas filosoficamente vocês acham que dupla negação equivale mesmo
>> a reforço do antecedente ou a modus ponens?
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