outro dia desses, conversando com a tania, munir e mais alguns novos metarecs da vila dalva, surgiu uma polemica. Eu dizendo que vejo o termo tecnologia como o coletivo de técnicas para um objetivo comum. Por ex. hah inumeras formas de se escrever: com lapis, carvao, caneta, pincel, mijando no muro, e etc; sao variadas tecnicas (sempre no plural) de escrever que criam a tecnologia(no singular) da escrita.

variadas tecnicas de plantio/colheita criam a tecnologia da agricultura. Munir discordou e entao perguntei qual seria o coletivo de tecnologias ?!

ps: dpadua, metareciclei e desortografei o seu texto, pois o meu mapa de teclado sem acentos tava ferrando tudo ...

;-}

mbraz

Daniel Pádua <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
acho que se tudo  eh tecnologico, se dos processos mais
elementares do pensar humano ateh a construcao coletiva de
coisas gigantescas e complexas sao aplicacao da tecnica,
então não faz sentido usar esse conceito. ele é intrinseco.

faz mais sentido falar de processos... de usos. exemplo:
"vamos comer?" (leva ao fazer tecnico do plantio ou criacao
animal, daih­ ao
abate ou colheita, preparo, culinaria, comer, cagar)

e isso serve pra:
"como eles vao me ouvir daqui, a tantos quilometros?"
"toca esse som depois desse aqui, fiodaputa!"
etc.

acredito que agir eh fazer tecnologia. eu pelo menos tenho
buscado nem usar o termo tecnologia ao falar de metareciclagem.
porque eh isso aih­: "tecnologia" é uma excecao linguistica
criada  no capitalismo para taxar o produto da moda. assim como falar
"lixo" eh anular o valor de um produto que gastou em sua funcao
original ou nao estah na moda. metareciclemos a linguagem.

:D

aloha,
dp.



On 5/3/06, Marcelo Braz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> pensando nos dias de hoje e sobre metareciclagem como conceito e prática,
> penso que o que oferecemos de novo é uma visao diferenciada sobre o uso de
> máqunas, técnicas e tecnologia.
>
> máquina pode ser definida de variadas maneiras, mas adotamos a idéia de que
> máquina carrega inicialmente a intencao de uso de quem a
> pensou/inventou/construiu. desta forma é política e embute uma ideologia.
> bill_gates vê o computador como uma máquina de produtividade para empresas e
> que a riqueza traz desenvolvimento que, em tese, seria compartilhado por
> todos. linus torvalds viu o computador como uma máquina de compartilhar e
> desenvolver conhecimento, na forma de softwares (so) e liberou a sua criaćão
> para ser criticada/modificada/melhorada.
>
> neste sentido e no do texto, uma máquina de engenho de cana não difere de
> uma máquina computadora, pois ambas criam uma classe dominante definida por
> uma relaćão econômica/política entre pessoas. A diferenciacao se faz pela
> propriedade e de como esta máquina será utilizada: para produzir escravos ou
> para produzir dados/informaćão/conhecimento compartilhado.
>
> minha proposta nos fundamentos da metareciclagem é que desconstruamos o
> significado de senso comum não só sobre tecnologia, pois ela é resultado,
> produto de um trabalho coletivo ou individual; mas ainda de: ferramenta (que
> cria máquinas), máquinas (que além de produtos, produzem
> informacao/conhecimento/política/etc) , técnicas que são
> modos de se manipular/produzir sentidos e tecnologia que é o conjunto de
> determinadas técnicas para determinados fins.
>
> vide:
> http://metareciclagem.org/wiki/index.php/Curso_Fundamentos_de_MetaReciclagem
>
> há um autor que teoriza muito bem isto, Don Ihde, mas acho que não tem
> nenhum livro dele traduzido para o português. Vide mais a fundo:
> http://scholar.lib.vt.edu/ejournals/SPT/v1_n1n2/ihde.html
>
> Este texto, que é bem interesante do Simondon foi traduzido de onde?
>
> Ainda sobre tecnologia e escola gosto muito deste autor, Paulo Cysneiros:
> http://72.14.203.104/search?q=cache:UhlZfLMDnl4J:168.96.200.17/ar/libros/anped/MC16.PDF+cysneiros+ihde&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=6&client=firefox
>
> abs
> mbraz
>
>
> Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> e um simondon...
>
> como a metareciclagem se relaciona ao trabalho manual?
> será que a gente inverte essa lógica?
>
> From: Thiago Novaes
> Date: May 1, 2006 10:53 PM
> Subject: Re: re, re, re, re, re
>
>
> Mas nos endereçamos aos alunos das escolas. Fundadas no século XIX
> para instruir os alunos da burguesia, as escolas distribuíram uma
> cultura cuja dominante é um simbolismo, sobre tudo verbal, deixando em
> seguida um lugar mais largo para o pensamento matemático. Essa cultura
> secundária não estava se não com uma aparência imprensada: de fato, o
> lazer, como condição da cultura entendida e no sentido do século XIX,
> é uma proibição que define um limite separando uma classe social de
> outra: a proibição do contato direto da mão e a matéria significa de
> fato não lazer, mas um recurso ao intermediário a serviço, servo ou
> operário. O caracter desonroso do trabalho manual é a expressão de um
> significismo social: manipular a matéria, é se aventar membro de uma
> classe social dominada. O único gesto autorizado ao membro de uma
> classe social dominante é dar ordem. Ele não deve ser efetuador é
> executor. As línguas antigas, tais quais estavam sendo refinadas no
> século XIX não eram desinteressadas: elas davam ao individuo de uma
> classe social dominante a linguagem exotérica segundo a qual ele
> poderia legislar e ferir e definir os valores segundo os quais as
> relações interindividuais seriam julgadas. O latim era, por sua
> formação, a língua de Virgílio, mas para uso, aquela do direito: isso
> explica a preferência acordada ao latim sobre o grego, língua que ao
> contrário está mais conforme a cultura que a civilização francesa
> deveria procurar e mais rico para a formação do vocábulo
> desinteressado (de ciência pura).
>
> Mas a realidade social que presidiu a criação das escolas não é
> mais aquela de hoje. O simbolismo verbal não basta mais. Sem dúvida,
> os alunos das escolas não se tornam geralmente operário ou artesãos:
> Eles não têm necessidade de um aprendizado. Os Engenheiro ou
> administradores devem conhecer a máquina, porque ele deve assumir e
> pensar a relação social que há em relação ao homem e a natureza. Essa
> relação, o operário vê, mas o administrador não ele não a pensaria
> como uma matéria abstrata se ele não a tivesse existencialmente a
> vivido durante o seu período onde esse ser se forma, isto é durante a
> infância ou adolescência. Mais tarde, tornada adulta, abordando a
> máquina no laboratório somente, ele não teria aquela relação abstrata,
> sendo alimentador de um pensamento alienado.
>
> SIMONDON, 1953
>
> trad livre
>
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> FelipeFonseca
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