ei, apenas prá esclarecer que a resposta em msg do mbraz é na intenção que a
conversa continue, pois o que vem se elaborando na caixola, o fio da meada,
tem haver com o debate iniciado pelo Yago, Çtalker, FF, enfim, todas pessoas
que estão interessadas e com um sentimento de impaciência frente ao
"natural" com que a imprensa, o senso comum mascaram continuamente uma
realidade, tratando-a por atualidade...daí que o PL disse algo que eu
simpatizo: o virtual não é o oposto ao real, mas sim a o atual.

besos

lele



Em 13/08/07, eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> Tá, eu sou meio estúpida, tipo Maria Conceição Tavares. Mas se a
> portuguesa pode, porque eu não posso?
>
> ...me incomoda colocar tudo no plano do "eu sou, tu és, eles são",
> desmerecer o argumento da pessoa desconstituindo a sua imagem. Não se trata
> de quem cada um é. Se trata do que estão fazendo. O real existe e muito
> contundente. A mídia não substitue o real embora o emporcalhe de
> acontecimentos bizarros e barrocos... tem uma cultura do "simples" que vai
> na onda e não pensa nada, se alimentam e sempre alimentaram a inveja como
> sentimento positivo. A inveja não faz revolução nenhuma. Só quem tem prá dar
> faz revolução
>
> Tá certo. Não concordamos. Discordamos tanto que até chego a pensar que
> somos uma lista de discussão(as únicas) em que pessoas estão realmente
> conversando.
>
> Mas tem uma divergência que já aparece clara: este negócio de mundo
> binário eu acho uma verdadeira piada. Pra mim, só serve pro Bill Gates e sua
> turma deitar e rolar. Não que eu use o computador... se ele é só uma réles
> maquineta. Mas pensar, prá mim, de forma binária é querer obedecer ordens,
> pra dizer o menos.
>
> O mundo moderno, o atual, construiu novas categorias, de tempo, espaço e
> movimento, através da ciência moderna. A reflexão teórica da saída da
> modernidade, na física, na química e na biologia, está saindo dessa rede de
> percepções modernas sobre essas grandes categorias daquilo que é (acho que
> se diz o ontológico). Está saindo para o bem e para o mal, diga-se de
> passagem; a bomba atômica e a guerra química e biológica, bem como a guerra
> semiológica são frutos dessa saída dos referenciais construídos pelo
> positivismo e, também, pelo materialismo histórico.
>
> A saída acontece por um processo que já foi caracterizado com
> "contra-intuição", isto é, aquilo que a modernidade se acostumou a chamar de
> "intuitivo" significava "natural", "espontâneo" e "imediato". Foi uma grande
> mentira, e é uma mentira poderosa e fundadora do capitalismo. A intuição é
> produzida por crenças e já desde o velho Freud estuda-se isso. No entanto,
> desejo que surja um novo anarquismo mergulhado num olhar investigador que
> quer ver a relação entre os indivíduos, os grupos e os estados. Sobretudo o
> Estado de Direito, que entenda a importância do papel do Estado como espaço
> de disputa e de possível proteção parcial dos subalternos. É no campo da
> contra-intuição que pode-se descobrir um novo olhar... uma inteligência
> coletiva?
>
>
> Em 12/08/07, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> >
> > entonces, eu me lembro de ter lido alguns livros do Levy, ter ido em
> > conferencias e tals. na ultima que estive, ele expos essa tal de
> > lingua ou linguagem que ele diz ter criado (!?). acreditem, e' piracao
> > total! o cara surtou, e foi quando meus temores quanto ao seu otimismo
> > visionario se confirmaram.
> >
> > mas tambem nao podemos negar que nao foi so' eu que cai' nesse
> > engodo... muita gente foi nesse embalo, ate' porque naquele momento
> > havia mais perguntas do que criticas e avaliacoes profundas sobre
> > alguns temas.
> >
> > o que nao confio mais sao as premissas de onde ele parte, tais como:
> >
> > - pensar o mundo a partir da internet e nao o inverso
> > - nao pensar nos processos globalizantes e sua complexidade, como fez
> > com competencia Milton Santos, lentamente, mas profundamente. Sendo
> > rigoroso com suas fontes de pesquisa e seu proprio pensar, tendo uma
> > visao mais ampla sobre a mundializacao em curso. Ou como ele gostava
> > de escrever, do globalitarismo
> > - acreditar piamente, como salientou sstalker, em processos e tempos
> > lineares
> > - nao se perguntar se ha', realmente, inteligencias individuais
> > - crer em chupa-cabras
> >
> > Leiamos Milton Santos:
> > ...
> > '' Durante seculos, acreditaramos que os homens mais velozes detinham
> > a inteligencia do Mundo. A literatura que glorifica a potencia incluiu
> > a velocidade como essa forca magica que permitiu aa Europa civilizar
> > primeiro e empurrar, depois, a "sua" civilizacao para o resto do
> > mundo. Agora, estamos descobrindo que, nas cidades, o tempo que
> > comanda, ou vai comandar, e' o tempo dos homens lentos.  Na grande
> > cidade, hoje, o que se da' e' tudo ao contrario. A forca e' dos
> > "lentos" e nao dos que detem a velocidade elogiada por um Virilio em
> > delirio, na esteira de um Valery sonhador. Quem, na cidade, tem
> > mobilidade - e pode percorre-la e esquadrinha'-la - acaba por ver
> > pouco, da cidade e do mundo. Sua comunhao com as imagens,
> > frequentemente prefabricadas, e' a sua perdicao. Seu conforto, que nao
> > desejam perder, vem, exatamente, do convivio com essas imagens. Os
> > homens  "lentos", para quem tais imagens sao miragens, nao podem, por
> > muito tempo, estar em fase com esse imaginario perverso e ir
> > descobrindo as fabulacoes.
> >
> > E' assim que eles escapam ao totalitarismo da racionalidade, aventura
> > vedada aos ricos e aas classes medias. Desse modo, acusados por uma
> > literatura sociologica repetitiva, de orientacao ao presente e de
> > incapacidade instrospectiva, sao os pobres que, na cidade, mais
> > fixamente olham para o futuro.
> >
> > Na cidade "luminosa", moderna, hoje, a "naturalidade" do objeto
> > tecnico cria uma mecanica rotineira, um sistema de gestos sem
> > surpresa. Essa historicizacao da metafisica crava no organismo urbano
> > areas constituidas ao sabor da modernidade e que se justapoem,
> > superpoem e contrapoem ao uso da cidade onde vivem os pobres, nas
> > zonas urbanas 'opacas'. Estes sao os espacos aproximativos e da
> > criatividade, opostos aas zonas luminosas, espacos da exatidao. Os
> > espacos inorganicos e' que sao abertos, e os espacos regulares sao
> > fechados, racionalizados e racionalizadores.
> >
> > Por serem "diferentes", os pobres abrem um debate novo, inedito, aas
> > vezes silencioso, aas vezes ruidoso, com as populacoes e as coisas ja'
> > presentes. E' assim que eles reavaliam a tecnoesfera e a psicoesfera,
> > encontrando novos usos e finalidades para objetos e tecnicas e tambem
> > novas articulacoes praticas e novas normas, na vida social e afetiva.
> > Diante das redes tecnicas e informacionais, pobres e imigrantes sao
> > passivos, como todas as demais pessoas. E' na esfera comunicacional
> > que eles, diferentemente das classes ditas superiores, sao fortemente
> > ativos. ''
> > ...
> >
> > ------------------------------------
> >
> > GAMBIARRA NA VEIA !!!!!!
> >
> > abczos
> > mbraz
> >
> >
> > --
> > ൬βռăʒ
> >
>
>
>
> --
> Qualidade fundamental da unidade viva: dividir-se, reunir-se, desdobrar-se
> no universal, persistir no particular, transformar-se, especificar-se e
> (como a vida gosta de manifestar-se em mil condições) aparecer e
> desaparecer, solidificar-se e fundir-se, coagular e correr, dilatar-se e
> contrair-se. ora todos esses efeitos produzindo-se juntos no mesmo instante,
> toda coisa e cada uma podem chegar ao mesmo tempo; formação e deperecimento,
> criação e destruição, nascimento e morte, prazer e pena, tudo age no mesmo
> espírito e na mesma medida: assim o que acontece de mais particular
> apresenta-se sempre como imagem e o símbolo do universal." -goethe -
>
> "Se você não concordar,
> não posso me desculpar..."
>



-- 
Qualidade fundamental da unidade viva: dividir-se, reunir-se, desdobrar-se
no universal, persistir no particular, transformar-se, especificar-se e
(como a vida gosta de manifestar-se em mil condições) aparecer e
desaparecer, solidificar-se e fundir-se, coagular e correr, dilatar-se e
contrair-se. ora todos esses efeitos produzindo-se juntos no mesmo instante,
toda coisa e cada uma podem chegar ao mesmo tempo; formação e deperecimento,
criação e destruição, nascimento e morte, prazer e pena, tudo age no mesmo
espírito e na mesma medida: assim o que acontece de mais particular
apresenta-se sempre como imagem e o símbolo do universal." -goethe -

"Se você não concordar,
não posso me desculpar..."
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