Olá Marcelo,
tivemos experiências com educaçao livre nas oficinas
do  Sesc, onde discutimos o processo de trabalho e
trabalhamos segundo o enfoque de cada criança
envolvida , mas ainda ñ conseguimos uma experiência
onde tivessemos o tempo suficiente para desenvolver
mais estes conceitos.
Adoraria um Metaeducacional que tivesse pelo menos 6
meses para ver o processo crescer e se dar realmente
uma colaboraçao entre as pessoas virtual e
fisicamente.
abs
Glauco
--- Marcelo Braz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> Carol,
> 
> que bom ter respondido com sua experiência,
> querida. Vlw mesmo! Citei o mosaico pois estamos
> falando de registros de aprendizagem e percursos
> no metareciclagem e ele é uma ótima referência
> para uma escola livre.
> 
> Aproveito para colar um texto da Fundação Semco
> que fala sobre o mosaico. Retirado do link:
> http://www.fundacaosemco.org.br/lumiar/mellos.asp
> 
> mbraz
> 
> -------------------------------------------
> Mosaico
> 
> O Mosaico é a tecnologia intelectual que
> possibilita a gestão democrática do conhecimento
> e a reflexão crítica sobre seus processos de
> construção.
> 
> O Mosaico é uma tecnologia para a gestão do
> conhecimento nos estabelecimentos de ensino, que
> pode ser utilizada por coletividades locais e
> outras associações. Este instrumento faz
> reconhecer a diversidade de saberes, mesmo
> aqueles que não são validados por sistemas
> acadêmicos. O Mosaico disponibiliza para a
> comunidade escolar uma multiplicidade organizada
> de saberes, consultável por meio do Banco de
> Mestres.
> 
> Construindo-se com base nas descrições que os
> Mestres - pessoas com particular interesse,
> cuidado e paixão por certo estudo, que se dedicam
> a um ramo de atividades, que têm habilidade ou
> prática especial em determinado assunto - fazem
> de suas habilidades e competências, o Mosaico
> disponibiliza para a comunidade escolar uma
> multiplicidade organizada de saberes. Assim,
> ficam disponíveis no Banco de Mestres tanto as
> aptidões comportamentais (saber ser) como as
> habilidades (savoir-faire, know-how) e os
> conhecimentos teóricos.
> 
> Caminhar pelo Mosaico significa desenhar um
> percurso em uma rede, um percurso único, porque
> cada pedra pode conter um Mosaico inteiro. A
> interação dos estudantes com as peças do Mosaico
> produz uma construção dinâmica de saberes que não
> resulta de uma classificação a priori: ela é a
> expressão dos percursos de aprendizagem e de
> experiência dos membros da coletividade. Cada
> estudante constrói o seu Mosaico e o Mosaico da
> coletividade escolar cresce e se transforma na
> medida da evolução dos saberes de cada estudante
> e dos projetos por ele realizados.
> 
> Na forma do Mosaico tridimensional, os estudantes
> podem passar de uma pedra para a que está a seu
> lado, explorando os saberes de base, ou podem ir
> de uma pedra para aquela que lhe está
> imediatamente abaixo, experimentando saberes mais
> especializados. Mas a organização dos saberes
> expressa pelo Mosaico não é fixa, ela reflete a
> experiência coletiva de um grupo humano e vai,
> portanto, evoluir com esta experiência. O
> dispositivo de construção dinâmica e de percurso
> que ele propõe produz um espaço de saber em
> reorganização permanente segundo contextos e
> usos.
> 
> A representação em Mosaico permite determinar a
> posição ocupada por um saber em um dado momento e
> os itinerários de aprendizagem possíveis para se
> ter acesso a ele. O Mosaico permite ao estudante
> perceber sua situação no "espaço do saber" e
> elaborar, com conhecimento de causa, suas
> estratégias de aprendizagem.
> 
> Trata-se, portanto, de um instrumento a serviço
> do laço social para troca de saberes e emprego de
> competências, que coloca em funcionamento uma
> pedagogia cooperativa. O Mosaico oferece
> instrumentos de determinação e mobilização das
> habilidades.
> --- Carol Sumie <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> 
> > Bom,
> > 
> > estou acompanhando a discussão illichiana e vcs
> > imaginem qual não foi a
> > dúvida de relamente levar a cabo a idéia de
> > fazer uma escola depois de ler
> > Sociedade sem escolas!
> > Mas, estamos aí. A aposta é fazer uma escola
> > que esteja longe da definição
> > de escolarizar as cças e a sociedade. Vou
> > copiar aqui um email que respondi
> > para o ff sobre a nossa organização de mestres
> > e educadores e o mosaico:
> > 
> > "É um história um pouco longa...
> > A idéia que estamos experimentando na prática é
> > a de que o professor é
> > sobrecarregado de duas funções importantes:
> > estar atento e intervir nas
> > questões sociais das crianças, nas suas
> > conquistas, desafios, problemas,
> > saber o que é importante e interesasnte para
> > cada criança e trabalhar,
> > orientar estes aspectos, ALÈM  DE ensinar,
> > nutrir de conhecimento, orientar
> > para o aprendizado de mundo, ou seja, cumprir o
> > currículo até o fim do ano.
> > Por essa pressão de cumprir o currículo ou
> > terminar o livro didático ser
> > mais presente nas escolas a primeira função
> > importante fica de  lado, por
> > isso, dividiu-se o proferssor em duas figuras
> > na Lumiar: o educador e o
> > mestre. O educador é esse orientador social
> > presente todos os dias que gere
> > descobertas, conflitos, ouve, fala, aconselha,
> > e trabalha com a pedagogia do
> > exemplo, principalmente, aconselha...e não muda
> > a cada ano, pois não nos
> > organizamos em séries, mas em ciclos: Infantil
> > (2 a 6), Fundamental 1 (7 a
> > 10) e Fundamental 2 (poe enquanto 11 e 12 anos,
> > ano que vem até os 14). Que
> > também não ficam restritos a espaço delimeitado
> > e também interagem com os
> > outros ciclos pela casa toda.
> > 
> > Os mestres são pessoas apaixonadas pelo que
> > fazem e vêm compartilhar isso
> > com as crianças. Ele vem uma ou duas vezes por
> > semana para fazer um projeto
> > com as crianças que querem, que têm interesse
> > pelo assunto. E oferecem
> > diferentes projetos para os diferentes ciclos
> > que mencionei acima.
> > 
> > Isso antes da prática....
> > 
> > Hoje há muitas questões sobre o papel de cada
> > uma dessas "partes" do
> > professor desmebrado.
> > Primeiro que até agora os projetos de mestre só
> > desenvolveram bem depois de
> > muito tempo que o mestre está na escola pois é
> > necessário um vínculo, que
> > leva tempo para ser criado. Segundo que eles
> > têm uma tarefa de esclarecer ás
> > crianças o que elas estão aprendendo com o
> > projeto, ser também um orientador
> > de itinerário, como o educador, num processo de
> > avaliação e auto-avaliação.
> > 
> > As crianças mais velhas tem necessidade de
> > saber o que elas estão aprendendo
> > e saber dizer aos amigos que estão na sétima
> > série que eles também sabem
> > Biologia, Matemática, português, etc... pois na
> > ausência de um livro
> > didático ou uma apostila, elas precisam de
> > outras referências. o Mosaico é
> > uma delas e falarei daqui a pouco. O educador é
> > outra, e nós temos o Plano
> > de Estudos uma vez por semana, reunião do
> > educador com seu educando para
> > planejar as atividades e discutir os relatórios
> > de avaliação a cada
> > trimestre.
> > 
> > Outra coisa é que os educadores também
> > começaram a dar projetos porque as
> > cças pediram, então os papéis começaram a se
> > misturar.
> > 
> > OUtra coisa importante é que alguns mestres já
> > desistiram dos projetos
> > porque não conseguiam o comprometimento das
> > crianças com o projeto, elas
> > participavam, depois desistiam e não davam
> > satisfação.
> > 
> > Frustrante. começamos a criar ferramentas de
> > comprometimento, votação dos
> > projetos no final dos
> > trimestres, possibilidade de estabelecer a
> > quantidade de faltas toleráveis
> > por projeto junto com as cças. OUtros mestres
> > desistiram de trabalhar porque
> > fazem um trabalhão e ganham muito pouco, doze
> > reais a hora e vêm uma ou duas
> > vezes por semana durante duas horas cada dia.
> > 
> > Como escolhemos os projetos:
> 
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