deixa
eu falar aqui sobre o que o hernani comentou. tem uma série de
argumentos que hernani coloca que eu compartilho, essa história
de metarec ser muito mais do que recondicionar computador velho, de
que precisaria ter um papo sério com metarec antes e tudo
mais.
entrei na discussão hoje por dois motivos:
-
porque recentemente alguns metarecicleiros começaram a me perguntar, em
momentos diversos, sobre o projeto ci, onde e com quem conseguir
computadores usados para os esporos e oficinas metarec, transporte de
equipos, interfaces;
- e porque eu acho muito mais
interessante a proposta de apropriação tecnológica
do metarec do que o processo fabril.
por que não antes?
por que não pergunto se vcs querem? pq, como o hernani disse,
não tenho autonomia para definir isso. estou debatendo c/ vcs
as possibilidades, os pontos de contato e as divergências.
secretário e secretário-adjunto não fazem isso,
pelo menos nenhum que eu conheça faz.
um ponto
importante é que a sistemática de uma política
pública, como diz ruiz e é o termo mais correto mesmo,
fazer uma política pública deste tipo nacionalmente é
um grande nó a desatar, burocrático, jurídico,
operacional. claro que se não tem governo no meio, é
mais fácil, menos burocrático. mas para o negócio
andar em amplitude nacional com a escala que se espera de um governo
federal, tem uma complexidade maior. massiva é uma palavra
ruim também, pq política governamental de impacto não
necessariamente precisa partir do princípio nivelador de "tudo
é igual". sofre com essa história, certamente, mas
não precisa ser assim.
agora, parte [EMAIL PROTECTED]
[EMAIL PROTECTED] já se deparou com tentativas de doação
de equipos usados da administração federal. isso é
regulamentado por um decreto que, como tudo no Estado, parte sim do
princípio de que qualquer processo envolvendo governo precisa
ser totalmente controlável, registrado, comprovado, com
certidão disso, daquilo, seguindo não sei quantas leis
e regulamentações.
esse clash de culturas
organizacionais é uma das questões que a política
pública precisa trabalhar, não vai mudar de uma hora
pra outra, e eu estou nessa porque entendo que existem possibilidades
maiores de fazer política pública se esses mundos se
falarem e fizerem coisas juntos, do que cada um tocar a vida na
paralela, como costuma ser. a visão que a maioria dos metarecs que conheço tem é bem divergente desta. estou tentando esclarecer qual a minha visão sabendo que a de muitos aqui é diferente.
agora com ff: não sabia que vcs tinham ido lá no cesmar. o alexandre mesquita teve um papel importante como articulador do crc lá, e não faz parte da equipe que hoje toca a oficina. a pensamento digital tocava um projeto bem pequeno e com computadores da Dell muito sucata lá quando o cesmar fez a proposta pro MP, mas pelo menos por aqui não está formalmente envolvida. já foram convidados a ser parceiros no ano passado, e ao menos junto ao MP, não houve resposta positiva deles. as atividades da pensamento ficaram num espaço separado, continuam independentes.
abs
kiki, mocoronguíssima
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