Marcos, 

Mais uma coisa para deixar claro: o Inclusive Logic day foi para isso, para 
tratar o problema do racismo e do sexismo na profissão. 

Há uma carta à ASL sendo redigida e propostas de levantamento de dados sendo 
feitas. Assim que a carta ficar pronta, podemos compartilhar aqui. 

Durante o evento foi produzido um enorme documento com diversas propostas de 
combate ao racismo e sexismo. Não sei como ele será disponibilizado 
posteriormente, mas também posso compartilhar novamente por aqui depois (é o 
link para o google docs do evento, disponível na chamada para participação).

Um abraço,

Nastassja Pugliese
Universidade Federal do Rio de Janeiro

>> On 12 Jun 2020, at 18:40, nastassja pugliese <[email protected]> 
>> wrote:
> Querido Marcos Silva, 
> 
> Obrigada pela pergunta central. 
> 
> Infelizmente eu não conheço mais ninguém além de nós que estejam a fazer este 
> tipo de levantamento de dados. É imprescindível que nos engajemos todos para 
> conhecermos mais sobre as particularidades de nossas áreas de atuação e sobre 
> a academia brasileira. Por isso queríamos sugerir que as associações, 
> sociedades e programas de pós-graduação fizessem esse censo e 
> disponibilizassem dados para ajudar na consulta pública e promoção de 
> atividades.
> 
>  Importante notar uma coisa: o pensamento feminista tem várias vertentes, mas 
> no Brasil (e no meu ponto de vista particular mais especificamente) o único 
> feminismo que faz sentido é o que reflete sobre a interseção de diversos 
> marcadores (raça, classe, gênero, geografia, linguagem) nas experiências 
> políticas (pessoais e públicas) do sujeito.  Então, assim, o trabalho é 
> hercúleo, mas estamos sim fazendo um esforço para mapear - aos menos - as 
> mulheres negras na lógica e na filosofia. Seria perfeito se outras pessoas 
> pudessem colaborar nesse esforço e mapear e divulgar os trabalhos dos homens 
> negros na lógica. 
> 
> Deixo aqui um gráfico produzido com as informações que tínhamos no ano de 
> 2018 da CAPES sobre os PPgs de Filosofia. Há muito o que interpretar nesse 
> gráfico: chamo atenção para duas categorias (“não dispõe de informação” e 
> “não declarado”) que nos mostra como a auto-identificação racial ainda é tabu 
> para gente. 
> 
> Finalmente, o gráfico, ainda que problemático, mostra como é desvantajosa a 
> situação dos homens negros frente, por exemplo, às mulheres brancas. 
> 
> Portanto, muita reflexão (e caminho) pela frente. 
> 
> Um abraço!
> 
> 
> <image0.jpeg>
> 
> 
> Nastassja Pugliese
> Universidade Federal do Rio de Janeiro
> 
>>>> On 12 Jun 2020, at 17:32, Marcos Silva <[email protected]> wrote:
>>> 
>>> Cara Nastassja,
>>> 
>>> Parabéns pelo relevante projeto!
>>> 
>>> Gostei também do importante convite para pensarmos o quanto inclusivas são 
>>> (e podem ser) as nossas aulas e outras atividades acadêmicas. Obrigado!
>>> 
>>> Por falar em privilégios, diversidade e inclusão, voce conhece alguém 
>>> pesquisando sobre a história de filósofos/lógicos pretos no Brasil? Dentre 
>>> as pesquisadoras já catalogadas em sua pesquisa, existe alguma negra? A 
>>> lacuna e invisibilidade aqui parecem ser ainda maiores.
>>> 
>>> (finalizo sem poemas. infelizmente, to meio vazio de poesia hoje em dia)
>>> 
>>> abraços do Recife,
>>> Marcos
>>> 
>>>> On Fri, Jun 12, 2020 at 12:28 PM nastassja pugliese 
>>>> <[email protected]> wrote:
>>> Caros e caras colegas da lista, 
>>> 
>>> Muito obrigada pelas respostas que recebi aqui e no privado. Queria dizer 
>>> que esta agenda de pesquisa me move há um tempo e que tenho percebido, 
>>> quanto mais me esforço em compreender a história da lógica (e da filosofia) 
>>> no Brasil e no mundo, mais eu vejo que há muita gente fazendo este esforço 
>>> há mais tempo que eu e também junto comigo.  É um projeto coletivo antes de 
>>> mais nada, um projeto de memória coletiva. 
>>> 
>>> Então, quem quiser contribuir, por favor me mandem mais nomes de 
>>> orientandas, de professoras em seus respectivos departamentos e, 
>>> principalmente, de mulheres que já não estão mais entre nós mas que 
>>> deixaram algum tipo de legado em suas áreas de atuação. Sim, Ayda Arruda 
>>> sempre aparece, João Marcos.  Mas eu queria ir mais atrás… mais longe no 
>>> tempo… temos registros de mulheres atuando publicamente, em instituições de 
>>> pesquisa, como servidoras públicas, muito tardios. Elas (nós) entramos na 
>>> esfera pública apenas no século XIX aqui no Brasil (Bertha Lutz, por 
>>> exemplo, é considerada uma pioneira do serviço público, atuando no Museu 
>>> Nacional da UFRJ). Por isso eu acho que se fizermos um esforço, 
>>> conseguiremos um mapa melhor. 
>>> 
>>> Uma das coisas importantes é contarmos essas histórias, então, José Carlos 
>>> Cifuentes, obrigada pelo artigo sobre a Ayda. Eu não consegui abrir a 
>>> página sobre a Analice Gebauer Volkov.
>>> 
>>> Estamos eu, Gisele Secco, Valéria de Paiva e Elaine Pimental organizando 
>>> ações em conjunto nesta direção e em breve compartilharemos mais 
>>> informações, divulgaremos iniciativas e faremos mais pedidos semelhantes a 
>>> este que fiz acima. 
>>> 
>>> Um aspecto importante da pesquisa é atentarmos para o fato de que a lógica 
>>> aparece em diversos departamentos (e em cada um deles as agendas de 
>>> pesquisa na lógica são diferentes), como filosofia, matemática, ciência da 
>>> computação e linguística. Por isso, novamente, quem quiser contribuir com 
>>> depoimentos, informações e mandar artigos/livros/verbetes sobre estas 
>>> referências femininas em suas áreas de atuação, agradeço. Podem me mandar 
>>> no privado se preferirem. 
>>> 
>>> Um apelo que está acontecendo por aí é que estimulemos nossos orientandos, 
>>> orientandas e que nós mesmos tiremos um tempo para melhorar as entradas na 
>>> Wikipedia em Português sobre essas pessoas. Fica aí também o pedido. 
>>> 
>>> Um abraço e um bom final de semana para todos e todas, 
>>> 
>>> Nastassja Pugliese
>>> 
>>> Universidade Federal do Rio de Janeiro
>>> EDF - Faculdade de Educação
>>> PPGLM - Departamento de Filosofia
>>> 
>>>> On Jun 12, 2020, at 10:36, josé carlos cifuentes <[email protected]> wrote:
>>>> 
>>>> Prezados, bom dia. Acho louvável o interesse de Nastassja de resgatar a 
>>>> memória das lógicas brasileiras que se destacaram no desenvolvimento dessa 
>>>> área. Em particular, já que o João Marcos mencionou Ayda Arruda, devo 
>>>> lembrar que ela iniciou-se na Universidade Federal do Paraná onde foi a 
>>>> primeira orientanda do professor Newton Da Costa.
>>>> Há um par de anos escrevi um pequeno texto sobre Ayda para divulgação e 
>>>> que mandarei por separada à Natassja e ao João Marcos pois esta lista não 
>>>> aceita arquivos.
>>>> Devo comentar ademais que aqui, na UFPR onde sou professor, tem-se mantido 
>>>> uma certa tradição na formação de estudantes de matemática na área de 
>>>> lógica sob o incentivo dos professores Décio Krause (atualmente na UFSC), 
>>>> Adonai Sant'Anna e eu (os dois primeiros foram orientandos de Newton Da 
>>>> Costa), e nessa caminhada gostaria de destacar uma das alunas de Adonai, 
>>>> aluna na graduação e posteriormente orientanda de mestrado do professor 
>>>> Newton, mas que infelizmente, durante seu doutorado na USP, faleceu em 
>>>> 2000 num acidente: a Analice Gebauer Volkov, uma promessa. Uma resenha 
>>>> sobre ela pode ser encontrada no blog do Adonai: 
>>>> adonaisantana.blogspot.com/2012/09/analice.html.
>>>> Só pra finalizar, e já que hoje é Dia dos Namorados, lhes envio um pequeno 
>>>> poema, fruto do confinamento, para matar as saudades:
>>>> 
>>>> Teu sorrir na pandemia
>>>> numa máscara escondido
>>>> é o ar que se perdido
>>>> enfraquece a poesia.
>>>> 
>>>> Um forte abraço a todos e "fiquem em casa".
>>>> José Carlos Cifuentes
>>>> 
>>>> 
>>>>    Livre de vírus. www.avast.com.
>>>> 
>>>>>> Em sex., 12 de jun. de 2020 às 00:26, Joao Marcos <[email protected]> 
>>>>>> escreveu:
>>>>> Viva, Nastassja:
>>>>> 
>>>>> São perguntas importantes!
>>>>> 
>>>>> Eis um nome fundamental da história do CLE, para a sua pesquisa: Ayda 
>>>>> Arruda. 
>>>>> 
>>>>> Cuide-se, 
>>>>> Joao Marcos
>>>>> 
>>>>> 
>>>>>>> On Thu, Jun 11, 2020, 22:46 nastassja pugliese 
>>>>>>> <[email protected]> wrote:
>>>>>> Caro Walter e colegas da lista, 
>>>>>> 
>>>>>> Muito obrigada pela resposta gentil. 
>>>>>> 
>>>>>> Gostei de saber os nomes de alguns de seus colaboradores, mais 
>>>>>> especificamente, das suas colaboradoras mulheres: Mariana Matulovic e 
>>>>>> Maria Cláudia  Grácio. Tenho interesse, especificamente, nesse recorte 
>>>>>> de gênero. Pode parecer cafona e totalmente off-topic. Mas é isso,  em 
>>>>>> minha pesquisa procuro reconstruir a história das mulheres brasileiras 
>>>>>> na filosofia e na lógica, em uma iniciativa de construção de memória 
>>>>>> coletiva do trabalho intelectual das mulheres. Você me ajudaria 
>>>>>> imensamente se pudesse me dizer mais alguns nomes! Como foi na história 
>>>>>> do CLE? Tiverem mulheres no começo ou só depois? Como é agora? Conta um 
>>>>>> pouco? Quem são suas referências mulheres na sua área? (essa pergunta é 
>>>>>> para todos que estão com paciência de acompanhar minha conversa aqui)
>>>>>> 
>>>>>> Sobre a Interlíngua, que barato, eu não conhecia (você vê, eu tenho 
>>>>>> claras limitações). Vou ler mais com certeza assim que puder.  Eu penso 
>>>>>> que uma iniciativa como esta, criada pelo Peano, é coisa de gênio mesmo. 
>>>>>> Mas olha, eu estava procurando uma coisa mais simples, iniciativas mais 
>>>>>> rápidas e fáceis como, por exemplo, a escola de lógica que a Ítala está 
>>>>>> organizando na UNICAMP na qual você é conferencista. Esta iniciativa é 
>>>>>> uma jóia, uma verdadeira ação de inclusão, já que inclui capacitação, 
>>>>>> mentoria E financiamento de todos os participantes! Incrível de verdade. 
>>>>>> Esse daí foi um gol de placa de vocês (pena que veio o COVID. Vocês vão 
>>>>>> fazer online?). Tomara que tenhamos mais escolas de lógica neste 
>>>>>> formato, com tudo pago e um programa bem definido, pelo Brasil. 
>>>>>> 
>>>>>> Eu sou meio boba com essa coisa de línguas pois eu gosto de escrever em 
>>>>>> inglês. Me libertei do incômodo com o inglês ser minha segunda língua 
>>>>>> lendo poesia NewYorican (Miguel Piñero) e aprendendo sobre o 
>>>>>> Dominicanish. Mas claro, nunca quis, nunca pretendi, nunca tive como 
>>>>>> alvo publicar na MIND. Tenho outros castelos para entrar e espero, como 
>>>>>> você, não ser barrada na porta por causa do meu sotaque. De todo modo, 
>>>>>> reconheço que é um problema real nosso frente a comunidade 
>>>>>> internacional. É um tema importante sim no que diz respeito à 
>>>>>> geopolítica do conhecimento. Mas acho que só com muita reflexão sobre 
>>>>>> cânone e metodologia que essa conversa vai para frente. Neste sentido, a 
>>>>>> discussão sobre inclusão pode sim ajudar nessa pauta. 
>>>>>> 
>>>>>> Um grande abraço, 
>>>>>> 
>>>>>> Nastassja Pugliese
>>>>>> 
>>>>>> Universidade Federal do Rio de Janeiro
>>>>>> EDF - Faculdade de Educação
>>>>>> PPGLM - Departamento de Filosofia
>>>>>> 
>>>>>>> On Jun 11, 2020, at 21:29, Walter Alexandre Carnielli 
>>>>>>> <[email protected]> wrote:
>>>>>>> 
>>>>>>> Prezada Nastassja, c/c tod@as
>>>>>>> 
>>>>>>> Obrigado pelas considerações-   tenho certeza que você tem o sucesso
>>>>>>> relativo à sua área. Mas não se deixe enganar pelas aparência: como
>>>>>>> dizem, o diabo só é cheio de truques porque é mais velho que todo
>>>>>>> mundo :-)
>>>>>>> Meu modesto sucesso se deve em boa  parte a meus colaboradores,
>>>>>>> ex-estudantes, orientandos de  mestrado , doutorado  e pós-doutorado,
>>>>>>> uma boa porção desta lista:
>>>>>>> só para mencionar os  ex: Rodrigo Freire, Alfredo Freire. (que muita
>>>>>>> gente pensa que são parentes, mas só são parecidos na  inteligência),
>>>>>>> João Marcos, Mamede Lima-Marques, Carlos CIfuentes, Tony  Marmo,
>>>>>>> Henrique Antunes, Bruno Mendonça, Pedro Lemos, Mariana Matulovic,
>>>>>>> Juan Carlos Agudelo, Pietro Kreitlon Carolino,  Samir  Gorsky, Juan
>>>>>>> Carlos Agudelo, Alexandre  Costa Leite, Anderson de Araújo
>>>>>>> Edson Bezerra.  Maria Cláudia  Grácio, Tomás Barrero...  nem menciono
>>>>>>> os colaboradores e. pós-docs para não encher a Lista.
>>>>>>> 
>>>>>>> Você diz que gostaria  mesmo de saber, honestamente,  das ações
>>>>>>> realizadas.  Vou lhe contar (e conto a  todos que porventura não
>>>>>>> saibam) de  uma ação a  que tenho me dedicado há uns 25  anos, com
>>>>>>> muito pouco sucesso na qual, mas
>>>>>>> na qual continuo teimosamente . Esta ação tem a ver com o
>>>>>>> "imperialismo linguístico". e com o "castelo anglofônico",  bastante
>>>>>>> mencionado aqui hoje:   sou um defensor da Interlíngua inventada por
>>>>>>> Giuseppe Peano,  como uma alternativa à anglo-dominação.
>>>>>>> 
>>>>>>> 
>>>>>>> Há. quase  20 anos. publiquei um artigo em Interlingua na  Revista
>>>>>>> Eletrônica Informação e Cognição, v.4, n.1, p.61-73, 2002-2005;
>>>>>>> segue um pequeno trecho para que se veja que sem mesmo estudar  uma
>>>>>>> linha,
>>>>>>> consegue-se. entender quase tudo. Escrever é bem fácil, porque as
>>>>>>> regras  gramaticais. se reduzem a poucas   regras.  Esta entrada
>>>>>>> Wikipedia é um bom lugar  para se  começar:
>>>>>>> https://pt.wikipedia.org/wiki/Latino_sine_flexione
>>>>>>> 
>>>>>>> =========================
>>>>>>> "Le logica impecabile del irrational"
>>>>>>>  1. Parve historia e importantia philosophic del paraconsistentia
>>>>>>> 
>>>>>>> Le historia del investigation logic super le inconsistente o le
>>>>>>> contradictori non es longe. Le duo (assi considerate) fundatores,
>>>>>>> laborante in modo independente e vidente le question ab differente
>>>>>>> perspectivas, esseva le logico polonese Stanislaw Jaskowski e le
>>>>>>> logico brasilian Newton C. A. da Costa. Le prime publicava su ideas in
>>>>>>> lingua polonese in 1948 e 1949, e ha apparite in lingua anglese solo
>>>>>>> in 1968 (cf. [Jas48]). Le secunde introduceva su ideas in un these
>>>>>>> durante le annos sexanta, e ha apparite in lingua anglese in [dC74].
>>>>>>> Comoqunque, per alcune persone, le duo fundatores son tre (un ver
>>>>>>> situation contradictori): le logic norte-american David Nelson in 1949
>>>>>>> jam publicava in [Nel49] ideas e resultates supra theorias matematic
>>>>>>> “inconsistente” sed non “supracomplete”.
>>>>>>> ====================================
>>>>>>> Aqui:
>>>>>>> https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&ved=2ahUKEwiI5Pi_-_rpAhWBK7kGHVdOCSkQFjABegQIAhAB&url=https%3A%2F%2Frevistas.marilia.unesp.br%2Findex.php%2Freic%2Farticle%2Fview%2F723%2F625&usg=AOvVaw0J0_jsV32gTfrd3P1YqcbU
>>>>>>> 
>>>>>>> 
>>>>>>> Há objeções óbvias, como "é uma língua  sem história literária",
>>>>>>> "pouca gente fala",  e outras  mais idiotas, como "FIca. difícil para
>>>>>>> os anglófonos aprender"...
>>>>>>> Mas  será que  o "inglês acadêmico " falado e escrito  meio porcamente
>>>>>>> por todos nós, tem "história literária"? Minha proposta é usar esta
>>>>>>> língua para escrever  ciência e para se corresponder academicamente,
>>>>>>> como fizeram grandes cientistas por séculos.
>>>>>>> 
>>>>>>> O "Principia Mathematica" de Newton foi escrito em latim; Euler
>>>>>>> escrevia quase tudo em latim,   Leibniz se correspondia em latim. E
>>>>>>> tantos outros.
>>>>>>> 
>>>>>>> Já. ouvi   lógicos latino-europeus  muito famosos (não se  esqueça de
>>>>>>> que franceses , espanhóis e italianos, para além dos portugueses,
>>>>>>> entre outros, são latinos culturalmente). manifestarem um viralatismo
>>>>>>> incrível:
>>>>>>> "Se eu escrever em Interlíngua, os ingleses e americanos vão achar que
>>>>>>> sou incapaz. de falar a língua deles"!!
>>>>>>> 
>>>>>>> Quem sabe agora, com este. esforço de  liberdade que estamos
>>>>>>> vivenciando (inclusive com a iniciativa do Supergroup) , pode ser a
>>>>>>> hora?
>>>>>>> 
>>>>>>> Abs,
>>>>>>> 
>>>>>>> Walter
>>>>>>> 
>>>>>>>> Em qui., 11 de jun. de 2020 às 19:48, nastassja pugliese
>>>>>>>> <[email protected]> escreveu:
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Caro Walter Carnielli, querido Marcos Silva, caro Marcelo Finger, 
>>>>>>>> Rodrigo Feire, Jean-Yves e colegas da lista,
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Muito interessantes as histórias pessoais de cada um com a academia 
>>>>>>>> internacional. Eu ficaria um tempão ouvindo porque sei que as anedotas 
>>>>>>>> são interessantes para pensar nosso lugar no cenário mais amplo. Eu 
>>>>>>>> também tenho várias histórias absurdas no meu repertório dado que 
>>>>>>>> morei quase 7 anos nos Estados Unidos fazendo meu pleno.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Tenho certeza de que cada um de nós já passou por diversas situações 
>>>>>>>> lamentáveis e outras, nem tanto, afinal cada um de vocês aqui (todos 
>>>>>>>> nós) temos uma trajetória acadêmica de sucesso.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Sucesso sim. Pensem como nesta lista operam vários filtros que tornam 
>>>>>>>> minha caracterização correta: somos “sobreviventes” de uma luta por um 
>>>>>>>> lugar na academia, publicamos, damos aulas, atuamos como exemplos em 
>>>>>>>> nossas universidades e nichos de pesquisa. Somos acadêmicos de 
>>>>>>>> sucesso. Claro que meu sucesso está longe de ser tão grandioso, 
>>>>>>>> importante e impactante quanto o do professor Walter Carnielli (bien 
>>>>>>>> sûr) que já publicou diversos livros e artigos reconhecidos por tantas 
>>>>>>>> pessoas (tiro meu chapéu). Mas ainda assim, eu digo, minha trajetória 
>>>>>>>> é cheia de sucessos, ainda que pequenos sucessos.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Digo isso porque meu apelo é o seguinte: olhemos para os lados e 
>>>>>>>> reconheçamos nosso lugar de privilégio e poder.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Eu acho que o projeto Inclusive Logic tem a ver com isso: sobre como 
>>>>>>>> podemos dar poder para os outros. Sobre como usamos o nosso próprio 
>>>>>>>> poder. É mais sobre os outros do que sobre nós individualmente. É mais 
>>>>>>>> sobre o grupo e os elos mais frágeis do grupo. É sobre como formar bem 
>>>>>>>> alunos e alunas, é sobre diminuir as dificuldades deles e delas de, no 
>>>>>>>> futuro, serem tão bons quanto nós somos. É sobre eles e elas que podem 
>>>>>>>> ficar no caminho por uma falta de reflexão nossa sobre o caminho 
>>>>>>>> deles. É sobre como podemos, olhando para o lado, construir uma 
>>>>>>>> academia mais saudável para todos os seus integrantes. Inclusive Logic 
>>>>>>>> também é sobre saúde mental na academia: a nossa e a deles.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Por isso eu queria mesmo, de verdade, honestamente, saber se vocês 
>>>>>>>> realizam alguma ação em suas salas de aulas, em seus departamentos, 
>>>>>>>> nos números de revista editados, nos colóquios e simpósios 
>>>>>>>> organizados, nos programas de curso, ligada à inclusão dos alunos e 
>>>>>>>> alunas brasileiros na academia brasileira. Como é que funciona isso 
>>>>>>>> para vocês? Como vocês tratam esses assuntos específicos: ensino de 
>>>>>>>> lógica, engajamento dos alunos e alunas na sala de aula, causas da 
>>>>>>>> evasão, baixo número de minorias em espaços de visibilidade e poder na 
>>>>>>>> universidade, clima (às vezes hostil) na sala de aula?
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Pergunto porque se vocês realizam ou já realizaram alguma ação neste 
>>>>>>>> sentido, pois estou compilando ações e propostas para documentar e 
>>>>>>>> promover.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Obrigada pela atenção e bom final de feriado para todos,
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Nastassja Pugliese
>>>>>>>> Universidade Federal do Rio de Janeiro
>>>>>>>> 
>>>>>>>> 
>>>>>>>> On Jun 11, 2020, at 17:57, Rodrigo Freire <[email protected]> wrote:
>>>>>>>> 
>>>>>>>> O livro do Poizat é uma preciosidade para mim, especialmente a edição 
>>>>>>>> original que ele me enviou de presente há uns dez anos. É muito bom 
>>>>>>>> que ele tenha perseverado e produzido o livro.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Outro prefácio de livro relacionado, Classical Groups, Hermann Weyl, 
>>>>>>>> parágrafo final:
>>>>>>>> 
>>>>>>>> "The gods have imposed upon my writing the yoke of a foreign tongue 
>>>>>>>> that was not sung at my cradle.
>>>>>>>> 
>>>>>>>> "Was dies heissen will, weiss jeder,
>>>>>>>> Der im Traum pferdlos geritten,''
>>>>>>>> 
>>>>>>>> I am tempted to say with Gottfried Keller. Nobody is more aware than 
>>>>>>>> myself of the attendant loss in vigor, ease and lucidity of 
>>>>>>>> expression. If at least the worst blunders have been avoided, this 
>>>>>>>> relative accomplishment is to be ascribed solely to the devoted 
>>>>>>>> collaboration of my assistant, Dr. Alfred, H. Clifford; and even more 
>>>>>>>> valuable for me than the linguistic, were his mathematical criticisms."
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Poizat ressaltou bem que razões não-acadêmicas (poder econômico, etc) 
>>>>>>>> impulsionam o imperialismo linguístico/cultural nas ciências e na 
>>>>>>>> filosofia. O efeito apontado é o empobrecimento intelectual pela 
>>>>>>>> exclusão do que não se enquadra na identidade dominante. Exageros à 
>>>>>>>> parte, indianos e árabes parecem ter desenvolvido muito cálculo e 
>>>>>>>> muita álgebra com muita antecedência e não eram muitos os livros que 
>>>>>>>> reconheciam essa parte da história:
>>>>>>>> 
>>>>>>>> "There were many reasons why the contribution of the Kerala school has 
>>>>>>>> not been acknowledged," he said. "A prime reason is neglect of 
>>>>>>>> scientific ideas emanating from the Non-European world, a legacy of 
>>>>>>>> European colonialism and beyond."
>>>>>>>> 
>>>>>>>> https://www.cbc.ca/news/technology/calculus-created-in-india-250-years-before-newton-study-1.632433
>>>>>>>> 
>>>>>>>> https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_calculus#Medieval
>>>>>>>> 
>>>>>>>> Abraço
>>>>>>>> 
>>>>>>>> 
>>>>>>>>> On Thu, Jun 11, 2020 at 5:34 PM Walter Carnielli 
>>>>>>>>> <[email protected]> wrote:
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> Marcos, Marcelo Finger, JM ,JY e outros interessados :
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> Fico feliz em saber que não é só minha impressão,  embora pesaroso  
>>>>>>>>> por saber que  minha impressão é verdadeira.
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> Tenho mais um caso,  sobre um artigo que Abilio e eu submetemos à  
>>>>>>>>> MIND, revista do "clube de caça à raposa".
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> Depois esperar uma porção de semanas (muitas mesmo) o editor escreveu 
>>>>>>>>> assim:
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> "Obrigado pela submissão.O assunto não nos interessa, e ademais o 
>>>>>>>>> artigo  tem "several infelicities on the English language ".
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> Como tínhamos gastado tempo e dinheiro com  uma orientanda do Fitting,
>>>>>>>>> que revisa os trabalhos dele,  e de quem ele tinha dado as melhores 
>>>>>>>>> indicações, quisemos saber quais eram essas "infelicidades",  se eram 
>>>>>>>>> erros,  questões  de estilo ou o quê.
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> A resposta foi que "a MIND não comenta seus próprios comentários"!!!
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> Quite democratic,  I suppose...
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> 
>>>>>>>>> Em qui, 11 de jun de 2020 16:30, Marcelo Finger <[email protected]> 
>>>>>>>>> escreveu:
>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> Ah, isto tambem me marcou: a Oxford University Press ja me deu um 
>>>>>>>>>>> parecer negativo para um projeto de livro que tava editando, 
>>>>>>>>>>> afirmando que apesar do projeto ser muito promissor, havia poucos 
>>>>>>>>>>> autores falantes nativos de ingles nele.
>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>> Marcos, tive a oportunidade de viver na Inglaterra na época da 
>>>>>>>>>> Guerra do Golfo, onde esse nacionalismo e auto-centrismo, em geral 
>>>>>>>>>> latente e camuflado, aflorou, vazou por todos os poros, e chegou a 
>>>>>>>>>> jorrar e a escorrer pela superfície de todas as conversas.
>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>> []s
>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> Em qui., 11 de jun. de 2020 às 16:24, Marcos Silva 
>>>>>>>>>>> <[email protected]> escreveu:
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> Caro Walter,
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> obrigado por esta reflexão!
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> eu mantenho um grupo remoto de discussao com alguns alunos no 
>>>>>>>>>>> Recife para continuar orientacao e pesquisa mesmo durante a 
>>>>>>>>>>> pandemia. Neste ultimo mes, nos dedicamos aa apresentacao e 
>>>>>>>>>>> discussao de algumas entradas da SEP que teriam a ver com suas 
>>>>>>>>>>> pesquisas.
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> acho que nunca tinha realizado isto com tanta clareza como agora, 
>>>>>>>>>>> mas me impressionou como a gente tem que ter cuidado com vies 
>>>>>>>>>>> politico da SEP. E deixar os alunos atentos a isto. Funciona quase 
>>>>>>>>>>> como um braço de um imperialismo filosófico.
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> Varios pontos positivos: gratuita, sempre renovada, varios textos 
>>>>>>>>>>> muito bons, alguns excelentes autores.
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> Antes eu tinha minhas criticas em relacao aa heterogeneidade da 
>>>>>>>>>>> qualidade das contribuicoes. Mas agora, acho que porque li muitas 
>>>>>>>>>>> entradas em seguida, vi como convenientemente propaga o mito da 
>>>>>>>>>>> anglocentrismo na filosofia, educando uma geracao de jovens a ver 
>>>>>>>>>>> como filosofia "boa" a retratada pelas escolhas da SEP. Subjacente 
>>>>>>>>>>> aas entradas, pelas decisoes de temas, referencias e autores, 
>>>>>>>>>>> parece defender tacitamente que so ha um tipo de filosofia a ser 
>>>>>>>>>>> feita, a analitica, e alguns autores a serem lidos, os anglofonos, 
>>>>>>>>>>> especialmente estadounidenses. Mesmo temas e autores de outras 
>>>>>>>>>>> tradicoes sao retratos, quando retratados, dentro deste "straight 
>>>>>>>>>>> jacket".
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> Ah, isto tambem me marcou: a Oxford University Press ja me deu um 
>>>>>>>>>>> parecer negativo para um projeto de livro que tava editando, 
>>>>>>>>>>> afirmando que apesar do projeto ser muito promissor, havia poucos 
>>>>>>>>>>> autores falantes nativos de ingles nele.
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> Abracos do Recife!
>>>>>>>>>>> Marcos
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> On Thu, Jun 11, 2020 at 10:03 AM Walter Carnielli 
>>>>>>>>>>>> <[email protected]> wrote:
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> Car@s colegas:
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> Infelizmente devido a um deadline não consegui participar da 
>>>>>>>>>>>> apresentação do João Marcos ontem sobre o Dia Da Lógica Inclusiva.
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> Dessa forma eu continuo sem entender exatamente o que significa 
>>>>>>>>>>>> ter um slot lá, mas de todo modo a sugestão do João Marcos é 
>>>>>>>>>>>> realmente muito boa.
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> Há tempos eu levanto a questão da ditadura anglofônica na pesquisa 
>>>>>>>>>>>> em lógica.
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> Já aconteceu comigo ter trabalho dos rejeitados sumariamente por 
>>>>>>>>>>>> pequenas questões linguísticas, ou porque o  trabalho não vinha do 
>>>>>>>>>>>> Canadá ,Estados Unidos Inglaterra Austrália e Nova Zelândia.
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> E o preconceito é também dos leitores l, daqueles que citam: eles 
>>>>>>>>>>>> têm mais confiança em citar o  Priest do que alguns de nós, por 
>>>>>>>>>>>> exemplo, quando se trata de paraconsistência. Nisso amigo que nos 
>>>>>>>>>>>> perdoe tomá-lo como exemplo mas é o mais obvio.
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> Isso se "explica" porque o Priest, publicou no New York Times 
>>>>>>>>>>>> --mas de novo  o jornal vai preferir publicar as coisas dele do 
>>>>>>>>>>>> que de  alguém de nós.
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> As coisas se repetem em cadeias muito longas.
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> Eu até queria falar sobre isso, mas parece que já acabou o espaço 
>>>>>>>>>>>> --ou vai haver outro?
>>>>>>>>>>>> Aguém sabe disso, ou o João sabe nos dizer?
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> Abraços
>>>>>>>>>>>> 
>>>>>>>>>>>> --
>>>>>>>>>>>> Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo 
>>>>>>>>>>>> "LOGICA-L" dos Grupos do Google.
>>>>>>>>>>>> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails 
>>>>>>>>>>>> dele, envie um e-mail para [email protected].
>>>>>>>>>>>> Para ver essa discussão na Web, acesse 
>>>>>>>>>>>> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CA%2Bob58Pq_u04Zbaop9tkc87u2_SSaG_gRtt9W2-CEjLhKP%2B0aw%40mail.gmail.com.
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>>>>>>>>>>> Marcos Silva (UFPE/CNPq)
>>>>>>>>>>> Philosophy Department
>>>>>>>>>>> Federal University of Pernambuco, Brazil
>>>>>>>>>>> Editor-in-chief Revista Perspectiva Filosófica
>>>>>>>>>>> Marcos Silva Philosophy
>>>>>>>>>>> "amar e mudar as coisas me interessa mais"
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>>>>>>>>>>> dos Grupos do Google.
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>>>>>>>>>> --
>>>>>>>>>> Marcelo Finger
>>>>>>>>>> Departament of Computer Science, IME
>>>>>>>>>> University of Sao Paulo
>>>>>>>>>> http://www.ime.usp.br/~mfinger
>>>>>>>>>> ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1391-1175
>>>>>>>>>> ResearcherID: A-4670-2009
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>>>>>>>>> dos Grupos do Google.
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>>>>>> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/9D634298-CA3C-4CE8-965F-7E5D040EA309%40gmail.com.
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>>>>    Livre de vírus. www.avast.com.
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>> Marcos Silva (UFPE/CNPq)
>> Philosophy Department
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