Em 01/06/07, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
ainda dentro do dialogos sobre aprendizagens, vou fazer o que alguns consideram heresia. Citarei Onfray, talvez o filosofo que mais se aproxime de Escolas Filosoficas Livres, pois criou na Franca uma Universidade Popular onde qualquer um pode frequentar. Segue a rima: "Na instância do adestramento, destinados a serem os rolamentos da máquina social, contentes com a própria sorte, incluídos se são dóceis, recompensados se são servis, excluídos se são rebeldes, punidos se revoltados e não fazem o jogo, os colegiais são submetidos ao tratamento dos reprovados do corpo improdutivo. Isentos de corpo, de carne, de sentimentos, de emoções, de afeto, de pensamentos próprios, de problemas pessoais, de sensibilidades, de subjetividades, eles são convidados para os banquetes onde lhes ensinam a macaquear os adultos, a se tornar escravos conforme as regras. Não consigo deixar de pensar nas máquinas que Aristóteles consagrou ao que ele chama de 'a ciência da escravidão', no capitulo sobre os sub-homens que são os indivíduos servis. Essa ciência ensina aos escravos a natureza de seus deveres. Os direitos? Isso é que não, para quê? Toda instituição escolar, mesmo disfarçada sob os ouropéis das ciências da educação e de não sei o que outra prática pedagógica esclarecida, tem por única função aquilo que publicamente chama-se socialização, para evitar nomear de outra forma de fazer curvar a espinha dorsal, de submeter ou de destituir, de obedecer, ou mesmo de mentir ou praticar a hipocrisia." (texto da pág.84 do livro "A política do rebelde - tratado de resistência e insubmissão", de Michel Onfray, editora Rocco)" mbraz -- ൬βռăʒ _______________________________________________ Lista de discussão da MetaReciclagem Envie mensagens para [email protected] http://lista.metareciclagem.org
legal gostei da mensagem
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