Oi, Patrícia
Imagino que será difícil descobrir quem vai fazer bom uso dos micros, hein!
Fiquei pensando que um dos motivos que nos reúne aqui talvez seja
acreditarmos que todo mundo pode/precisa ter acesso/se apropriar da tecnologia,
não? Aí eu inverto a pergunta: quem não faria bom uso destes computadores?
Como eu ainda não sei responder, pensei numa outra estratégia: a de mapear
quem pode ser beneficiado.
Aqui em São Paulo tem um bairro muito grande, com uma população que gira em
torno de 600 a 800mil pessoas. Num destes programas do governo municipal era
preciso dividí-la em famílias para encaixá-las sob a responsabilidade de
agentes de saúde. Uma das dificuldades era saber como definir uma "família", já
que o modelo "pai, mãe e filhos" não se aplicava e a divisão por casa também
não (numa mesma casa moravam várias). A saída foi contá-los "por fogão", isto
é, o grupo de pessoas que se utilizava de um mesmo fogão era considerado "uma
família".
Creio que algo semelhante possa ser feito no seu caso. Escolhe-se um bairro,
uma comunidade, uma escola, uma sala de aula, um grupo de alunos de determinado
projeto, sei lá... a idéia é delimitar um conjunto de pessoas. A partir desse
núcleo central, avalia-se quantas outras crianças/pessoas convivem com elas e
como esses computadores podem ser incorporados ao seu dia-a-dia. Com isso, será
possível saber quantos micros será necessário montar e quanto material
arrecadar (acho até que esse mapeamento prévio pode ajudar na arrecadação junto
a empresas), além de dar pistas de como "fazer" a doação (será isolada?
acompanhada de oficinas pontuais/temporárias/permanentes?).
Depois dessa etapa, avalia-se qual o próximo passo: correr atrás da
quantidade necessária para atender todo mundo ou definir um novo critério para
doação com base na quantidade de material disponível: sorteio? privilegia-se as
crianças com mais familiares? organiza-se um cadastro e vai por ordem de
chegada, com lista de espera? sei lá... talvez o contato com o próprio grupo
traga a resposta mais adequada.
Infelizmente, avaliação é mesmo uma coisa subjetiva e escolher quem ficar de
fora vai doer um pouquinho... O que os critérios fazem é apenas trazer um pouco
mais de clareza e ajuda a compartilhar a responsabilidade nas decisões...
Boa sorte na sua empreitada!
A gente vai continuar palpitando de longe!
bjs
Tati
Povo maravilhoso!!
Nossa,lendo os emails fico cada vez mais feliz de ver que plantei uma
sementinha que tem tudo pra virar floresta e dar zilhoes de frutos!!!
Concordo que nota boa nao indica capacidade, ajudem a pensar um modelo onde
a gente consiga doar para as pessoas que realmente vao fazer bom uso...
Eu gostaria mesmo de dar micros para todos... mas aí precisamos de muitos
micros...
Isso é possível, se conseguirmos doacoes suficientes, de preferencia
micros
em funcionamento que sao mais fáceis de arrumar, pintar gabinetes, limpar e
instalar.
Se as doacoes forem efetuadas dessa forma, os custos reduzem muito e até
agora nao consegui doacoes em R$ para bancar pecas/cabos/coisas estragadas
que sejam necessarias.
Daqui a pouco repasso mais dados, para quem quiser ajudar...
Muito obrigada pelo apoio!
bjs
Patrícia
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