nao vejo assim. ate' porque e' possivel, no caso da televisao, fazer
programas de qualidade. Como exemplo, temos aqui em sp a mudanca de
qualidade da programacao - e este nome e' cruel, como diria o flusser - apos
o paulo markun assumir a coisa toda.

Assim como na internet, a questao colocada nao e' se e' tradicional ou nao.
Mas como formas de controle na internet ganham preferencia das pessoas. Ou
da' pra negar que usamos o motor de busca do google cotidianamente?

tambem, como voce, privilegio o dialogo na rede e foi atraves dela que foi
possivel conhecer muito mais pessoas interessantes e amigaveis. Mas me
preocupa se um dia terei que pagar pedagio ou me submeter a regras
determinadas por ultramegacorporacoes para contatar este meu grupo de amigos
...

pelo menos, estou aqui pra ir contra esta corrente.

abss
mbraz

Em 14/01/08, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> meio besta a discussão. a www surgiu quando, em 93/94?
> o que é um site "tradicional"? tradição de 14 anos? ou menos,
> de quando surgiram os "portais", 95/96? saiu uma pesquisa
> da Alexa agora há pouco. Sergio Amadeu comentou:
>
>
> http://samadeu.blogspot.com/2008/01/os-quinze-lderes-de-audincia-na-web.html
>
> Google em segundo, youtube tá em terceiro. Youtube pertence
> ao Google. Porque é uma ultramegacorporação é "tradicional"?
>
> Acho a discussão meio besta, na real. Claro que a maioria das
> pessoas vai fazer um uso mais superficial, passivo, às vezes
> social-voyeurístico da web. E daí? Que me interessa a maioria?
> A maioria assiste ao faustão, a maioria acredita no Jornal Nacional.
>
> Eu não tenho assunto pra conversar com a maioria. Prefiro
> os 20 ou 25 que acessam meu blogue.
>
> efe
>
>
>
> 2008/1/14 mbraz <[EMAIL PROTECTED]>:
> > interessantes este argumentos que questionam a tendencia ao
> neopositivismo
> > digital. Aquela que nos deixa cegos para algus fatos. ou dito de outro
> modo:
> > t0stines vende mais porque e' fresquinho ou e' fresquinho porque vende
> mais:
> >
> > segue texto na integra, pela relevancia:
> >
> > ========================texto disp. pela unisinos==============
> >
> >
> > Desde que começou a se espalhar pelo mundo, ainda na década de 70 do
> século
> > passado, a internet foi um sonho de democracia. Para muitos dos que
> > advogavam em nome da rede, sua estrutura física, de múltiplos servidores
> > interconectados por nós vários espalhados por toda a superfície do
> globo,
> > servia de metáfora para a atividade digital que acontecia ali dentro. Na
> > internet, não havia centro mas uma infinidade de pontos com igual
> > importância. O blog, na rede, tem o mesmo peso e presença do que o site
> do
> > New York Times. A reportagem é de Pedro Doria e publicada pelo jornal O
> > Estado de S. Paulo, 14-01-2007.
> >
> > O discurso é estupendo - mas a realidade o derruba.
> >
> > Basta ver alguns dos números levantados por Nicholas Carr, escritor
> > especializado em tecnologia e 'crítico cultural' destes nossos tempos
> > digitais. O número de websites no mundo dobrou entre 2002 e 2006 - e
> tende
> > mesmo a continuar aumentando bastante. Mas só porque há mais sites na
> web
> > para visitar, não quer dizer que mais sites sejam visitados.
> >
> > Em 2002, 31% do tráfego de dados em toda web era dominado pelos 10 sites
> > mais populares da rede. Em 2006, os dez sites mais populares atraíam 40%
> do
> > tráfego. Não é pouco, então não custa frisar: 40% de todo acesso à web
> está
> > voltado para apenas dez sites.
> >
> > Um destes sites, evidentemente, é o Google, sistema de buscas que todos
> > usamos. Em 2006, 58% de todas as pesquisas feitas na web foram via
> Google.
> > Agora em novembro passado, o Google abocanhava 65% de todas as
> pesquisas.
> >
> > Se alguém me perguntasse quantas pesquisas faço diariamente usando o
> Google,
> > não saberia responder. O meu não é um exemplo único - é típico. Todos
> que
> > acessam diária e continuamente o Google conhecem já os vícios do site.
> Como,
> > por exemplo, o hábito de listar ali dentre as primeiras respostas algum
> > verbete da Wikipédia.
> >
> > A tese de Carr é esta: a web está ficando centralizada. E, sim, o Google
> é
> > um dos responsáveis.
> >
> > Talvez seja mesmo inevitável. Como o critério usado pelo Google para
> decidir
> > a relevância de um site é o número de visitas, quanto mais visitado,
> mais
> > acima na lista de respostas ele aparece. Quanto mais acima ele aparecer,
> > mais clicado ele será e, portanto, mais visitado. Forma-se um ciclo
> vicioso.
> >
> > Outro dos motivos da centralização é o modelo econômico de
> micropagamentos
> > que começa a imperar na rede. Se um anúncio paga pelo número de vezes
> que
> > ele é exibido, a maneira de apresentar muitos anúncios a muita gente é
> > concentrar muito conteúdo. Daí que grandes portais compram muitos sites:
> seu
> > objetivo é atrair o maior número possível de visitantes. Evidente. Mas o
> > resultado é um novo ciclo vicioso no qual quem mais acumula dinheiro na
> rede
> > é quem tem mais conteúdo para exibir e que, portanto, mais dinheiro para
> > investir em novos sites terá.
> >
> > A concentração é também física. Grandes grupos como Yahoo!, Microsoft e
> o
> > próprio Google, por atraírem uma quantidade desproporcional de usuários,
> > precisam de conexões à rede extremamente poderosas e grandes parques de
> > servidores que ninguém mais tem.
> >
> > Aquele modelo inicial de internet no qual cada ponto da rede seria tão
> > importante quanto qualquer outro se foi no mundo prático. Até
> fisicamente a
> > internet é centralizada.
> >
> > Carr é um crítico ácido da utopia eletrônica. Em 2006, ele apostou com o
> > israelense Yochai Benkler a respeito de como será a internet em 2010.
> Para
> > Benkler , esta centralização pode estar acontecendo, mas os dez sites
> mais
> > visitados da rede serão colaborativos. Quer dizer: Wikipédias, Blogspots
> da
> > vida, grandes portais onde todo o publicado virá pelas mãos do grande
> > público anônimo que povoa o mundo digital.
> >
> > Carr não tem dúvidas de que o mundo da internet será centralizado e que
> os
> > dez mais lidos serão sites tradicionais, talvez de grandes empresas de
> > mídia, mas sempre com gente paga para produzir conteúdo. Esta é, afinal
> de
> > contas, a grande aposta em curso na internet.
> >
> > ========================texto disp. pela unisinos==============
> >
> > ref. e links:
> >
> http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=11683
> >
> > --
> > ൬βռăʒ
> >
> > --> Yeats: "Mirror on mirror mirrored is all the show."/--> Flusser:
> > "Espelho por espelho espelhado e' todo o espetaculo."
> > ------------------------
> > --> Prochiantz: "Comunicar o que esta' claro nao e' comunicar."
> > --> Virilio: "Informar o que esta' claro nao e' informar."
> > --> Prochiantz: "Quanto o tempo esta' bom - um tempo magnifico - e
> alguem
> > diz: 'Que belo dia', nao se trata de uma comunicacao nem de uma
> > informacao...
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> > Envie mensagens para [email protected]
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> FelipeFonseca
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൬βռăʒ

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diz: 'Que belo dia', nao se trata de uma comunicacao nem de uma
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