centralização é uma tendência pela comodidade, vide a popularidade dos shopping centers.
a lei da inércia tb age no cérebro... 2008/1/15 Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]>: > pois é... > megacorporações de informação quase-monopólios, > mantendo relações escusas com governos. e tecnologia > embarcada e portátil em todo canto, pessoas viciadas > em checar e-mail, orkut, rss, twitter, msn. > > cyberpunk não é mais ficção :P > > efe > > 2008/1/15 mbraz <[EMAIL PROTECTED]>: > > > nao vejo assim. ate' porque e' possivel, no caso da televisao, fazer > > programas de qualidade. Como exemplo, temos aqui em sp a mudanca de > > qualidade da programacao - e este nome e' cruel, como diria o flusser - apos > > o paulo markun assumir a coisa toda. > > > > Assim como na internet, a questao colocada nao e' se e' tradicional ou nao. > > Mas como formas de controle na internet ganham preferencia das pessoas. Ou > > da' pra negar que usamos o motor de busca do google cotidianamente? > > > > tambem, como voce, privilegio o dialogo na rede e foi atraves dela que foi > > possivel conhecer muito mais pessoas interessantes e amigaveis. Mas me > > preocupa se um dia terei que pagar pedagio ou me submeter a regras > > determinadas por ultramegacorporacoes para contatar este meu grupo de amigos > > ... > > > > pelo menos, estou aqui pra ir contra esta corrente. > > > > abss > > mbraz > > > > Em 14/01/08, Felipe Fonseca < [EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > > > > meio besta a discussão. a www surgiu quando, em 93/94? > > > o que é um site "tradicional"? tradição de 14 anos? ou menos, > > > de quando surgiram os "portais", 95/96? saiu uma pesquisa > > > da Alexa agora há pouco. Sergio Amadeu comentou: > > > > > > > > http://samadeu.blogspot.com/2008/01/os-quinze-lderes-de-audincia-na-web.html > > > > > > Google em segundo, youtube tá em terceiro. Youtube pertence > > > ao Google. Porque é uma ultramegacorporação é "tradicional"? > > > > > > Acho a discussão meio besta, na real. Claro que a maioria das > > > pessoas vai fazer um uso mais superficial, passivo, às vezes > > > social-voyeurístico da web. E daí? Que me interessa a maioria? > > > A maioria assiste ao faustão, a maioria acredita no Jornal Nacional. > > > > > > Eu não tenho assunto pra conversar com a maioria. Prefiro > > > os 20 ou 25 que acessam meu blogue. > > > > > > efe > > > > > > > > > > > > 2008/1/14 mbraz <[EMAIL PROTECTED]>: > > > > interessantes este argumentos que questionam a tendencia ao > > neopositivismo > > > > digital. Aquela que nos deixa cegos para algus fatos. ou dito de outro > > modo: > > > > t0stines vende mais porque e' fresquinho ou e' fresquinho porque vende > > mais: > > > > > > > > segue texto na integra, pela relevancia: > > > > > > > > ========================texto disp. pela unisinos============== > > > > > > > > > > > > Desde que começou a se espalhar pelo mundo, ainda na década de 70 do > > século > > > > passado, a internet foi um sonho de democracia. Para muitos dos que > > > > advogavam em nome da rede, sua estrutura física, de múltiplos servidores > > > > interconectados por nós vários espalhados por toda a superfície do > > globo, > > > > servia de metáfora para a atividade digital que acontecia ali dentro. Na > > > > internet, não havia centro mas uma infinidade de pontos com igual > > > > importância. O blog, na rede, tem o mesmo peso e presença do que o site > > do > > > > New York Times. A reportagem é de Pedro Doria e publicada pelo jornal O > > > > Estado de S. Paulo, 14-01-2007. > > > > > > > > O discurso é estupendo - mas a realidade o derruba. > > > > > > > > Basta ver alguns dos números levantados por Nicholas Carr, escritor > > > > especializado em tecnologia e 'crítico cultural' destes nossos tempos > > > > digitais. O número de websites no mundo dobrou entre 2002 e 2006 - e > > tende > > > > mesmo a continuar aumentando bastante. Mas só porque há mais sites na > > web > > > > para visitar, não quer dizer que mais sites sejam visitados. > > > > > > > > Em 2002, 31% do tráfego de dados em toda web era dominado pelos 10 sites > > > > mais populares da rede. Em 2006, os dez sites mais populares atraíam 40% > > do > > > > tráfego. Não é pouco, então não custa frisar: 40% de todo acesso à web > > está > > > > voltado para apenas dez sites. > > > > > > > > Um destes sites, evidentemente, é o Google, sistema de buscas que todos > > > > usamos. Em 2006, 58% de todas as pesquisas feitas na web foram via > > Google. > > > > Agora em novembro passado, o Google abocanhava 65% de todas as > > pesquisas. > > > > > > > > Se alguém me perguntasse quantas pesquisas faço diariamente usando o > > Google, > > > > não saberia responder. O meu não é um exemplo único - é típico. Todos > > que > > > > acessam diária e continuamente o Google conhecem já os vícios do site. > > Como, > > > > por exemplo, o hábito de listar ali dentre as primeiras respostas algum > > > > verbete da Wikipédia. > > > > > > > > A tese de Carr é esta: a web está ficando centralizada. E, sim, o Google > > é > > > > um dos responsáveis. > > > > > > > > Talvez seja mesmo inevitável. Como o critério usado pelo Google para > > decidir > > > > a relevância de um site é o número de visitas, quanto mais visitado, > > mais > > > > acima na lista de respostas ele aparece. Quanto mais acima ele aparecer, > > > > mais clicado ele será e, portanto, mais visitado. Forma-se um ciclo > > vicioso. > > > > > > > > Outro dos motivos da centralização é o modelo econômico de > > micropagamentos > > > > que começa a imperar na rede. Se um anúncio paga pelo número de vezes > > que > > > > ele é exibido, a maneira de apresentar muitos anúncios a muita gente é > > > > concentrar muito conteúdo. Daí que grandes portais compram muitos sites: > > seu > > > > objetivo é atrair o maior número possível de visitantes. Evidente. Mas o > > > > resultado é um novo ciclo vicioso no qual quem mais acumula dinheiro na > > rede > > > > é quem tem mais conteúdo para exibir e que, portanto, mais dinheiro para > > > > investir em novos sites terá. > > > > > > > > A concentração é também física. Grandes grupos como Yahoo!, Microsoft e > > o > > > > próprio Google, por atraírem uma quantidade desproporcional de usuários, > > > > precisam de conexões à rede extremamente poderosas e grandes parques de > > > > servidores que ninguém mais tem. > > > > > > > > Aquele modelo inicial de internet no qual cada ponto da rede seria tão > > > > importante quanto qualquer outro se foi no mundo prático. Até > > fisicamente a > > > > internet é centralizada. > > > > > > > > Carr é um crítico ácido da utopia eletrônica. Em 2006, ele apostou com o > > > > israelense Yochai Benkler a respeito de como será a internet em 2010. > > Para > > > > Benkler , esta centralização pode estar acontecendo, mas os dez sites > > mais > > > > visitados da rede serão colaborativos. Quer dizer: Wikipédias, Blogspots > > da > > > > vida, grandes portais onde todo o publicado virá pelas mãos do grande > > > > público anônimo que povoa o mundo digital. > > > > > > > > Carr não tem dúvidas de que o mundo da internet será centralizado e que > > os > > > > dez mais lidos serão sites tradicionais, talvez de grandes empresas de > > > > mídia, mas sempre com gente paga para produzir conteúdo. Esta é, afinal > > de > > > > contas, a grande aposta em curso na internet. > > > > > > > > ========================texto disp. pela unisinos============== > > > > > > > > ref. e links: > > > > > > http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=11683 > > > > > > > > -- > > > > ൬βռăʒ > > > > > > > > --> Yeats: "Mirror on mirror mirrored is all the show."/--> Flusser: > > > > "Espelho por espelho espelhado e' todo o espetaculo." > > > > ------------------------ > > > > --> Prochiantz: "Comunicar o que esta' claro nao e' comunicar." > > > > --> Virilio: "Informar o que esta' claro nao e' informar." > > > > --> Prochiantz: "Quanto o tempo esta' bom - um tempo magnifico - e > > alguem > > > > diz: 'Que belo dia', nao se trata de uma comunicacao nem de uma > > > > informacao... > > > > _______________________________________________ > > > > Lista de discussão da MetaReciclagem > > > > Envie mensagens para [email protected] > > > > http://lista.metareciclagem.org > > > > > > > > > > > > > > > > -- > > > FelipeFonseca > > > > > > http://efeefe.no-ip.org - Blogue > > > http://bricolabs.net - BricoLabs, né? > > > http://metareciclagem.org - Nova versao! > > > http://pub.descentro.org - Virou... > > > > > > _______________________________________________ > > > Lista de discussão da MetaReciclagem > > > Envie mensagens para [email protected] > > > http://lista.metareciclagem.org > > > > > > > > > > > > > -- > > ൬βռăʒ > > > > --> Yeats: "Mirror on mirror mirrored is all the show."/--> Flusser: > > "Espelho por espelho espelhado e' todo o espetaculo." > > ------------------------ > > --> Prochiantz: "Comunicar o que esta' claro nao e' comunicar." > > --> Virilio: "Informar o que esta' claro nao e' informar." > > --> Prochiantz: "Quanto o tempo esta' bom - um tempo magnifico - e alguem > > diz: 'Que belo dia', nao se trata de uma comunicacao nem de uma > > informacao... > > _______________________________________________ > > Lista de discussão da MetaReciclagem > > Envie mensagens para [email protected] > > http://lista.metareciclagem.org > > > > > > -- > FelipeFonseca > > http://efeefe.no-ip.org - Blogue > http://bricolabs.net - BricoLabs, né? > http://metareciclagem.org - Nova versao! > http://pub.descentro.org - Virou... > > _______________________________________________ > Lista de discussão da MetaReciclagem > Envie mensagens para [email protected] > http://lista.metareciclagem.org > -- Fabianne Balvedi GNU User #286985 http://fabs.estudiolivre.org "As contradições mais agudas da vida humana não foram feitas para serem solucionadas, mas vividas com plena ciência de seu carater paradoxal." Isma'il Al-Faruqi
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