não sei, não gente, eu moro ca em porto alegre e vou ir la na conferencia do 
cara e vou tentar entrar, assim mesmo, porque eu não tenho os 400 reais que 
custa para entrar. então eu vou com uma edição de "Cibercultura" pego na 
biblioteca embaixo do braço e se não consigo entrar começo a gritar: cade a tal 
de inteligencia coletiva que tu tanto fala? 
Como que vamos construir a tal de inteligencia coletiva compartilhando o 
conhecimento e tal se tenho que pagar 400 contos para te ver?

Rafael Evangelista <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: xiii, esse negócio de soft 
livre é coisa do séc. passado. morreu e agora 
é só um zumbi comendo cérebro :)

eiabel lelex escreveu:
> é... tem gosto prá tudo... já dizia a velha que comia ranho... eu, por 
> exemplo, não gosto dum monte de coisa que escrevem nesse seculo 
> atual...chegando a preferir mais os registros escritos em seculos do 
> passado, até prá continuar aceitando o que escrevem como 
> sendo novidade... e acho que ainda não entendi bem o software livre... 
> sua filosofia até mesmo sua evangelição são compreensíveis, sedutoras, 
> mas na prática, parece apenas uma escolha de software, somente.
>  
> besos
> lelex
>
>  
> Em 12/08/07, *Felipe Fonseca* 
> > escreveu:
>
>     Que nao concorde Zigmunt com Bauman foi legal,
>     mas acho que sem querer.
>
>     Esse tio aí é do século passado, né?
>
>     Nem entendeu o software livre, ainda. Pena,
>     eu gostei de umas coisas que ele escreveu.
>     No milênio passado.
>
>     efe
>
>     On 8/12/07, *eiabel lelex* < [EMAIL PROTECTED]
>     > wrote:
>
>         **O profeta da cibercultura**
>         Entrevista: Pierre Lévy, sociólogo
>         GABRIEL BRUST
>
>          
>          
>         Mais de uma década depois da publicação de O que É o Virtual?
>         (1996), um de seus livros mais famosos, o sociólogo Pierre
>         Lévy ainda surfa na ondas de sua produção sobre cibercultura.
>         Isso porque, para ele, nada mudou tanto assim desde então. O
>         que vivemos hoje seria apenas a apropriação social das
>         ferramentas que já existiam, nas quais Lévy - próximo
>         conferencista do ciclo Fronteiras do Pensamento, promovido
>         pela Copesul Cultural - foi um dos primeiros a identificar um
>         gigantesco potencial, em uma época em que poucos sabiam dizer
>         para que servia a Internet. A ousadia que marcou seus
>         primeiros livros, no entanto, permanece. Diante do imenso
>         barulho causado pelo que se está chamando de "a nova fase da
>         Internet", a Web 2.0 - mais colaborativa, diferente dos anos
>         iniciais, de mera contemplação - , Lévy é taxativo:
>
>         - Não há nenhuma diferença entre a web 1 e a web 2.0, exceto
>         que agora há mais gente que pode participar da web.
>
>         Tendo como gênese os conceitos do canadense Marshall McLuhan,
>         que cunhou expressões como "aldeia global" nos longínquos anos
>         60, Lévy se tornou um dos pensadores mais representativos da
>         revolução digital no mundo contemporâneo. Nascido na Tunísia,
>         formou-se em Sociologia e Ciência da Informação e da
>         Comunicação na Sorbonne, em Paris, e atualmente é professor
>         titular do Departamento de Comunicações na Universidade de
>         Ottawa, no Canadá.
>
>         Considerado um otimista diante das transformações trazidas
>         pelas redes, o sociólogo parte da visão do computador como um
>         hiperdocumento vivo em expansão permanente. A Internet seria
>         uma rede análoga às conexões entre os neurônios humanos. Lévy
>         crê na rede não apenas como uma ferramenta para se aprofundar
>         a democracia e se ampliar o conhecimento coletivo, mas como
>         fundadora de uma verdadeira civilização que está apenas
>         começando.
>
>         Criador de conceitos como tecnodemocracia e cosmopédia, o
>         sociólogo ainda luta para garantir que estas definições sobre
>         cibercultura, das quais é um dos fundadores, sejam
>         respeitadas. Para Lévy, o virtual, por exemplo, não se opõe ao
>         real - como é freqüentemente citado - , mas sim ao atual.
>         Mesmo sabendo que seu interlocutor, ao fazer tal
>         contraposição, quer apenas diferenciar o que se passa na rede
>         do que se passa fora dela, o sociólogo faz questão de frisar o
>         conceito formal que deu ao virtual em seu livro de 1996.
>
>         Em conversa por telefone, direto do Canadá, Lévy falou sobre a
>         palestra que fará na próxima terça-feira em Porto Alegre e
>         sobre o momento atual da cibercultura - sem deixar de lembrar
>         que todo tipo de vida é real. Na rede ou fora dela.
>
>         *Cultura - Em seu livro O Que É o Virtual?, publicado no
>         Brasil em 1996, o senhor diz que o ciberespaço pode apenas
>         reproduzir o espetáculo e a mídia em grande escala, ou pode
>         criar uma civilização centrada na inteligência coletiva. Qual
>         dos dois está ganhando a corrida hoje?
>
>         Pierre Lévy -* (risos) Não há vencedores no momento. A
>         inteligência coletiva está crescendo, como podemos ver na
>         Wikipedia e em outros sites. A memória coletiva está sendo
>         usada largamente. Mas os dois estão correndo juntos.
>
>         *Cultura - A Internet tem mostrado capacidade de enfrentar
>         regimes totalitários e ajudar a consolidar a democracia, como
>         o senhor previa?
>
>         Lévy -* Em geral, quanto ao aumento das possibilidades de
>         comunicação servindo contra a estabilidade de regimes
>         totalitários, o processo está relativamente lento. Temos que
>         esperar, isso não vai acontecer logo. Mas quanto mais você tem
>         possibilidades de criar associações e de ter contato com
>         outras culturas, isso cria uma sociedade menos fechada e, a
>         longo prazo, é bom para a democracia.
>
>         *Cultura - Podemos dizer que a definição de Zigmunt Bauman
>         sobre valores líquidos da sociedade atual (aqueles que se
>         modificam rapidamente e cujos laços são frágeis) foram
>         causados pela relação com o virtual?
>
>         Lévy -* Como assim, líquidos?
>
>         *Cultura - É uma teoria desse filósofo polonês radicado na
>         Inglaterra, autor de Modernidade Líquida e Amor Líquido. O
>         senhor acha que a instabilidade das relações tem a ver com o
>         virtual?
>
>         Lévy -* Bem, primeiro teríamos que concordar com essa coisa da
>         liquidez dos valores, mas não sei se entendi direito (risos).
>
>         *Cultura - Mesmo que não concorde Zigmunt com Bauman, o senhor
>         acha que o virtual está modificando os relacionamentos entre
>         as pessoas?
>
>         Lévy -* Não acho que tenha a ver. Podemos falar em um tipo de
>         aceleração de processos, todos os tipo de de processos,
>         incluindo o conhecimento, a economia e a política. As coisas
>         são rápidas, e isso não é causado pela Internet, ela é apenas
>         um dos vários fatores que contribuem para acelerar todos os
>         processos culturais e sociais. Mas é claro que a globalização
>         em geral traz grandes facilidades a vida urbana.
>
>         *Cultura - Vemos hoje ascender à adolescência a primeira
>         geração que nasceu usando a Internet. É possível identificar
>         características específicas dessa geração?
>
>         Lévy -* A minha resposta não vai ser interessante porque a
>         minha resposta é: sim, eles são diferentes, porque eles estão
>         muito acostumados à Internet. Eles estão procurando por
>         informações de maneira fácil, estão se entretendo nas redes. É
>         fácil para eles usar computadores e videogames, mas não é uma
>         completa mudança, não é uma questão de geração. O mais
>         importante é que nós estamos construindo uma nova civilização.
>         E seria um grande erro pedir aos jovens que guiem a nova
>         civilização (risos).
>
>         *Cultura - O senhor diz que as redes modificam algumas de
>         nossas capacidades cognitivas. Como isso se aplica ao caso da
>         memória, que parece ser cada vez menos utilizada, uma vez que
>         tudo está em um grande banco de dados acessível a um clic?
>
>         Lévy -* Acho que é exatamente o oposto disso (risos). A
>         memória não é algo que está em nosso cérebro. Memória é tudo
>         que podemos recordar. Então podemos recordar memórias do nosso
>         cérebro, mas também podemos recordar de livros, de bibliotecas
>         ou da web. Acho que uma das mais óbvias conseqüências do
>         advento do ciberespaço é a documentação da memória.
>
>         *Cultura - O senhor acha que o crescimento na quantidade de
>         pessoas patologicamente viciadas em Internet se deve a um
>         encantamento maior com a vida virtual do que com a real?
>
>         Lévy -* Todo tipo de vida é real, não existe virtual ou real.
>         Só há vida humana, não há diferença. Pessoas podem ser
>         viciadas em qualquer coisa, em televisão, em sexo, em jogos,
>         em álcool... Vício não tem nada a ver com o objeto.
>
>         *Cultura - Por que a exposição da vida privada se tornou um
>         valor nos tempos contemporâneos?
>
>         Lévy -* Acho que estão crescendo a tendência à transparência.
>         Há cada vez mais informação disponível online e parte dela é
>         uma informação que antes era privada. Isso é uma tendência
>         importante e vai continuar.
>
>         *Cultura - O software Second Life foi considerado fenômeno,
>         mas agora parece perder fôlego. Seus criadores acertaram ao
>         tentar reproduzir a vida real na Internet?
>
>         Lévy -* Não sei. Depende do crescimento e do que as pessoas
>         querem fazer. Às vezes, é bom reproduzir, às vezes é bom criar
>         algo completamente diferente. Como posso dizer que é um erro
>         fazer alguma coisa ou outra? (risos). O princípio da realidade
>         virtual online vem de 20 anos, já existia. A única diferença
>         do Second Life é que mais pessoas têm acesso direto, assim
>         como não há nenhuma diferença entre a web 1 e a web 2 (segunda
>         geração da Internet, que reforça o conceito de troca de
>         informações e colaboração), exceto que agora há mais pessoas
>         que podem participar da web. Há em geral um movimento de
>         apropriação por parte do público cada vez maior das mídias
>         online. Só o que há de novo no Second Life é que ele está se
>         tornando uma espécie de fenômeno social, mas do ponto técnico
>         não tem nada novo.
>
>         *Cultura - O que é realmente novo hoje na Internet?
>
>         Lévy -* Estamos esperando por algo novo (risos). O que há de
>         novo é a apropriação social da tecnologia da web e o
>         progressivo crescimento de um tipo de espaço público global,
>         mas acho que vai ser, no futuro, do ponto de vista conceitual
>         e técnico, algo que não conhecemos hoje. No momento, estamos
>         vivendo a fase da apropriação social. Vão existir novos
>         adventos no futuro, provavelmente algum tipo de inteligência
>         artificial distribuída.
>
>         *Cultura - No que o senhor está trabalhando atualmente?
>
>         Lévy -* Em Porto Alegre vou falar sobre minha atual pesquisa,
>         que é sobre uma nova língua que inventei. Se chama IEML
>         (Metalinguagem da Economia da Informação), pode ser acessada
>         em todo tipo de idioma, em Francês, em Inglês ou Português, e
>         pode ser entendida pelo computador. Uma linguagem que pode ser
>         manipulada pelo computador. Não vai ser utilizada pelo público
>         em geral, será uma linguagem underground, para ser manipulada
>         por especialistas, pois é complexa, mas vai multiplicar o
>         poder dos sistemas de busca e a habilidade de explorar
>         informação na Internet. A linguagem hoje ainda é um problema
>         na Internet. Temos interconexão técnica, mas não semântica.
>         Então o objetivo da pesquisa é preencher essa lacuna semântica.
>
>         *Cultura - Há algo no seu trabalho sobre cibercultura que não
>         está se confirmando ou que o senhor repensaria hoje?
>
>         Lévy -* Meu livro A Inteligência Coletiva foi publicado em
>         1994 na França, e naquele tempo as pessoas nem sabiam que a
>         web existia. Muita gente me acusou de ser um completo utópico
>         e irrealista, mas hoje podemos ver que estamos num real e
>         forte movimento de inteligência coletiva. A Wikipedia, em
>         particular, mostra isso. Há também o uso de comunicação P2P,
>         software de código aberto, e também redes sociais online.
>         Então, há tendências, há inteligência coletiva, mas estamos
>         apenas no começo.
>
>         ([EMAIL PROTECTED]
>         )
>
>
>         -- 
>         Qualidade fundamental da unidade viva: dividir-se, reunir-se,
>         desdobrar-se no universal, persistir no particular,
>         transformar-se, especificar-se e (como a vida gosta de
>         manifestar-se em mil condições) aparecer e desaparecer,
>         solidificar-se e fundir-se, coagular e correr, dilatar-se e
>         contrair-se. ora todos esses efeitos produzindo-se juntos no
>         mesmo instante, toda coisa e cada uma podem chegar ao mesmo
>         tempo; formação e deperecimento, criação e destruição,
>         nascimento e morte, prazer e pena, tudo age no mesmo espírito
>         e na mesma medida: assim o que acontece de mais particular
>         apresenta-se sempre como imagem e o símbolo do universal."
>         -goethe -
>
>         "Se você não concordar,
>         não posso me desculpar..."
>         _______________________________________________
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>     FelipeFonseca
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> -- 
> Qualidade fundamental da unidade viva: dividir-se, reunir-se, 
> desdobrar-se no universal, persistir no particular, transformar-se, 
> especificar-se e (como a vida gosta de manifestar-se em mil condições) 
> aparecer e desaparecer, solidificar-se e fundir-se, coagular e correr, 
> dilatar-se e contrair-se. ora todos esses efeitos produzindo-se juntos 
> no mesmo instante, toda coisa e cada uma podem chegar ao mesmo tempo; 
> formação e deperecimento, criação e destruição, nascimento e morte, 
> prazer e pena, tudo age no mesmo espírito e na mesma medida: assim o 
> que acontece de mais particular apresenta-se sempre como imagem e o 
> símbolo do universal." -goethe -
>
> "Se você não concordar,
> não posso me desculpar..."
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