Maneiro!

:D

2008/2/19 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]>:

> Não pude ler todo o texto, a tese não é inédita, mas sem dúvida é
> interessante. Penso e creio que devemos usar mais os princípios
> constitucionais e de direitos humanos na defesa dos direitos sociais,
> pois muitas leis vigentes colidem com aqueles e não deveriam ser
> aplicadas.
>
> vou dar uma olhada se alguém tem a tese...
>
> besos
>
>
> lelex
>
>
> Em 19/02/08, Lourenzo Ferreira <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> >
> > Olá!
> >
> > Recebi uma mensagem sobre uma gaúcha Rock'n'roll que não paga pedágio e
> > prova pela constituição que está correta.
> > Será que é verdade?
> > Alguém entende o suficiente de direito para dar um pitaco se isso é
> > possível?
> >
> >
> > Segue a mensagem:
> >
> >
> > Pedágio
> >
> > Entre os diversos trabalhos apresentados, um deles causou polêmica entre
> > os
> > participantes. "A  Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido
> > pela
> > aluna do 9º semestre de Direito da
> > Universidade Católica de Pelotas (UCPel)   Márcia dos Santos Silva
> > chocou,
> > impressionou e orientou
> > os  presentes.
> >  A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas
> > estradas do Brasil. Ela,
> > que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio  Grande apresentar seu
> > trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na  volta,  faria o mesmo.
> > Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus  atos durante
> > a
> > apresentação.
> > Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos
> > "Direitos
> > e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte: "Todos são iguais
> > perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
> > brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade  do
> > direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade"
> > E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em
> >
> > tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar,
> > permanecer ou dele sair com seus bens". A jovem acrescenta que "o
> > direito de
> > ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa
> > dizer
> > que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro
> > tem
> > livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que
> > o
> > pedágio vai contra a constituição".
> > Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é  que
> > concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de
> > investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para
> > ressarcir
> > os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de
> > Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é
> > destinado às estradas. "No momento que abasteço meu carro, estou
> > pagando o
> > pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero
> > exercer meu  direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar
> > por
> > um bem que já é meu  também", enfatiza.
> >  A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a  passar
> > nos
> > pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum  carro
> > que
> > tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de
> >
> > plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela  abre.
> > Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer
> > isso
> > sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram.
> > Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo
> > alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não
> > estaria  destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras.
> > Segundo
> > Márcia, juridicamente  não há lei que permita a utilização de pedágios
> > em
> > estradas  brasileiras.
> >   Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o
> > pedágio e
> > a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até
> >
> > então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados.
> > Márcia  também  conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e
> > um
> > guarda  disse que  iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei
> > ao
> > policial se ele  prestava algum serviço para a
> > concessionária ou ao Estado. Afinal, um  policial rodoviário trabalha
> > para o
> > Estado ou para o governo
> > Federal  e deve  cuidar da segurança nas estradas.
> > Já a empresa de pedágios, é privada, ou  seja, não tem nada a ver uma
> > coisa
> > com a outra", Acrescenta.
> > Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda,
> > que
> > possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e
> > automóveis melhores, alegando que muita gente não possui
> > condições para  gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o
> > Estado
> > está negando um  direito da sociedade. "Não há o que defender ou
> > explicar. A
> > constituição é  clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e
> > vir
> > em todas  as estradas do território nacional", conclui.A estudante
> > apresenta
> > o  trabalho de conclusão de curso em novembro de 2007 e forma-se em
> > agosto
> > de 2008. Ela não sabe ainda que área do Direito pretende seguir, mas
> > garante
> > que  vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.
> >
> > FONTE: JORNAL AGORA
> >
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> > *Lourenzo Ferreira*
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> "Se você não concordar, não posso me desculpar..."
>
> Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro
> Percorrer correndo os corredores em silêncio
> Perder as paredes aparentes do edifício
> Penetrar no labirinto
> O labirinto de labirintos
> Dentro do apartamento
> Sim, eu poderia procurar
> por dentro a casa
> Cruzar uma por uma as sete portas,
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> Na sala receber o beijo frio em minha boca
> Beijo de uma deusa morta Deus morto,
> fêmea de língua gelada Língua gelada como nada
> Sim, eu poderia em cada quarto rever a mobília
> Em cada uma matar um membro da família
> Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia
> O que aconteceria de qualquer jeito
> Mas eu prefiro abrir as janelas prá que
> entrem todos os insetos
> Francisco Buarque de Holanda
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